Isolamento favorece relacionamentos abusivos na adolescência

Uso de plataformas de interação por crianças e adolescentes pode aumentar a ocorrência de cyberbullying. Conheça o projeto Namoro Legal

Redação

Especialmente na adolescência, onde tudo é tão novo e idealizado, muitas jovens acabam se tornando vítimas de abusos nos seus relacionamentos. Ciúmes, algumas palavras ásperas e formas de controle que são comportamentos que se manifestam a princípio de forma sutil e tornam milhares de mulheres todos os anos no Brasil em vítimas, tão fragilizadas a ponto de considerar que aquela violência psicológica, e muitas vezes física é normal.

A influencer Anna Layza, um dos nomes mais conhecidos do público infanto-juvenil da internet, com mais de 7 milhões de inscritos no seu canal Hi Gorgeous no YouTube, foi a escolhida pela Microsoft Brasil em parceria com o Ministério Público de São Paulo para ser uma das apoiadoras do projeto Namoro Legal, que é uma iniciativa que visa ajudar e apoiar jovens mulheres para que consigam perceber a manipulação do outro e possam se libertar de relacionamentos abusivos, também chamados de relacionamentos tóxicos por alguns especialistas em comportamento.

Para marcar o início desta parceria, na noite desta terça-feira aconteceu uma live no Instagram onde Anna Layza falou sobre o projeto junto com Valéria Scarance, promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Gênero do MPSP e idealizadora do projeto. Para ajudar meninas que se encontram nessa situação, a Microsoft tem disponibilizado o apoio da tecnologia e da inteligência artificial.

A bot chamada Maia é uma assistente virtual  (acrônimo de Minha amiga Inteligência Artificial) que conversa com as jovens para ajuda-las a identificar se estão em um relacionamento abusivo, dando dicas do início desse comportamento e orientando o que fazer nesses casos. O projeto foi idealizado pelo Ministério Público de São Paulo e, além da Microsoft, tem como parceiras as ONGs Plan Internation e GirlUp e o instituto AzMina”, revela Anna Layza.

Todos os dias, pelo menos 70 meninas são vítimas de estupro no país. O número triste e alarmante está em um levantamento produzido em parceria pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e a organização não-governamental Plan International Brasil. O FBSP solicitou dados de estupros comuns e estupros de vulnerável (quando a vítima tem menos de 14 anos) dos anos de 2017 e 2018 às secretarias de segurança pública dos Estados. Os números foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação e fazem parte do 13° Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
O universo de ocorrências de estupro e estupro de vulnerável para jovens do sexo feminino de até 18 anos foi de 50.899 casos entre 2017 e 2018, o que significa que uma mulher nessa faixa etária é estuprada a cada 20 minutos no país. O número representa 62,1% de todos os casos de estupro registrados nos 13 estados onde foi possível aferir gênero e idade das vítimas. A predominância das vítimas mulheres encontra-se na faixa de até 13 anos, quando ainda são consideradas vulneráveis pela legislação, com 53% do total dos casos.
No total, 23 das 27 unidades federativas enviaram suas bases de dados para a análise dos pesquisadores. Em 13 Estados foi possível distinguir as informações de sexo e idade das vítimas. São eles: Acre, Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo.

“A violência sexual é uma das mais perversas formas de violência a que uma pessoa pode ser submetida. No Brasil, a maioria das vítimas é de meninas, pessoas em condição de desenvolvimento que precisam se reinventar, se reconstruir. Muitas vezes, elas estão diante de dúvida, falta de apoio, julgamento e de uma sociedade que as pune mesmo sabendo que não são culpadas”, afirma Viviana Santiago, gerente de gênero e incidência política da Plan International Brasil. “Sobreviver à violência que invade meninas e mulheres em seus corpos é dos mais impressionantes atos de resiliência. Muitas não sobrevivem.”

A coordenadora institucional do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Juliana Martins, avalia que a falta de dados sobre os autores de estupro, por exemplo, torna difícil a implementação de políticas públicas eficazes direcionadas à prevenção do problema. “Hoje não temos dados sobre o perfil dos autores de estupro”, afirma Juliana. Segundo ela, pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública no início deste ano sobre vitimização de mulheres mostrou que 42% das vítimas sofreram violência dentro da própria casa, cometida por pessoa conhecida. “Esse tipo de violência ‘íntima’ exige uma estratégia de intervenção em rede por parte das instituições”, completa a coordenadora do FBSP.

Silêncio revela gravidade da violência

A falta de dados específicos nas bases estaduais piora a compreensão das especificidades relacionadas aos casos. Para se ter ideia, só foi possível saber a relação entre autor e vítima em 26,7% dos casos. Campos como escolaridade da vítima, tipo de local da ocorrência, relação entre autor e vítima, etc. tiveram menos de um quarto dos registros com dados preenchidos.
O elevado número de campos sem informação aponta para a necessidade de aprimoramento dos registros de boletins de ocorrências de estupro e de estupro de vulnerável, de forma que seja possível traçar um perfil ainda mais detalhado das vítimas e da maneira como essa violência se dá. Nos casos em que a informação está disponível, 91,9% dos crimes de estupro contra meninas foram cometidos por um único autor do gênero masculino.
“A ausência de dados ou de uma sistematização confiável na maioria dos estados me faz perguntar: que país é esse que não consegue se solidarizar e se responsabilizar pelas vidas de meninas e mulheres e tentar reparar as violências que as afetam?”, questiona Viviana. “Ter dados significa ter possibilidade de melhorar ações de prevenção, judicialização e de ter um melhor perfil de vítimas e agressores para desenvolver melhores planos de mitigação.”

Segurança digital

Há semanas em distanciamento social, muitas famílias já sentem os efeitos do convívio neste novo cotidiano. As mais vulneráveis tentam administrar as dificuldades financeiras e a ausência ou desafios de acesso às aulas de seus filhos. As que tem melhores condições contam os dias para levar os filhos para a escola, atividades complementares e retomar as suas rotinas de trabalho e lazer. Semana após semana, algumas dificuldades de adaptação das famílias em permanecer 100% do seu tempo juntas, dentro de casa, tendem a se agravar se algumas rotinas não forem reajustadas.

A pandemia de Covid-19 (coronavírus) tem afetado, além da saúde de milhares de pessoas, comportamentos e hábitos. Por causa de medidas restritivas da quarentena, muita gente tem passado muito mais tempo em casa. Essa é a mesma realidade de milhões de crianças e adolescentes, que são um público que merece uma atenção especial no quesito segurança digital.

De acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil, divulgada no final do ano passado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, mais de 24 milhões de crianças e adolescentes utilizam a internet no país. Esse dado indica que cerca de 86% dos menores de idade que moram no país possuem acesso à rede mundial de computadores.

Segundo um alerta da Unicef, esses menores de idade estão sob grande risco na internet nesse momento de pandemia. A entidade internacional afirma que crianças e adolescentes estão correndo risco de serem atacados por conteúdos com teor sexual, violência, intimidação on-line e bullying virtual.

Sylvia Bellio, especialista em infraestrutura de TI e CEO da it.line, empresa eleita por quatro vezes consecutivas como a maior revendedora da Dell Technologies no Brasil, pontua que é essencial que pais controlem o acesso dos filhos ao conteúdo online.

Além do vazamento de dados e problemas com privacidade as crianças e adolescentes podem estar expostas na internet a conteúdos impróprios para a idade delas. Por causa disso, o trato com o acesso delas à internet deve ser mais cuidadoso e delicado ainda”, indica.

Ferramentas para controle parental

Sylvia afirma que uma das formas de realizar o controle e a gestão do que é acessado pelos menores de idade na internet são os softwares. Além disso, configurações específicas de sites podem fazer com que conteúdos impróprios não sejam acessados. A especialista explica sobre as ferramentas:

– Redes sociais: as redes sociais possuem sistemas específicos de proteção a menores de idade. O Facebook, por exemplo, que somente permite a criação de perfis para pessoas a partir de 14 anos, possui explicações sobre posts públicos, restringe automaticamente informações pessoais e publica avisos sobre só aceitar amizade de pessoas conhecidas. Além do próprio cuidado da rede, é essencial que exista um diálogo com a criança/adolescente sobre os limites do uso, de acordo com a Safer Net Brasil, uma associação privada que combate crimes virtuais;

– Google: No caso do mais importante buscador da internet, é possível configurar o controle parental através do chamado “Safe Search”. O sistema bloqueia possíveis resultados maliciosos e de conteúdo adulto nas pesquisas. Além disso, também é possível bloquear palavras e termos específicos que remetem a conteúdos eróticos ou violentos, por exemplo;

– Sites de streaming: portais de streaming de vídeos, como YouTube e Netflix, possuem versões específicas para crianças. Através deles, são filtrados os conteúdos que aparecem para os menores de idade, sendo que vídeos com nudez ou violência, por exemplo, ficam impossibilitados de ser acessados. Além disso, os programas oferecem ferramentas de controle de tempo de acesso;

– Aplicativos: no caso de celulares e tablets, existem aplicativos que fazem o gerenciamento de funções. Os programas conseguem, por exemplo, bloquear chamadas de números não cadastrados, limitar o tempo de acesso ao dispositivo móvel, bloquear o download de outros aplicativos, impossibilitar o envio e recebimento de imagens etc.;

– Antivírus: outro aliado bastante essencial no controle do uso dos menores de idade na internet são os antivírus. O mercado já possui voltados especificamente para crianças e adolescentes. Esses softwares conseguem limitar o número de páginas na internet que podem ser acessadas, define o tempo limite de acesso à internet, supervisiona as buscas que estão sendo realizadas, verifica os detalhes de todos os downloads, analisa postagens nas redes sociais e muito mais.

Sylvia afirma que além das ferramentas, nesse contexto é importante que os responsáveis conversem com as crianças e adolescentes sobre os perigos de se navegar na internet sem qualquer filtro. A especialista afirma que o diálogo é uma boa forma de esclarecer sobre o porquê o acesso nas redes deve ser controlado nessas idades.

O uso consciente da internet por adolescentes e crianças passa pelo conhecimento do funcionamento da internet pelos pais. Por isso, é essencial que os adultos entendam sobre a rede para que eles possam conversar com os filhos sobre ela. Essa consciência trará segurança para ambos”, finaliza Sylvia.

 

Cyberbullying cresce em tempos de pandemia

om o isolamento social decorrente da pandemia de COVID-19 e a intensificação do uso de plataformas virtuais por crianças e adolescentes, o bullying no ambiente virtual pode apresentar maior ocorrência nesse período. O cyberbullying é uma forma de assustar, incomodar ou constranger uma pessoa por meio das redes sociais e demais aplicativos de interação.

Espalhar mentiras, compartilhar fotos constrangedoras sem autorização, enviar mensagens de ameaças ou que humilham o outro, ou se passar por outra pessoa na internet são exemplos de cyberbullying. Estes comportamentos podem ser encontrados nas redes sociais, grupos privados e até mesmo nas plataformas de videoaulas. Por isso, a escola deve se preocupar com a conscientização dos alunos para a prevenção desse tipo de violência.

O problema chama a atenção de pais e educadores. O Colégio Poliedro implementou medidas para conscientizar os alunos sobre os riscos e as consequências das agressões no ambiente online e sobre como agir diante de situações em que vivenciam ou presenciam essas agressões.

Com a criação da plataforma Home School Poliedro, que visa a atender os alunos neste momento crítico da pandemia disponibilizando videoaulas, aulas ao vivo, lives com a participação de professores e coordenadores, entre outras atividades, a instituição também intensificou o acompanhamento dos alunos. A Coordenação e a Orientação Educacional estão atentas para garantir que, mesmo com as mudanças da rotina, o respeito permaneça entre todos.

A orientadora educacional do Poliedro Campinas, Natália Guedes de Melo, explica que, além da equipe do Poliedro, os próprios alunos podem e devem ajudar os seus colegas que se sentirem de alguma forma agredidos.

“O fato positivo é a proximidade entre os estudantes, eles ficam mais à vontade para conversar com seus pares sobre assuntos delicados e se incentivam a buscar ajuda. Um primeiro contato com uma pessoa de confiança pode ser importante para encorajar o aluno a procurar a equipe da escola e apoio psicológico. Todos os alunos foram orientados quanto aos comportamentos do agressor que podem resultar em sofrimento e foram incentivados a reportar qualquer incômodo para a Coordenação tomar as providências cabíveis o mais rápido possível”.

Dicas para alunos que estão sofrendo com cyberbullying

O Poliedro oferece suporte pedagógico e psicológico aos seus alunos da Educação Fundamental – Anos Finais ao Pré-vestibular, para garantir a qualidade de vida e, consequentemente, aumentar a qualidade dos estudos. A equipe de Coordenação também aponta algumas dicas para alunos que estão enfrentando o cyberbullying.

• Primeiramente, é preciso conversar com o agressor, explicar o incômodo causado pela situação e pedir para ele parar. Caso não resolva, afaste-se e bloqueie o contato.

• Grave todas as evidências do que aconteceu, sejam áudios, mensagens, divulgações de fotos, entre outros.

• Explique a situação para a Coordenação do colégio e envie os materiais para que, assim, as providências necessárias sejam tomadas e o apoio psicológico seja oferecido aos envolvidos.

• Em todos os casos, é preciso ter calma e evitar discutir com os agressores para não contribuir ainda mais com a sensação de poder que a situação provoca.

• Converse abertamente com pessoas de confiança, caso esteja se sentindo abalado. Elas podem aliviar a tensão até que você tenha contato com profissionais.

Dicas para os pais ficarem atentos ao cyberbullying

É importante que os pais também participem da conscientização, estabeleçam diretrizes e conversem sobre os riscos do cyberbullying. Para auxiliar os familiares a lidar com essas questões, a Coordenação pedagógica do Colégio Poliedro dá algumas dicas:

• É importante que os pais acompanhem as condutas de seus filhos na internet, principalmente nos chats.

• É recomendável ficar atento às mudanças de comportamento de seus filhos dentro de casa, pois eles podem estar sofrendo com o cyberbullying.

• Se aproximem de seus filhos. Conversem mais, perguntem como foi o dia e como estão se sentido. O apoio é fundamental, principalmente em meio à nova situação que estão enfrentando.

• Converse com a Coordenação das escolas se observar algo diferente e busque entender como seu filho está se comportando virtualmente.

• Incentive atividades que façam com que seu filho se sinta bem, como exercícios físicos, ligações para amigos e demais práticas que aliviem a tensão do momento.

#Famílias em casa: como melhorar os relacionamentos

Para ajudar a evitar o agravamento dos conflitos familiares, o Centro Marista de Defesa da Infância acaba de lançar no Youtube a Websérie #FamíliasEmCasa, com seis vídeos rápidos que vão ajudar pais, mães e cuidadores a administrar melhor esse tempo de novas rotinas, experiências e sentimentos, como medo, tristeza e irritação. Produzida com apoio do Grupo Marista, Província Marista Brasil Centro-Sul e Umbrasil, a websérie é composta por oito capítulos e os seis primeiros já estão no ar.

“Os temas de cada capítulo foram abordados por parceiros externos e internos do Centro de Defesa, todos voluntários, com uma linguagem simples e acessível a todos os públicos. Nosso objetivo não é esgotar em um vídeo toda a complexidade que cada tema traz, mas de abrir um espaço de reflexão e diálogo, dando dicas de abordagem e conforto emocional”, explica Vinícius Gallon, um dos idealizadores do projeto.

Os seis primeiros capítulos, que já podem ser assistidos no Youtube, tratam de temas sobre o direito de brincar, comunicação não violenta, reorganização da rotina familiar, inclusão, prevenção de acidentes domésticos e prevenção à violência contra meninos e meninas. Outros dois capítulos estão em produção para tratar dos temas segurança na internet e alimentação saudável. “Os internautas que assistirem à websérie poderão sugerir outros temas de interesse da sua família nos comentários dos vídeos para futuras produções”, completa Gustavo Queiroz, que também compõe a equipe do projeto.

Confira a sinopse de cada capítulo com os links para os vídeos.

Protegendo crianças e adolescentes da violência durante o isolamento

Um dos efeitos percebidos durante o isolamento é o aumento de casos de violência contra crianças e adolescentes. Não somente a agressão física, mas também a violência psicológica ou emocional, a negligência, a exploração do trabalho infantil e a exploração sexual. Neste vídeo, o psicólogo Pedro Carneiro (Grupo Marista) deixa algumas orientações de como prevenir estas situações. Cuidar da própria saúde mental, conversar com a rede de apoio e ajudar as crianças a entenderem o que estão sentindo são exemplos que podem contribuir com a prevenção da violência. E se houver evidências de uma situação de violência, denuncie!

Comunicação e Acolhida: cuidar das relações durante o isolamento

Neste vídeo, o psicanalista Rogério Silva (Pacto) nos explica como evitar os possíveis atritos durante o período de permanência em casa por meio de um modo de agir não violento. Prestar atenção nas emoções, acolher os efeitos deste momento sobre cada um de nós e transformar as reclamações em pedidos pode mudar positivamente a dinâmica da convivência familiar. Para Rogério, este é um momento extraordinário, que requer paciência e cuidado.

Envolvimento e respeito na reorganização da rotina familiar

Respeito, paciência e sinceridade. Neste vídeo, a assistente social Raimunda Barbosa (Grupo Marista), trás uma conversa sobre como garantir que a convivência em tempos de isolamento seja benéfica. Para ela, a forma como a rotina familiar irá funcionar depende do envolvimento de todos, com distribuição de atividades que cada um possa dar conta e participação das crianças e adolescentes na tomada de decisão sobre a rotina e os acordos da casa. Comunicar as necessidades são as palavras-chave.

Habilidades socioemocionais como caminho para a inclusão

Dificuldades de atenção, concentração e memória. Acompanhar crianças e adolescentes em relação aos seus compromissos a partir da reorganização da rotina familiar é uma necessidade contínua. Contudo, neste período de isolamento algumas crianças podem precisar de um apoio mais dedicado da família. A psicóloga Regiane Ruivo (Grupo Marista) deixa propostas de como respeitar e acolher as diferenças por meio da colaboração, cooperação, cuidado com o próximo e empatia.

Do tédio à criação: a importância do brincar no isolamento

Brincar é um exercício fundamental para o equilíbrio emocional, para o desenvolvimento de habilidades corporais e mesmo para a aprendizagem de regras de convivência. Neste vídeo, o professor Nélio Sprea (Parabolé Educação e Cultura) fala sobre a relevância das experiências lúdicas e deixa dicas práticas de como potencializar o “brincar” a partir do protagonismo da criança. Segundo ele, durante o período de isolamento, é importante “dar oportunidade ao tédio” e qualificar as brincadeiras, para que sejam também simbólicas.

Prevenção de acidentes domésticos com crianças e adolescentes

Acidentes domésticos se tornaram um problema frequente entre crianças e adolescentes durante o isolamento. Quedas, fraturas, ingestão de corpo estranho e queimaduras são ocorrências que podem acontecer durante este período. O pediatra Eduardo Gubert (Hospital Pequeno Príncipe) apresenta dicas de como tornar a casa um ambiente mais seguro possível em meio à intensa rotina familiar durante a pandemia.

A Maia está disponível no site do Ministério Público de São Paulo, na página dedicada ao projeto Namoro Legal: http://www.mpsp.mp.br/namorolegal/

Com Assessorias