7 motivos para os pais pensarem na vacinação dos seus filhos

Brasil enfrenta queda na cobertura vacinal. Proteção adequada é quando a cobertura está em 95%. Abaixo disso, há risco de retorno das doenças

Crianças menores de 5 anos são alvo da campanha contra o sarampo (Foto: Divulgação)

A máxima popular de que “prevenir é melhor que remediar” nunca esteve tão atual. Inúmeras doenças que ameaçavam a população mundial foram erradicadas, e se obteve controle sobre tantas outras graças às vacinas. A vacinação não só reduz a taxa de mortalidade infantil, como também é uma das causas para o aumento da expectativa de vida em inúmeros países, entre os quais o Brasil.

Manter os filhos protegidos e saudáveis é objetivo de qualquer pai e mãe, mas será que eles sabem como protegê-los de doenças graves? A imunização é uma das melhores formas de proteção contra doenças sérias como meningite, poliomielite, catapora e pneumonia, que podem até levar a óbito, especialmente crianças pequenas. As vacinas reduzem o risco de infecção, estimulando as defesas naturais do corpo, ajudando-o a desenvolver a imunidade à doença.

Apesar da importância, a cobertura vacinal no Brasil está caindo, segundo dados divulgados pelo Unicef em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cobertura vacinal no país vem caindo. Como a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola), que estava próxima a 100% até 2014, mas baixou para 85% em 2017.
Outro exemplo é o da poliomielite –  a temida paralisia infantil – , doença erradicada no país, que chegou a apenas 78,5% no ano passado. Em todos os casos, a proteção adequada é quando a cobertura está em 95%. Abaixo disso, há risco de retorno das doenças.
Nesta quarta-feira, dia 17 de outubro, é celebrado o Dia Nacional da Vacinação, data criada para conscientizar a população sobre a importância da imunização.  Porém, especialistas vêm reforçando o alerta sobre o tema de forma atemporal, devido à baixa procura dos brasileiros por vacinas importantes.
O Ministério da Saúde orienta a vacinação das crianças de acordo com o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e todas as vacinas indicadas no PNI estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
É importante lembrar que algumas vacinas estão disponíveis somente na rede privada. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) também possuem calendários de vacinação com recomendações para a imunização das crianças.

Caderneta de vacinação deve ser atualizada a vida inteira

O pneumologista e alergologista José Roberto Zimmerman, diretor da Alergo Ar, explica que é comum as pessoas pensarem que a caderneta de vacinação só deve ser utilizada na infância. O médico explica que há inúmeras razões para que os adultos, principalmente idosos entendam quais vacinas precisam tomar. Inclusive, as que não fazem parte da caderneta.

“Há inúmeras informações sobre as vacinas, que a população não dá importância ou simplesmente desconhece. Por exemplo, o fato de que grande parte das vacinas tem uma duração de dez anos, como hepatite, febre amarela, entre outros. Então quem se submeteu a essas imunizações há muitos anos, precisa avaliar a necessidade de repetir a dose”, ressalta.

Zimmerman também reforça o alerta da vacinação contra as doenças que haviam sido erradicadas e que reapareceram no Brasil. É o caso, por exemplo, do sarampo e da febre amarela. Ele assinala que na atualidade, a difusão dessas doenças é favorecida pela facilidade com que as pessoas se deslocam de uma cidade para outra, e até um país para o outro.

Por que os pais devem pensar na prevenção dos seus filhos

1 – As vacinas podem proteger os seus filhos de doenças sérias
De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação ainda é a melhor forma de prevenção das doenças.As vacinas evitam o agravamento de doenças, internações e até mesmo óbitos.5 Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacinação em massa evita entre 2 a 3 milhões de mortes por ano e é responsável pela erradicação de doenças.
2 – Segurança e efetividade das vacinas
As vacinas são efetivas e protegem contra muitas doenças sérias. Antes de serem disponibilizadas ao público passam por rigorosos testes de segurança e eficácia, além de serem avaliadas por órgãos regulatórios (Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa). As vezes após a vacinação algumas pessoas podem apresentar sintomas leves, como vermelhidão no local da injeção e febre, mas esses sintomas são brandos e de curta duração. As vacinas ajudam a desenvolver a imunidade sem causar a doença. Elas estimulam o corpo a desenvolver a proteção para que o organismo reconheça e combata a doença.

 

3 – A importância da vacinação para a proteção coletiva

Alguns bebês e crianças não podem receber determinadas vacinas devido a alergias graves, sistemas imunológicos debilitados ou outras razões. Para ajudar a mantê-los protegidos, é importante que você e seus filhos sejam imunizados. Isso não apenas protege sua família, mas também ajuda a prevenir e evitar a disseminação de doenças para essas pessoas.

4 – As vacinas não causam autismo

Muitos estudos sérios verificaram que não existe relação entre a vacinação e o desenvolvimento do autismo. Em 1998, foi publicado um artigo em que o autor afirmava ter encontrado relação entre uma vacina e o autismo. Mais tarde, descobriu-se que ele havia manipulado os dados. O autor foi criminalmente responsabilizado, teve o registro médico cassado e o artigo foi retirado dos arquivos da revista Lancet, onde fora publicado.

5 – Receber muitas vacinas não sobrecarrega o sistema imune da criança

Pelo contrário, ajuda a oferecer desde cedo a proteção contra as doenças. Mesmo quando o bebê recebe diversas vacinas no mesmo dia, essas vacinascontêm apenas uma pequena fração dos antígenos com os quais ele naturalmente se depara todos os dias em seu ambiente. Lembrando que o sistema imunológico de um bebê saudável luta com sucesso contra milhares de microrganismos todos os dias.

6 – Entre as doenças graves preveníveis por vacinas, temos a meningite meningocócica

A meningite meningocócica é uma infecção bacteriana das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo causar sequelas e até mesmo levar a óbito. Ela é causada pela bactéria Neisseria meningitidis que possui 12 sorogrupos identificados, sendo que cinco deles são os mais comuns (A, B, C, W e Y). A vacinação é considerada a forma mais efetiva na prevenção da doença. Outras formas de prevenção são evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados e limpos.

7 – As vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde

O Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), todas asvacinas recomendadas pela OMS como BCG (para prevenção da tuberculose em crianças); Hepatite B; Penta (vacinacontra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecção por Haemophilus influenzae); VIP/VOP (vacina inativada e vacina oral contra poliomielite – paralisia infantil); Pneumocócica (contra a infecção por pneumococo que causa meningite, pneumonia e infecção de ouvido – otite); Rotavírus; Meningite C (conjugada); Febre Amarela; Hepatite A; Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); Tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela – catapora); entre outras.

Campanha incentiva vacinação no Rio

A rede de clínicas Alergo ar promove uma campanha, entre os dias 15 e 20 e outubro, para conscientizar públicos de todas as idades sobre a importância de atualizar a caderneta de vacinas. Nesse período, pessoas que passarem por alguma das unidades da clínica poderão verificar sua caderneta de vacinação e receberão orientações sobre como atualizá-la. A campanha ocorre nas unidades da Alergo Ar, de 15 a 20 de outubro, no horário comercial (8h às 19h). Confira os endereços das unidades:

Centro – Rua Sete de Setembro, 92 – salas 905 a 908 – Tel: (21) 2224-1594

Madureira – Estrada do Portela, 99 – Grupo 1101 – 1129  – Tel: (21) 3359-4384

Niterói – Rua da Conceição, 188 / 703  – Tel: (21) 2622-1254

Tijuca – Rua Desembargador Izidro, 22 – Lj. B – Tel: (21) 2288-5865

Fonte: AlergoAr e GSK, com Redação

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