Outubro Rosa: 8 informações importantes sobre o câncer de mama

Em apoio à campanha, especialistas compartilham informações sobre o diagnóstico e tratamento da doença

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Tipo mais comum entre as mulheres em todo o mundo, o câncer de mama corresponde a cerca de 25% dos novos casos registrados anualmente da doença – só perde para o câncer de pele não-melanoma. No Brasil, esse percentual é um pouco mais elevado e chega a 28%. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), foram estimados 57.960 mil casos novos de câncer de mama no país em 2016. A taxa bruta é de 56.20 casos para cada 100 mil mulheres. Na Região Sudeste, são 29.760 novos casos de câncer de mama.  A doença é mais frequente entre as mulheres com mais de 35 anos, especialmente após os 50 anos.

Apesar da progressão da doença, é importante sempre lembrar que quanto mais cedo é descoberto, mais altas são as taxas de cura. Por isso este mês é marcado por ações de conscientização do Outubro Rosa, que visa chamar a atenção para a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento precoce do câncer de mama. Em apoio à campanha, especialistas compartilham informações sobre o diagnóstico e tratamento da doença, contribuindo dessa forma para a redução da mortalidade. Vida & Ação reuniu dicas de especialistas em oito grandes tópicos. Confira:

1 – Tumor curável em 98% dos casos

“O câncer de mama é um tumor curável em até 98% dos casos, se detectado na fase inicial, reduzindo significativamente a necessidade da mastectomia (retirada dos seios), tão temida pelas mulheres”,  afirma o diretor do Hospital Fundação do Câncer, o mastologista Carlos Frederico Lima.  Segundo ele, somente o exame de mamografia pode mudar a curva da doença.

“Uma das barreiras para a detecção precoce do câncer de mama é o medo. Por isso, as campanhas de conscientização são importantíssimas para que as mulheres não demorem a procurar orientação médica para realização da mamografia”, disse o médico. A Fundação do Câncer é uma instituição sem fins lucrativos que capta recursos e investe em prevenção, diagnóstico precoce, assistência, programas e projetos relacionados à doença.

2 – Indicações para a mamografia

De acordo com a orientação da Sociedade Brasileira de Mastologia a mamografia anual é indicada para as mulheres entre 40 a 74 anos de idade, sendo acima de 75 reservada para aquelas que tenham expectativa de vida maior que 7 anos.  “A recomendação do Ministério da Saúde é que mulheres a partir dos 50 anos idade façam a mamografia a cada dois anos. Porém, para pessoas com casos de câncer de mama na família, o aconselhável é que esse acompanhamento comece mais cedo, aos 35 anos”, destaca Gilberto Amorim, oncologista clínico e coordenador de oncologia mamária do Grupo Oncologia D’Or.

3 – Diagnóstico tardio é responsável por mortes

Segundo Amorim, o diagnóstico tardio da doença é o principal fator de morte da mulher brasileira – 27% descobrem este tipo de câncer em estágio já avançado. Por esse motivo, a realização do autoexame e de exames periódicos são fundamentais para sua detecção precoce, aumentando as chances de tratamento e cura.

“Os exames direcionados para o câncer de mama devem ser iniciados a partir dos 40 anos através da mamografia e ultrassonografia. As mulheres que não fazem a mamografia de rotina por medo, receio ou falta de informação, têm grande chance de perceber a presença do tumor apenas quando ele atingir cerca de 2-3 cm pelo autoexame das mamas. A mamografia pode adiantar isso”, acrescenta Marcelo Uchoa, da Aliança Instituto de Oncologia.

4 – Os principais fatores de risco

Diversos fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolvimento do câncer de mama, como idade, fatores genéticos, hereditários, comportamentais, ambientais e histórico reprodutivo. O oncologista também faz um alerta para mulheres com menos de 45 anos e que tenham grande histórico familiar de câncer.

“A busca por um oncogeneticista para um aconselhamento genético é indicada, pois permite detectar mutações e marcadores genéticos associados à predisposição de desenvolver a doença. Trata-se de uma análise de risco. A oncogenética realiza esse mapeamento para uma profunda identificação na árvore genealógica do paciente”, explica Gilberto Amorim.

5 – Questão hereditária não é importante

Os fatores causadores do câncer de mama são diversos. A questão hereditária, por exemplo, atualmente pode não ser tão prevalente quanto os fatores externos, como conta a enfermeira oncológica Sabrina Capita. “O câncer de mama não tem perfil, etnia ou classe social. Qualquer mulher pode ser acometida pela doença. Muitas pessoas se preocupam com a questão hereditária e não consideram outros fatores de riscos como a má alimentação, o stress e o sedentarismo”, explica.

“O câncer de mama não escolhe cor ou raça, podendo ocorrer em qualquer mulher. Saber isso é importante para despertar em todas, a realização do rastreamento anual, independente de ter história familiar ou não”, alerta a médica radiologista Karuline Catein. Ela participa do evento Viver Bem eu Quero, que acontece neste sábado em Itaipava (veja aqui). A união entre atividade física e alimentação saudável também é uma importante aliada na prevenção do câncer de mama.

6 – Principais sintomas da doença

Alguns sinais que podem ajudar a reconhecer se há algo de errado nos seios.  A principal manifestação da doença, presente em cerca de 90% dos casos, é a presença de nódulo (caroço), geralmente indolor, na mama. Entre os sintomas iniciais do câncer está pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo), pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço e saída de líquido anormal das mamas.

“O aparecimento de nódulos duros palpáveis, com ou sem dor mamária, e que permanecem por vários dias; mudança no aspecto do mamilo; alterações na pele da mama, como abaulamentos, retrações ou aspecto ‘casca de laranja’; secreção escura ou sangue; e mudanças na cor ou textura da pele são alguns dos destaques”, explica o especialista. Ele, porém, faz uma ressalva: “Nem sempre são sinais definitivos de câncer”, diz o especialista do Grupo Oncologia D’Or.

7 – Detecção na fase inicial

“É importante que as mulheres fiquem atentas a qualquer alteração suspeita na mama. Realizar o autoexame apalpando a região é fundamental”, enfatiza o médico oncologista Marcio Almeida, da Aliança Instituto de Oncologia. O profissional ressalta que a maioria dos cânceres tem grande chance de serem tratados quando diagnosticados precocemente.

Em grande parte dos casos, a doença pode ser detectada em fases iniciais, aumentando assim as chances de tratamento e cura. Para ter um bom prognóstico, a doença deve ser detectada precocemente. “Quanto mais cedo for descoberto, maiores são as chances de cura e menor a possibilidade de mutilação, ou seja retirada total da mama”, afirma o mastologista Josélio Franco, da RT Médicos.

Portanto, diz ele, além do exame clínico é fundamental a partir de 35 anos, realizar uma mamografia e ultrassonografia mamária. Estes exames devem ser de preferência, realizados por profissionais que tenham treinamento específico em imagenologia mamária e em aparelhos digital e de alta resolução

 

8 – Formas de prevenir a doença 

Além de manter o acompanhamento médico periódico, a prevenção do câncer pode ser adotada diariamente por meio de manutenção de hábitos como atividade física e dieta balanceada, que evitam o sobrepeso e a obesidade, um dos principais fatores de risco. O alcoolismo e tabagismo podem aumentar a probabilidade de ocorrência da doença.

Da Redação, com assessorias

 

 

 

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