Câncer ginecológico: é preciso atenção aos sinais

O mês de setembro é dedicado à campanha para conscientização do câncer ginecológico (Foto: Divulgação)

O mês de setembro é dedicado à campanha para conscientização do câncer ginecológico (Foto: Divulgação)

Terceiro tipo de tumor mais frequente na população feminina no Brasil, o câncer do colo de útero nem sempre apresenta sinais logo no início, como os cânceres de ovário, endométrio, vagina e de vulva. Quadros de sangramento vaginal intermitente ou após uma relação sexual, corrimento vaginal anormal e dor abdominal associada a queixas urinárias ou intestinais são sintomas comuns já nos casos avançados da doença.

Setembro é conhecido como o Mês de Conscientização dos Cânceres Ginecológicos, com objetivo de alertar a população feminina para a importância do diagnóstico e tratamento. Andreia Melo, oncologista clínica do Grupo Oncologia D’Or, afirma que a infecção genital por alguns tipos do Papilomavírus Humano – HPV é muito frequente e não causa doença na maioria das vezes. Entretanto, em alguns casos, podem ocorrer alterações celulares que podem evoluir para o câncer.

“Estas alterações são descobertas facilmente no exame preventivo e curáveis na grande maioria dos casos. Por isso a vigilância periódica é tão importante”, explica. O tabagismo, a iniciação sexual precoce, a multiplicidade de parceiros sexuais, a multiparidade e o uso de contraceptivos orais são considerados fatores de risco para o desenvolvimento de cânceres ginecológicos. “A idade também interfere nesse processo, sendo que a maioria das infecções por HPV em mulheres com menos de 30 anos regride espontaneamente, ao passo que acima dessa idade a persistência é mais frequente”, acrescenta.

O método principal e mais amplamente utilizado para rastreamento do câncer do colo do útero é o teste de Papanicolaou (exame citopatológico do colo do útero). “De acordo com o resultado do citopatológico e dos achados ao exame clínico outros exames como a colposcopia com biópsia são indicados”, diz  a especialista. A maior prevenção dos principais cânceres ginecológicos está ligada à redução do risco de contágio pelo HPV. “A transmissão do HPV ocorre por via sexual e por isso uso de preservativos durante a relação sexual com penetração protege parcialmente do contágio pelo HPV, que também pode ocorrer através do contato com a pele da vulva, região perineal, perianal e escroto”, esclarece. Fonte: Grupo Oncologia D’Or