Abacate todo dia pode ajudar a controlar o colesterol ruim

Pesquisa revelou poder anticolesterol da fruta que é queridinha no mundo fitness. Conheça outros alimentos que ajudam a controlar o colesterol

O abacate promove diversos benefícios à saúde, se usado corretamente na dieta alimentícia; a hidratação da pele e a melhora da circulação sanguínea, por exemplo, são alguns deles. Segundo estudo publicado em setembro de 2019 pela revista americana Journal of Nutrition, pesquisadores descobriram outra vantagem em relação à ingestão regular da fruta: a redução do colesterol LDL (popularmente conhecido como “colesterol ruim”), que é prejudicial à saúde do coração.

No estudo, participaram 45 adultos, entre pessoas acima do peso ou com obesidade. Todos foram orientados a seguir a mesma dieta duas semanas antes do início do experimento. Em seguida, cada pessoa completou cinco semanas se alimentando conforme um dos seguintes regimes: pouca gordura, com gordura moderada ou com gordura moderada e um abacate por dia. Ao final do experimento, os participantes que ingeriram um abacate por dia apresentaram níveis menores de colesterol ruim, além de um aumento na taxa de luteína, um importante antioxidante.

Isso mostra que, quando as pessoas incorporavam um abacate por dia à dieta, passam a ter menos partículas pequenas e densas de LDL. Todo LDL é prejudicial, mas o pequeno e denso é ainda pior. Os dados revelam que, ao passarem pela dieta do abacate, os participantes apresentaram menos dessas partículas e mais luteína, que pode ser o bioativo que protege o LDL de oxidar”, explica Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Na dieta de gordura moderada seguida pelos participantes, havia os mesmos ácidos graxos monoinsaturados encontrados no abacate, mas mesmo assim os resultados não foram iguais ao do grupo que se alimentou da fruta. Apesar disso, Dra. Marcella afirma que os estudos precisam ser intensificados. “As pesquisas sobre os benefícios do abacate são relativamente novas, então é possível que estejamos apenas começando a aprender sobre como o alimento pode ajudar a saúde”, diz.

Para a nutróloga, as constatações do novo estudo e os resultados de trabalhos anteriores reforçam o quanto o abacate é um alimento que deve fazer parte das dietas. “Hoje, o chamamos de um superalimento, pois têm a capacidade de oferecer vários benefícios. É claro que ele precisa ser consumido de maneira correta, por isso o acompanhamento nutrológico é indispensável para que seja adicionada a quantidade correta à dieta de cada pessoa, de modo que os resultados sejam potencializados”, finaliza Marcella Garcez.

5 alimentos que podem ajudar

No mês em que é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Colesterol (8 de agosto), o Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM) lista alimentos que podem contribuir para o controle desta doença, que afeta 40% da população brasileira e é responsável por cerca de 300 mil mortes anuais no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Segundo a Dra. Ivia Fulguera, médica cardiologista do CEJAM, a manutenção da saúde cardiovascular requer três cuidados essenciais: monitoramento periódico da pressão arterial, alimentação com pouca gordura trans e saturada e atividade física.

Sendo assim, a especialista aponta alguns alimentos que podem contribuir com a saúde cardiovascular:

• A soja pode diminuir o nível de colesterol de LDL (colesterol ruim) já que é uma fonte importante de fitosterol e ácido linoleico;

Cebola, repolho e alface brancos podem ser substituídos pelos mesmos alimentos, porém na cor roxa, que contém antocianina, um corante natural e antioxidante que ajuda a evitar o colesterol alto;

• Suco de uva natural, que também é uma ótima escolha pois tem resveratrol, pode aumentar o colesterol de HDL (colesterol bom);

• O chocolate contém antioxidantes e, se consumido com moderação, não aumenta o colesterol ruim;

• Não é necessário evitar comer ovos, consumir um por dia não aumentará o risco de doenças cardiovasculares.

Alimentos que já foram vilões

A substância, também produzida pelo organismo, pode ser encontrada em alimentos de origem animal como nas carnes vermelhas e ovos, entre outros. A médica endocrinologista Myrna Campagnoli esclarece três mitos sobre alimentos que já foram considerados vilões para o controle do colesterol, mas na quantidade certa podem ser importantes para a saúde de todas as pessoas, que apresentem ou não níveis elevados de colesterol.

Dietas sem carboidratos – Eliminar o consumo do carboidrato pode aumentar os níveis de colesterol, uma vez que o paciente pode acabar consumindo mais proteína e gordura.

Ovo – O ovo é um alimento com inúmeros nutrientes como folato, selênio, vitaminas A, D, E, K e B12 e rico em sais minerais. Um ovo pode conter de 50 a 250 mg de colesterol a depender do tamanho. O impacto do consumo deste alimento é muito baixo. Seu consumo deve ser em pouca quantidade por dia e preferencialmente com modo de preparo sem adição de gorduras (cozido por exemplo).

Chocolate – O chocolate possui ácidos graxos saturados, ácido palmítico e o esteárico. Embora o consumo de gorduras saturadas aumente os níveis de colesterol, o consumo regular de chocolate rico em cacau não se relacionam ao aumento do colesterol. Deve-se tomar cuidado com o consumo de chocolate à base de leite, que pode conter grande quantidade de gordura saturada.

Com Assessorias