Com 72,5 mil pessoas vivendo com HIV, Rio promove teste rápido

Sonia Gomes procurou posto volante para fazer o teste rápido. E levou camisinhas para os netos (Foto: Everton Barsan-SES/RJ)

Sonia Gomes procurou posto volante para fazer o teste rápido. E levou camisinhas para os netos (Foto: Everton Barsan-SES/RJ)

Atualmente, cerca de 72,5 mil pessoas estão em tratamento de HIV/Aids no Rio de Janeiro e a estimativa é que entre 0.4 e 0.7% da população total do estado viva com HIV. Mas como saber se contraiu o vírus da Aids e procurar atendimento? O recomendável é procurar um teste rápido de HIV nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA),  que são serviços de saúde que realizam ações de diagnóstico e prevenção de outras infecções sexualmente transmissíveis. Nesses locais, é possível realizar testes para HIV, sífilis e hepatites B e C gratuitamente, assim como nas Unidades Básicas de Saúde. O resultado sai em apenas 15 minutos e, em caso positivo, o paciente recebe aconselhamento e já é encaminhado para consulta no ambulatório.

Foi o que fez a moradora da Tijuca, Sonia Gomes, de 53 anos, que aproveitou a ida à academia para dar uma paradinha e fazer o teste rápido do HIV no Iaserj-Maracanã, onde funciona o Ambulatório HIV/Aids da Secretaria de Estado de Saúde do Rio.  “A última vez que fiz teste de HIV foi há 10 anos, por conta de uma cirurgia. Tenho lido que o número de casos da doença na terceira idade tem aumentado, então achei bom refazer”, conta ela.

O massoterapeuta José Luiz Silva, de 68 anos, realiza o teste de HIV anualmente e compareceu ao Iaserj-Maracanã para fazer o exame. “Acho que muitas pessoas não fazem o teste por receio, com medo do resultado. Mas acredito que tem que ser justamente o contrário: é muito importante descobrir logo. Sou profissional da área de saúde e entendo que tenho que estar saudável. Senão, como vou cuidar dos outros?”, ressalta.

A ação, organizada nesta quinta e sexta-feira por conta do Dia Mundial de Combate à Aids (1 de dezembro), realizou cerca de 120 testes rápidos em dois dias e contou também com a distribuição de preservativos masculinos e femininos e folhetos educativos sobre prevenção e tratamento da doença. “É muito válida essa ação e o resultado é bem rápido. Tenho filhos jovens, então aproveitei e peguei camisinhas pra levar pra eles”, aprovou Sônia.

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES, Alexandre Chieppe, ações como essa são fundamentais para ajudar a conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce. “”A epidemia de HIV nos traz grandes desafios e um deles é diagnosticar precocemente a contaminação pelo vírus para inserir o paciente no tratamento e, com isso, controlar a infecção. O objetivo é detectar o vírus antes do aparecimento das doenças oportunistas para que o paciente possa desfrutar de uma boa qualidade de vida. Ainda temos um número grande de diagnósticos tardios e muitas pessoas ainda têm medo de fazer o teste. Daí a importância de disponibilizar este procedimento de forma a torná-lo mais acessível à população em geral”, explica.

Fonte: SES-RJ, com Redação