Como o câncer mudou a vida do atleta Zimbrão

Zimbrão

Professor de Educação Física, Vinicius Zimbrão se tornou ativista da causa após vencer um câncer de testículo (Foto: Reprodução de internet)

O atleta Vinicius Zimbrão, de 42 anos, que descobriu um câncer de testículo aos 39, é um exemplo de quem deu a volta por cima. Ele contou como a doença mudou sua vida, em entrevista exclusiva ao Vida & Ação durante o V Congresso Oncologia D’Or.  “Quando você passa por uma situação dessas, que tem o risco real de perder a vida, você começa a avaliar seu modo de vida. Começa a rever seu ritmo de trabalho, valorizar mais a família, fazer coisas que dão mais prazer em detrimento do estresse”, disse ele. Ele se transformou em um ativista a favor de conscientização da doença, levando sua experiência a famílias que enfrentam o câncer e incentivando hábitos saudáveis, que são imprescindíveis para a prevenção.

Ao contrário do que se pensava há alguns anos, receber o diagnóstico do câncer não significa uma sentença de morte. E isso graças aos constantes avanços da Medicina e da indústria farmacêutica que, embora ainda pareçam distantes para muitas pessoas devido à falta de acesso a medicamentos e novos tratamentos de custo elevadíssimo, já impactam positivamente na sobrevida de milhares de pacientes. Muitas pessoas que enfrentaram o câncer afirmam que a doença mudou suas vidas, senão para melhor, ao menos para uma visão mais consciente de como aproveitar a vida com mais qualidade. Aprenderam a ressignificar a vida.

vontade-de-viver

Para diminuir o estigma social sobre a doença e mostrar à população que não é mais sinônimo de morte o Ministério da Saúde acaba de lançar a campanha “O Câncer Não Pode Acabar com a Vontade de Viver”. O lançamento marcou o Dia Nacional de Combate ao Câncer (27 de novembro). As peças da campanha publicitária reforçam a ideia de que ter câncer não é motivo de vergonha, isolamento ou sentimento de derrota e que o carinho e o cuidado dos familiares e amigos estimulam o paciente a se sentir seguro, ter coragem para enfrentar o tratamento e vontade de viver. A campanha será veiculada na internet, televisão e rádio.

Ações na rede pública

De acordo com o Ministério da Saúde, em seis anos, foram ampliados em 47% os recursos para tratamentos oncológicos, passando de R$ 2,27  bilhões em 2010 para R$ 3,33 bilhões em 2016. Somados a esses valores, há ainda os recursos relacionados as ações de média complexidade, como consulta com especialista e realização de exames, além dos medicamentos oncológicos.

Com relação aos procedimentos, o SUS registrou 26,57 milhões de procedimentos de campos de radioterapia, sessões de quimioterapia e cirurgias oncológicas e exames preventivos de mamografias e Papanicolau. Atualmente, há 308 serviços habilitados para serviços em oncologia no SUS (hospitais, Cacon, Unacom). Para o tratamento do câncer, o SUS oferta gratuitamente, por meio de compra centralizada pelo Ministério da Saúde, oito tipos de medicamentos.

A estimativa do Inca é de aproximadamente 600 mil novos casos de câncer para 2016-2017. No Brasil, os cânceres que mais matam homens são traqueia brônquio e pulmão; próstata e estômago nessa ordem. Nas mulheres são mama; traquéia, brônquios e pulmão; e cólo e reto nessa ordem.