Álcool + calor, uma combinação explosiva para a desidratação

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Verão é sinônimo de calor intenso e quase sempre, exagero nas bebidas alcoólicas, mas esta é uma combinação muito perigosa para a saúde porque pode aumentar drasticamente os riscos da desidratação. Aparentemente inofensiva, ela pode estragar viagens de férias, o fim de semana na praia ou aquele happy hour com os amigos regado a cerveja ou caipirinha.

“O sol e o álcool desidratam, então, é muito importante consumir com moderação”, ensina a nutricionista Gabriela Zugliani. A médica Márcia Umbelino, clínica geral e especialista em medicina ortomolecular, explica que a desidratação pode gerar, muitas vezes, um aumento da incidência de trombose venosa profunda, confusão mental, infartos agudos do miocárdio, e AVCs isquêmicos.

Mas como passar horas na praia ou na piscina? O que devemos consumir? “A primeira coisa a fazer é manter-se hidratado, o que é essencial para repor líquidos e sais minerais perdidos pelo corpo na transpiração. Os sucos de frutas e água de coco são boas alternativas nesses dias mais quentes”, recomenda a nutricionista.

Segundo ela, tomar 150 ml de água de 30 em 30 minutos é uma forma de manter esse controle. Para quem pretende consumir bebidas alcoólicas, a recomendação é que comece a beber água de coco e isotônicos, intercalando bebida com água e águas aromatizadas, para que não ocorra uma desidratação mais acelerada pelo calor e pelo álcool.

Atenção para alimentos que estragam mais rápido

Outro risco é a qualidade dos alimentos que, nesse período, se deterioram muito mais rápido, principalmente frutos do mar, queijos, frios e alimentos misturados a maioneses, por exemplo. O ideal, afirma, é investir em uma alimentação mais leve, tanto para adultos quanto para crianças. Segundo a nutricionista , o calor faz com que as bactérias presentes nos alimentos se reproduzam e se multipliquem com mais rapidez, deixando o alimento impróprio para o consumo.

“É preciso ficar atento às características dos alimentos como cor, odor, textura e aparência”, explica. Para quem vai passar horas na praia ou piscina, a dica para matar a fome entre um mergulho e outro é levar opções como frutas picadas, de preferência armazenadas em potes de vidro. Frutas crocantes (desidratadas), biscoitos saudáveis de linhaça ou quinoa, cramberry e gojiberry secos para beliscar, e até mesmo um mix com amêndoas, nozes, castanhas e avelãs.

Para as crianças, o indicado é não permanecer mais do que três horas sem uma refeição leve, como frutas ou suco natural. Já para quem não consegue fugir dos alimentos clássicos da praia, a sugestão é escolher versões mais leves. “Os picolés de frutas são opções mais saudáveis que encontramos na praia. O biscoito de polvilho pode ser também uma opção de lanche, mas não a mais interessante”, destaca a nutricionista.

Dicas para evitar a desidratação

Para evitar complicações, a médica Márcia Umbelino listou outras dicas úteis. Confira:

1 – Se você for uma pessoa comum, que não pratica atividade física ao ar livre, ou pratica atividade física em um nível mais elevado, as bebidas isotônicas, água de coco, mate, gelatina, sorvetes, picolés, são dicas boas para uma hidratação;

2 – Já atletas de alta performance precisam de uma ingesta hídrica maior. Então, intercalar água com isotônico, com aminoácidos líquidos, além de água de coco, que também ajuda bastante;

3 – As águas aromatizadas para quem não tem sede, geralmente idosos não sentem sede e não gostam de água; então as águas aromatizadas com canela, com laranja, com limão, que ficam bem refrescantes, com folhinhas de hortelã, que são diuréticas, folhas de salsa, já ajudam bastante na hidratação;

4 – O uso de roupas com proteção UVB e UVA, bonés, biquínis, blusas de mangas cumpridas com proteção de piscina e praia, também nos ajudam na perda de eletrólito em excesso através da transpiração. Nesse caso não é pela ingesta, mas sim pela perda, pelo suor, de água e eletrólitos;

5 – Uso de boné e chapéu não só para a proteção contra os raios solares, para a proteção da pele e do coro cabeludo, mas também porque se tem uma perda excessiva de água via coro cabeludo, via transpiração.

Da Redação, com assessorias

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