Ansiedade entre crianças e pais é comum no início da fase escolar

Rosayne Macedo
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É quase como cortar, pela segunda vez, o cordão umbilical. Deixar o filho que “mal saiu das fraldas” na escola e ficar longas horas longe dele pode ser difícil, algumas vezes mais para os pais do que para os filhos. Pois é isso mesmo… Início de ano letivo é sempre de muita ansiedade, especialmente se a criança é muito pequena e no começo da fase escolar.
Para muitos pais e responsáveis é difícil aceitar que eles necessitam de ganhar autonomia e independência desde a primeira idade. Mas deixar a exclusividade do ambiente domiciliar e passar uma parte do dia longe dos responsáveis faz bem. Educadores são unânimes: a escola é um divisor de águas na vida da criança. Começa aí o processo de socialização e independência.
Mas e as lágrimas comoventes na porta da escola? A especialista destaca que aquele ‘chorinho’ vez ou outra é absolutamente normal. “É só a dificuldade de se despedir. Passado poucos minutos, podemos ver a criança se divertindo bastante. Por isso é importante estar atento a todos estes sinais”, diz a pedagoga Alessandra Marassi, coordenadora pedagógica da Educação Infantil do Colégio Notre Dame-Recreio. “Muitas vezes o choro é inevitável, tanto para os filhos quanto para os pais, pois esse novo mundo é de tanto encantamento que transborda”, diz. “A confiança é fundamental”, endossa a supervisora pedagógica do Colégio Alfa Cem Bilingue, Maria do Socorro.
Para que esse momento seja uma experiência enriquecedora – para ambas as partes – as duas especialistas dão algumas dicas. Para Maria do Socorro, a ansiedade de ambos – pais e filhos – na subida desse degrau de construção da autonomia da criança é um sentimento comum diante do novo – mas nada fácil. “O processo de adaptação envolve tanto a criança quanto a sua família e cabe à escola receber os pais como coadjuvantes dessa fase, convidá-los a participar da adaptação para que, através do envolvimento com a equipe, a criança sinta-se segura, já que ela percebe bem o acolhimento do ambiente”, diz. Ela lembra que ‘a criança é seletiva na escolha do espaço para o seu bem estar e é fundamental apresentar a escola como uma instituição segura que conduz ao conhecimento, envolvida pelo afeto e companheirismo’.
Alessandra Marassi concorda. Segundo ela, ambos precisam se sentir seguros e confortáveis nesse novo ambiente. “A construção de um espaço afetivo de qualidade é fundamental. Este espaço deve ser criado cuidadosamente com a formação de vínculos afetivos e de confiança”, destaca. Segundo Alessandra, atividades acolhedoras, brincadeiras e atenção redobrada ajudam muito este momento e é fundamental que os pais se coloquem numa postura firme e confiante, passando para a mensagem do quanto é bom ficar na escola. Assim que as crianças percebem que a família confia nos professores e na escola, se sentem mais seguras também”, explica.
A pedagoga  explica que, caso seja preciso que a mãe ou pai fiquem dentro da sala de aula por um tempo, deve-se adotar uma postura mais passiva, passando a responsabilidade dos cuidados e atividades para a professora, só assim a criança vai percebendo que essa nova relação é autorizada pela família. “O bom dessa história é que em 27 anos de educação, nunca vi uma criança não se adaptar. Cada um é de um jeito. Uns entram rapidamente na rotina e outros demoram mais. Cada um ao seu tempo e logo todos estão prontos e seguros para viverem essa deliciosa experiência que é aprender, fazer amigos, descobrir é crescer”, diz a coordenadora do Colégio Notre Dame-Recreio.
Fonte: Colégio Alfa Cem Bilingue e Colégio Notre Dame, com Redação
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