Alzheimer: os cinco sinais mais comuns

Rosayne Macedo

No Dia Mundial da Doença de Alzheimer, o neurologista Edson Issamu, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, lista os sinais mais comuns da doença. Confira:

5 sinais mais comuns

1) Comprometimento da memória recente;
2) Comprometimento das funções cognitivas (deterioração da linguagem, da capacidade de raciocinar, fazer cálculos e outros processos);
3) Comprometimento das funções visuais e espaciais (capacidade de reconhecer objetos e suas relações no espaço e distância);
4) Distúrbios de comportamento, que podem ocasionar agressividade, depressão e alucinações;
5) Deterioração variada das atividades da vida diária.

Possíveis tratamentos
É importante reforçar que não existe cura para Doença de Alzheimer. Os tratamentos recomendados visam estabilizar a doença e minimizar as perdas que as alterações cognitivas e comportamentais podem trazer.

– Medicamentoso: neste tratamento, se utiliza uma categoria especifica de medicamentos chamados de anticolinesterásicos; para os aspectos comportamentais, podem ser utilizados também.

– Não medicamentoso: técnicas de reabilitação cognitiva, sejam especificas ou individuais, para treino de memória, nova realidade de aprendizado, estratégias compensatórias, terapia de orientação de realidade, entre outras.

A combinação entre os dois tipos de tratamento pode trazer mais benefícios do que apenas o tratamento medicamentoso. O tratamento não medicamentoso deve ser individualizado, abrangendo as deficiências especificas de cada paciente, não havendo assim uma “receita” ou modelo pronto para todos os casos.

Orientação adequada aos cuidadores e familiares
É fundamental que os familiares próximos e as pessoas que frequentam o cotidiano do paciente tenham as devidas orientações sobre a doença, sobre o estado do paciente, sobre como pode ser a evolução e as expectativas que podem ter em relação ao doente e à doença.

Isto é muito importante para diminuir expectativas infundadas ou irreais, evitando tensões de relacionamento muito prejudiciais entre os envolvidos e a deterioração da saúde mental e emocional do familiar/cuidador e do próprio paciente.

 

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