6 dicas para estudar em casa e não perder o ritmo

Apesar das aulas estarem suspensas em muitas instituições, é importante que os alunos se adaptem e não deixem os estudos de lado

Redação

Com o aumento de casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus (Covid-19), a rotina de milhares de pessoas do mundo inteiro foi alterada. Shows cancelados, grandes eventos adiados, restaurantes vazios e ruas desertas. A área de educação também encara as consequências da pandemia e diversas instituições de ensino suspenderam suas atividades.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), metade dos estudantes do mundo, ou seja, mais de 850 milhões de crianças e adolescentes, estão sem aulas.

Nesse cenário, os estudantes precisam se adaptar à nova realidade e manter o ritmo de estudos para não serem prejudicados. “As principais vantagens de se dedicar em casa são ter mais tempo para descansar antes de iniciar os estudos; estar em um ambiente seguro e familiar; e ter acesso a recursos digitais que normalmente o aluno não poderia acessar livremente na escola”, explica George Balbino, diretor de Negócios da Mangahigh,  plataforma de recursos digitais adaptativos para o ensino-aprendizagem da matemática.

O especialista deu algumas dicas para quem teve as aulas suspensas e vai precisar estudar em casa. Confira:

Rotina
A dica é seguir uma rotina similar à que teria se fosse para a escola: acordar cedo, vestir-se adequadamente, tomar o café da manhã no horário normal e focar nas atividades seguindo os conteúdos programáticos que seriam trabalhados em sala de aula. Recursos digitais oferecidos pela instituição de ensino são excelentes para esse momento, principalmente se eles possibilitarem que o professor acompanhe o desempenho dos alunos. “Com as plataformas digitais, o jovem tem a verdadeira oportunidade de ser protagonista do seu aprendizado”, explica Balbino.

Local de estudos
“É importante que o estudante escolha um ambiente tranquilo no qual não seja distraído pelo que acontece em seu entorno e realmente possa focar”, diz o especialista.

Tenha equilíbrio
Pequenas pausas devem ocorrer com uma frequência semelhante à que teria na escola. E não se esqueça de se alimentar e se hidratar adequadamente.

Conecte-se com seus colegas que podem ajudá-lo
“Mantenha contato. Em muitos momentos, vocês poderão trocar informações relevantes e tirar dúvidas uns com os outros”, indica Balbino. Que tal criar grupos de estudos em redes sociais, como WhatsApp ou Facebook?

Peça ajuda dos pais ou responsáveis
Os familiares também têm um papel fundamental nessa mudança. “É importante que os pais demonstrem interesse naquilo que os filhos estão aprendendo e que se disponham a ajudá-los quando possível”, explica Balbino.

Use a tecnologia a seu favor
É válido utilizar outras fontes de conhecimento, como a internet, para tirar dúvidas e aumentar o conhecimento. Considerando esse contexto, a Mangahigh decidiu disponibilizar sua plataforma gratuitamente para escolas que suspenderam as atividades. Instituições em outros países, como Coreia do Sul e Hong Kong, já adotaram a medida. As escolas interessadas deverão acessar a página de cadastro.

Como desenvolver foco e concentração em crianças e adolescentes

De acordo com a psicopedagoga Regina Lima, é natural que uma criança pequena não consiga se concentrar por muito tempo, principalmente no ambiente escolar. No entanto, segundo ela, para que isso ocorra é preciso que, a partir do momento que a criança se prepara para a realização da tarefa, ela encontre um ambiente propício, estimulante e seguro.

Concentração está ligado ao seu próprio interesse, aquilo que é a sua proposta de escolha. Muitas são as ofertas com as quais nos deparamos, por vezes mais atrativas e interessantes. Portanto, o estímulo ao aprender é uma consideração de suma importância para a autonomia e para o sucesso tão desejados em cada um de nós”, argumenta Regina Lima.

A especialista lembra que não muito diferente, essa articulação se dá aos adolescentes. Regina Lima completa afirmando que é dever de todos que os cercam potencializar a responsabilidade de realização das tarefas que lhes são propostas. “Quando não há uma patologia, uma avaliação racional da realidade permite construir um modelo de aprendizagem considerando a participação de todos os envolvidos no processo”.

Orientações – Regina Lima ressalta que o uso de jogos interessantes sob o ponto de vista da criança pode ser uma estratégia eficaz para conseguir sua atenção. A especialista sustenta que o jogo vai auxiliar na coordenação motora, na socialização e no desenvolvimento da tolerância “O jogo vai aprimorar ainda a noção de limite e do respeito; assim como no transcorrer do desenvolvimento da aceitação da vitória à frustração. Contudo, é preciso que, junto com ela, experimente situação de aceitação e prazer”, aconselha Regina Lima.

A psicopedagoga acrescenta que as atividades manuais são recomendadas tanto para o benefício do desenvolvimento da imaginação e criatividade como também para favorecer o raciocínio e a coordenação motora,  fundamentais para o progresso cognitivo. “O incentivo à aquisição de livros também é uma ótima prática. A leitura é um hábito que traz benefícios valorosos para o estímulo da concentração, além de estreitar laços entre as pessoas que dividem o momento prazeroso e mágico da imaginação e do conhecimento”, relata Regina Lima.

 

 

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