Alimentação saudável ajuda a combater desperdício

No Dia Mundial da Alimentação, dados apontam que o Brasil é o décimo no ranking de perdas, são 40 mil toneladas ao dia

Desperdício de alimentos No Brasil, toneladas de alimentos são jogadas fora todos os dias, enquanto milahres de famílias ainda passam fome (Foto: Agência Senado)

Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) dão conta de que 46% do desperdício de alimentos no planeta ocorrem nas etapas de processamento, distribuição e consumo. Os outros 54% acontecem nas fases de manipulação pós-colheita e a armazenagem.

O Brasil é o 10° colocado no ranking mundial de desperdício. As perdas, por dia, são de 40 mil toneladas de alimentos, quantidade que daria para suprir aproximadamente 19 milhões de cidadãos diariamente ao longo de um ano, o mesmo que toda a população do Chile.

De acordo com o engenheiro agrônomo e florestal Valter Casarin, coordenador científico da Iniciativa Nutrientes para a Vida (NPV), os nutrientes são o fundamento da cadeia alimentar. Eles regulam o metabolismo da planta, formando a base da produção vegetal para alimentar diretamente o homem.

Uma boa alimentação é a base para uma vida saudável, com maior produtividade no trabalho. A nutrição adequada melhora a capacidade profissional e a resistência física dos empregados e merece destaque no Dia Mundial da Alimentação, comemorado nesta terça-feira (16).

Uma boa nutrição melhora a qualidade dos alimentos; é fundamental para a saúde humana. A nutrição equilibrada de frutas, legumes e verduras também é relevante no enfrentamento ao desperdício. Alimentos com deficiência não apresentam aparência saudável, duram menos e se perdem em pouco tempo. Além disso, quanto mais se desperdiça, mais cara fica a comida que chega à mesa das pessoas”, explica o especialista.

Ação no Metrô de São Paulo

Nutricionistas e agrônomos invadem a estação Largo 13 do Metrô de São Paulo em 16 de outubro, para uma importante e inédita prestação de serviço à população. Entre 10h e 16h, promoverão uma exposição de produtos com deficiências nutricionais e darão dicas, baseadas em evidências científicas, de como escolher os melhores produtos agrícolas para o consumo saudável.

Um dos princípios da ação, além de orientar a população sobre a melhor maneira de consumir alimentos, a segurança alimentar e qualidade de vida do ser humano, é ressaltar a agricultura sustentável e o manejo responsável da adubação. Na demonstração ao público, haverá diversos itens com e sem deficiência nutricional.

Os alimentos a serem utilizados estão sendo especialmente cultivados em estufas, a partir da indução de deficiências, por alunos de agronomia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).

O processo começou há aproximadamente dois meses para que a colheita seja feita próxima ao dia da exposição no Metrô Largo 13. Só para dar exemplos, nas alfaces as deficiências induzidas são de falta de nitrogênio e cálcio. Nos pés de rúcula, a carência é de ferro.

A orientação à população no Metrô Lago 13 é promovida pela Iniciativa Nutrientes para a vida (NPV), cuja missão é esclarecer e informar a sociedade brasileira, com base em estudos científicos, sobre a importância e benefícios das boas técnicas de adubação na produção e qualidade de alimentos.

Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT)

Para promover melhorias nas condições nutricionais dos trabalhadores, o Ministério do Trabalho (MTb) criou o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), instituído pela Lei nº 6.321/76. O objetivo é incentivar o investimento na qualidade de vida dos brasileiros, especialmente daqueles que recebem até cinco salários mínimos.

Ao promover saúde, o programa contribui para a redução no número de doenças relacionadas à alimentação e à nutrição. Com isso – e também com uma maior integração entre empregado e empresa e o aumento da produtividade e qualidade dos serviços –, diminuem os casos de afastamento do trabalho e até a rotatividade de funcionários.

Incentivos – O programa busca estimular os empregadores a fornecer alimentação adequada para os trabalhadores, por meio de concessão de incentivos fiscais. Toda empresa inscrita no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) pode aderir ao PAT, inclusive microempreendedor individual, microempresa, empresa sem fins lucrativos e órgãos públicos. O programa também atende pessoas físicas matriculadas no Cadastro Específico do INSS (CEI).

“O fornecimento de alimentação aos trabalhadores nos moldes do PAT traz benefícios a todos. Os trabalhadores ganham qualidade de vida, com a melhoria de suas condições nutricionais, o aaumento da resistência à fadiga e a redução de riscos de acidentes de trabalho e de doenças relacionadas à alimentação e nutrição”, afirma a chefe da Divisão do PAT, Elisabete Cristina Gallo Sasse.

Segundo ela, as empresas se beneficiam com o aumento da produtividade e qualidade dos serviços, além de usufruir de incentivos fiscais e isenção de encargos sociais sobre os benefícios concedidos. “A combinação desses fatores promove crescimento da atividade econômica e redução das despesas na área da saúde, o que representa benefícios a toda a sociedade”, diz.

Regras para aderir ao programa

Colocar sugestões de cardápios saudáveis sempre feitos por nutricionistas habilitados;

Oferecer ao menos uma porção de frutas e uma de legumes ou verduras durante as refeições principais (almoço, jantar e ceia) e uma porção de frutas nas refeições menores (café da manhã e lanche);

Distribuir refeições e cestas de alimentos ou oferecer vale-refeição e vale-alimentação, de forma isolada ou em conjunto;

Descontar até, no máximo, 20% do valor do benefício no salário do trabalhador.

Cadastro – Para participar da iniciativa, é preciso preencher um formulário eletrônico no site do Ministério do Trabalho. O processo pode ser realizado a qualquer momento, e o cadastro é válido por tempo indeterminado

Da Redação, com Assessorias

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