Mitos e verdades sobre o tratamento do câncer de mama

Especialistas alertam para notícias que envolvem tratamentos alternativos que podem prejudicar os tratamentos convencionais

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que só no Brasil, estima-se que neste ano, sejam diagnosticados quase 60 mil novos casos. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos do diagnóstico é de 61%. De acordo com dados do Inca, o país pode chegar a 59.700 casos novos de tumor maligno de mama. O risco estimado de 56 casos a cada 100 mil brasileiras, mas, se diagnosticado cedo, têm 90% de chances de cura, em média.

Por isso, campanhas mundiais como o Outubro Rosa são movimentos necessários para alertar as mulheres quanto aos riscos e a importância de exames de mamografia e ultrassonografia para detectar o câncer em estágio precoce. Mas apesar de a campanha Outubro Rosa já ser bem conhecida no Brasil, muitas mulheres ainda se confundem com os mitos que cercam o câncer de mama.

Para piorar, ainda correm o risco de sofrer com as chamadas fake news. A disseminação de informações falsas pelas redes sociais está diretamente ligada ao alarmismo e à falta de credibilidade no jornalismo tradicional. Muitas vezes, a oferta de conteúdo sobre saúde e os canais são tantos que a população fica à mercê de boatos e desinformação.

Quando uma mulher recebe o diagnóstico de um câncer, alguns segundos depois ela já estará cercada de notícias e dicas que, supostamente, irão ajudar nessa fase. Pedimos muito cuidado e cautela com isso, pois há o risco de algumas não serem verdadeiras e, pior, que envolvam tratamentos alternativos que podem prejudicar os tratamentos convencionais”, alerta a psico-oncologista e presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz.

Segundo Luciana, a principal forma de combater essas notícias falsas é garantindo o acesso a informação de qualidade, útil e adequada à fase do tratamento, engajando os pacientes ativamente em todas as decisões necessárias desse momento. “Fale com seu médico, procure por fontes confiáveis antes de acreditar em toda informação que você recebe”, orienta.

A principal mensagem para este público é sobre a necessidade de exames regulares. Quando a descoberta do tumor se dá logo no início, as chances de cura chegam a 90%”, comenta Afonso Nazário, mastologista do HCor.
Outro aspecto importante é que na maioria dos casos de câncer de mama (70%), não há história familiar. “Muitas mulheres acham que não precisam se prevenir porque não há casos de câncer de mama na família. Este conceito é errôneo, pois na maioria dos casos o câncer de mama se desenvolve ao longo da vida da mulher e não é de natureza hereditária”, pontua.
Segundo ele, o câncer de mama possui fatores de risco não modificáveis e modificáveis. “Os não modificáveis incluem o gênero, a idade, fatores genéticos, a densidade mamária, histórico familiar e pessoal. Já os fatores modificáveis (que são relacionados ao estilo de vida) são: reposição hormonal após a menopausa, amamentação, consumo de álcool, obesidade na pós-menopausa e sedentarismo”, esclarece o Dr. Afonso.
A boa notícia é que a doença pode ser prevenida. Muitas das medidas preventivas são simples de serem adotadas e podem trazer benefícios amplos para a saúde, já que uma parcela dos casos pode ser evitada com a adoção de um estilo de vida saudável.

Para esclarecer sobre o assunto, ViDA & Ação selecionou mitos e verdades elaborados pelo Oncoguia a partir de dúvidas bastante comuns recebidas pelo Oncoguia Confirma – canal de WhatsApp para o combate a fake news sobre câncer, criado pela ONG em 2018.

O oncologista Felipe Ades, do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP); a oncologista clínicMônica Schaum, do Americas Centro de Oncologia Integrado (RJ), e o mastologista Afonso Nazário, do HCor (SP), também esclarecem outras dúvidas.

Sobre a origem

  1. Todos os nódulos da mama são câncer

    MITO – A maioria dos nódulos na mama correspondem a lesões benignas ou cistos. Achando um nódulo, não se desespere, apenas consulte o mastologista ou ginecologista.

    Hereditariedade aumenta em 80% as chances de desenvolver câncer de mama

    VERDADE –  Fatores genéticos correspondem a 12% dos casos de câncer de mama e aumentam em 80% as chances do desenvolvimento deste tipo de câncer. O mapeamento genético pode ser importante aliado na prevenção e no tratamento em casos do tipo. “O mapa pode ser feito por qualquer pessoa por meio de uma coleta de sangue, saliva ou qualquer outro fluido que contenha material genético, entretanto, a análise se dá por meio de sofisticadas técnicas de laboratório e é indicada para pessoas que tenham histórico de doenças genéticas em familiares”, explica Felipe Ades.

    Afonso Nazário diz que e parcialmente verdade que o câncer de mama seja hereditário. Embora seja genético, na grande maioria das vezes a mutação genética é adquirida ao longo de vida e não é herdada. Sabe-se que o câncer herdado é responsável por apenas 5% a 10% dos casos de câncer de mama. “É importante salientar que, mesmo que não haja casos na família, a partir dos 40 anos, é indicado que todas as mulheres façam o exame de rastreamento com a mamografia”, ressalta o mastologista do HCor.

    “Casos de câncer de mama na família, em especial em  parentes de primeiro grau, são considerados como alto fator de risco. Nessas situações, poderá haver indicação para exames de rastreamento, antes do tempo previsto, conforme a avaliação clínica do médico assistente”, destaca a médica.

    Mulheres obesas e sedentárias correm mais risco de câncer de mama

    VERDADE – A obesidade é considerada um fator de risco para o câncer. Especificamente nos cânceres de mama, as chances aumentam no período pós-menopausa. Essa relação ocorre devido à produção de alguns hormônios que causam um processo inflamatório crônico, e que podem aumentar as chances de desenvolver a doença. “Por isso, é muito importante manter um peso saudável durante a vida inteira, principalmente após a menopausa”, recomenda o mastologista.

    Não apenas para o câncer de mama, mas não praticar atividades físicas representa um risco para outros tipos de tumor maligno, assim como maior chance para doenças cardiovasculares. Embora seja um fator de risco, a obesidade pode ser considerada modificável, à medida que novos hábitos de vida são adotados, com uma dieta equilibrada, com pouco consumo de gordura, além da prática de atividades físicas.

Usar desodorante antitranspirante causa câncer de mama

MITO – Muito se fala sobre a relação entre os sais de alumínio, presentes na formulação de alguns desodorantes, e o aumento do risco de desenvolvimento do câncer de mama. Mas não há com o que se preocupar. Até hoje, nenhum estudo realizado em seres humanos conseguiu estabelecer uma relação entre o uso desse produto e o risco de desenvolver a neoplasia. Além disso, a Anvisa afirma que o produto é seguro e que não existe relação entre a substância e o desenvolvimento do tumor. “Esse é mais um dos mitos de internet que não se sabe ao certo como começou. Sem problemas, não há acúmulo de toxinas ou qualquer outra substância que cause câncer. Desodorantes são seguros”, explica Dr. Felipe Ades.

Sutiã apertado ou com aro metálico no bojo aumenta o risco

MITO – Também não há embasamento científico que relacione o uso de sutiãs apertados e o surgimento do câncer de mama. “Há uma falsa ideia que o sutiã comprime os vasos sanguíneos, acumulando assim toxinas na mama. Não há base para essa afirmação”, pontua o oncologista.

Prótese de silicone causa câncer de mama

MITO – Não há relação do uso de próteses mamária de silicone com o risco de desenvolvimento de câncer de mama. Por outro lado, a agência americana Food and Drug Administration (FDA) – responsável pelo controle de alimentos e medicamentos – recentemente relatou casos de pacientes com um tipo raro de câncer: o linfoma anaplásico de grandes células. Para o câncer de mama, no entanto, não há evidências dessa relação causal. Não há relação direta com o câncer de mama para essas diferentes características nas mamas, como ter seios maiores, menores ou irregulares.

Menstruei cedo. Com isso, minhas chances aumentam?

VERDADE –  A primeira menstruação (menarca) marca o inicio da produção de estrogênio pelos ovários. O tempo de exposição ao estrogênio ao longo da vida está relacionado a maior risco de câncer de mama. Por esse motivo tanto a menarca precoce quanto a menopausa tardia são consideradas fatores de risco. “Quanto mais cedo for a primeira menstruação, maiores são as chances de desenvolver câncer de mama. A relação está associada, na verdade, com o ciclo ovulatório. Ou seja, quanto mais ciclos ocorrer ao longo da vida, mais predisposta a mulher estará”, afirma a médica.

Mulher que amamenta tem menos chances de desenvolver doença

VERDADE – Conforme a Revista Brasileira de Cancerologia, diversos estudos realizados, ao longo das últimas três décadas, apontam para a relação do tempo de amamentação como fator de proteção ao câncer de mama. Uma das orientações para prevenção do câncer de mama divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) e pelo Ministério da Saúde é a amamentação até os dois ou mais, sendo extremamente necessária a exclusividade até os seis meses de vida da criança. A amamentação, além de ajudar a construir a imunidade do bebê, também protege a mãe contra o câncer de mama, diminuindo assim as chances de desenvolver a neoplasia.

Ausência de gravidez pode ser um fator de risco

VERDADE – Mônica Schaum, oncologista clínica do Americas Centro de Oncologia Integrado, explica que as mulheres que não passaram por nenhuma gestação ou as que tiveram o primeiro filho após o trigésimo ano de vida possuem risco aumentado para o câncer de mama.

O uso de pílula anticoncepcional aumenta as chances

PARCIALMENTE VERDADE – O uso prolongado por mais de dez anos, de forma ininterrupta, pode ser considerado um fator de risco, conforme estudo recente publicado no New England Journal of Medicine – um dos periódicos mais relevantes na área. “Durante seu uso, as pílulas aumentam, discretamente, o risco de câncer de mama. Por outro lado, os anticoncepcionais diminuem o risco do câncer do endométrio e do ovário”, afirma a oncologista.

Reposição hormonal amplia risco de desenvolver doença

VERDADE – Em casos de reposição hormonal prolongada e combinada com os hormônios estrogênio e progesterona, a mulher deve ser acompanhada de perto com exames ginecológico e mamográfico anualmente.

Fatores emocionais, como depressão e ansiedade, são impulsionadores

MITO – Embora sejam problemas importantes do ponto de vista psicológico, não existem estudos na literatura médica para comprovar que aspectos emocionais sejam determinantes para câncer de mama.

Consumo de álcool pode aumentar as chances de câncer de mama

VERDADE – O consumo de álcool aumenta os riscos de vários  tipos de câncer e o da mama está entre eles. Existe também maior risco de  recidiva (retorno) da doença em casos já tratados.

O uso de vitamina D diminui o risco

INDEFINIDO – Os estudos são controversos e não existem informações concretas sobre essa questão.

Homem não tem câncer de mama

MITO – Embora raro, apenas 1% dos casos estão relacionados com homens e, geralmente, são ligados a mutações hereditárias, sendo recomendada a avaliação de testagens genéticas.

  1. DIAGNÓSTICO E Tratamento

    Autoexame só detecta o câncer de mama em estágio mais avançado

    VERDADE –  O autoexame das mamas não é a melhor forma de identificar precocemente o câncer de mama: a consulta periódica com um médico e a mamografia são medidas mais eficazes no diagnóstico. Normalmente, quando a mulher faz o autoexame, ela apalpa lesões já grandes, geralmente indolores, não passíveis de uma detecção precoce. O toque das mamas, segundo Dr. Nazário, é incentivado para que as mulheres possam conhecer melhor o próprio corpo, mas não deve ser considerado um método de prevenção.
  2. Se não houver nódulo aparente no autoexame, não precisa ir ao médico

  3. MITO – É sempre importante manter a consulta com o ginecologista assistente em dia, pois será esse o especialista que vai cuidar da saúde feminina como um todo. Através da consulta regular, são realizados exame clínico (palpação) das mamas e  exames de screening (rastreamento), como a mamografia. No caso de anormalidade,  exames adicionais serão solicitados e a paciente deverá ser encaminhada a um mastologista para continuidade da investigação e/ou tratamento.
  4. Nem sempre é preciso fazer o exame de ressonância magnética

  5. VERDADE –  No caso de mulheres de alto risco para câncer de mama, o exame de ressonância magnética também deverá ser realizado. Em casos de mulheres com mamas densas, a associação de mamografia e ultrassom de mamas pode ser recomendada.
  6. Cuidado multidisciplinar faz a diferença no tratamento

    VERDADE – Não só para pacientes com câncer de mama, mas com qualquer tipo de tumor, principalmente se for metastático, o envolvimento de uma equipe multidisciplinar pode garantir um tratamento mais integral e mais qualidade de vida aos pacientes oncológicos. Os especialistas que fazem parte da equipe multidisciplinar podem variar de acordo com as diferentes necessidades de cada paciente, mas podem compor esse time oncologista, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, paliativista, entre muitos outros.

    “A conduta terapêutica pode envolver intervenção cirúrgica, radioterapia, quimioterapia, endocrinoterapia, terapia-alvo ou uma combinação entre estas modalidades. Nos últimos 10 anos, os avanços nesses métodos têm permitido tratamentos mais rápidos, eficazes e com menos efeitos colaterais”, afirma Dr Nazário.

  7. Pacientes em tratamento de câncer não podem fazer atividade física

    MITO – Há muito tempo acreditou-se que pacientes com doenças como o câncer deveriam fazer repouso. Mas isso já é passado e pesquisas científicas já comprovaram que a prática de atividade física por pacientes oncológicos é possível, segura e pode melhorar a disposição, reduzir dores e efeitos colaterais de tratamentos e garantir mais qualidade de vida aos pacientes. A única recomendação é que, antes de começar a se exercitar, o paciente peça orientações ao seu médico e as siga!

É possível tratar o câncer de mama com imunoterapia

VERDADE – Em maio de 2019, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou a primeira imunoterapia para câncer de mama no Brasil. O tratamento pode beneficiar pacientes com câncer de mama triplo negativo. Outras possibilidades do uso de imunoterapia para pacientes com câncer de mama estão sendo discutidas e em breve poderá haver novidades.

  1. Crioablação é uma alternativa para curar o câncer de mama

  2. MITO – A crioterapia ou crioablação já é feita em casos muito selecionados, mas em nenhum centro (nem mesmo em Israel, de onde surgiu um vídeo que viralizou nas redes falando sobre esse procedimento) substitui o tratamento convencional de cirurgia, radioterapia, quimioterapia etc. A crioablação pode ser feita em alguns raros casos de metástases, com resultados equivalentes aos de uma radioablação ou de uma radiocirurgia. Porém, este ainda é um procedimento experimental em tumores primários de mama. “É uma técnica que no futuro é aceitável de imaginarmos. Porém não sabemos quando este futuro será. Mais estudos são necessários. Estamos de olho nas pesquisas”, comenta Nivaldo Vieira, oncologista clínico e membro do comitê científico do Instituto Oncoguia.

Paciente com câncer de mama tem direito a cirurgia reparadora pelo SUS

VERDADE – É garantido por lei ao paciente com câncer de mama a realização da cirurgia plástica reparadora da mama retirada (total ou parcialmente) em decorrência do tratamento do tumor, assim como a realização da simetria. A reconstrução pode ocorrer no mesmo ato da cirurgia para retirada da mama, quando houver condições técnicas e clínicas. Ou seja, a indicação sempre dependerá do seu médico e do seu caso.

Prevenção

O câncer de mama pode ser prevenido

VERDADE – Pode-se prevenir a doença por meio de hábitos de vida saudáveis, como praticar atividades físicas, evitar sobrepeso e limitar o uso de bebidas alcoólicas. “A adoção de um estilo de vida saudável pode diminuir o risco para o desenvolvimento da doença como a prática regular de exercícios físicos, incluindo caminhadas, alimentação balanceada, evitar o consumo excessivo de álcool e o peso adequado, especialmente após a menopausa”, afirma Dr Nazário.

Além disso, a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda a mamografia, anualmente, a partir dos 40 anos de vida. A mamografia é padrão ouro para  avaliação de  microcalcificações. Esse achado pode estar relacionado  ao câncer de mama inicial (no momento em que não há doença palpável). Quanto mais cedo for feito o diagnóstico da doença, maiores são as chances curativas.

Exercícios evitam desenvolvimento do câncer de mama

VERDADE – Conforme as informações do Instituto Nacional de Câncer, a alimentação saudável e a prática regular de atividade física com controle do peso corporal são estimadas como fatores de proteção contra esse tipo de neoplasia maligna. A American Cancer Society recomenda que pacientes que já tiveram câncer, e também como medida preventiva para a doença, pratiquem semanalmente alguma atividade aeróbica, como caminhada, bicicleta ou natação, por exemplo. Cerca de 30 minutos por dia já surtem ótimos benefícios.

Felipe Ades destaca que a prática de atividades físicas pode ajudar a prevenir o câncer de mama. Ele lembra que a maior pesquisa realizada sobre o assunto até hoje, publicada em 2016 pela revista cientifica Jama, constatou a diminuição do risco de desenvolvimento do câncer de mama em 7% para os indivíduos que praticavam exercício físico.

Para prevenir o câncer de mama as mulheres devem iniciar uma mudança de hábitos em sua rotina, como praticar atividade física regularmente, ingerir alimentos saudáveis e realizar os exames preventivos, como a mamografia. Quando praticada regularmente (no mínimo três vezes por semana, com duração mínima de 30 minutos), a atividade física traz diversos benefícios a curto e longo prazo para qualquer pessoa”, afirma.

Fique atento

Nódulos (caroços) nas mamas;

Alterações no bico do peito (mamilo);

Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;

Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas);

Saída de líquido pelo mamilo de forma espontânea e persistente.

Segundo o mastologista do HCor, estas alterações precisam ser investigadas o quanto antes, mas podem não ser câncer de mama. “As mulheres devem olhar, apalpar e sentir as mamas para reconhecer suas variações naturais e identificar as alterações suspeitas. Em caso de alterações persistentes, devem procurar orientação médica”, finaliza Dr. Afonso, do HCor.

AGENDA POSITIVA

Para ampliar ainda mais as discussões sobre a importância da informação de qualidade, apoio e networking para pacientes com câncer de mama durante o Outubro Rosa, o Oncoguia realiza no dia 12 de outubro o Encontro Oncoguia de Câncer de Mama para Pacientes em Tratamento: Inicial e Metastático. O evento é gratuito e acontecerá em São Paulo, no Hotel Radisson Paulista. Veja a programação aqui.
Com Assessorias
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