As principais doenças que o frio traz

Especialistas alertam sobre algumas doenças que aparecem nesse período e dão dicas para encarar esta estação com mais saúde

O inverno chega nesta quinta-feira (21) e, com ele, as doenças respiratórias, inflamatórias e alérgicas aparecem, como resfriado, gripe, laringite, rinite, sinusite, asma, bronquite, pneumonia e bronquiolite. O motivo?  Priscila Moraes, médica especialista em alergia e imunologia do Docway, explica que as baixas temperaturas e o ar seco fazem com que os poluentes e micro-organismos permaneçam mais tempo suspensos no ar. Além disso, as pessoas tendem a ficar mais tempo fechadas, sem ventilação adequada, o que favorece o aparecimento tanto de doenças respiratórias infecciosas como alérgicas.

Este aumento de doenças está ligado, sobretudo, a fatores climáticos. Neste período do ano no Brasil, a temperatura do ar diminui, há pouca umidade atmosférica e, consequentemente, maior nível de poluição no ar, pela falta de chuvas e ventos, o que predispõe os surtos infecciosos, como as gripes. Para os que sofrem de alergia e problemas respiratórios, o inverno é uma das piores épocas do ano.

É a infecção que se instala nos pulmões. Pode ser causada por vários micro-organismos diferentes (bactérias, vírus, fungos) e provoca tosse, dor no tórax, mal-estar, falta de ar e, ainda, pode apresentar secreção amarela ou esverdeada. O tratamento, na maioria das vezes, é feito com antibiótico.

Espirros, coriza, congestão nasal, tosse e uma lista de outros incômodos típicos das terríveis gripes e resfriados. Para escapar dessa fria, o segredo é reforçar os cuidados com o nariz nessa época do ano e seguir dicas simples, mas que podem fazer toda a diferença na prevenção das doenças de inverno.

“As temperaturas mais baixas propiciam aglomerações em ambientes fechados, aumentando as chances de contágio”, explica Maura Neves, otorrinolaringologista do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). De acordo com a médica, medidas como a limpeza e hidratação nasal, além de assepsia, alimentação adequada e imunizações em dia são os segredos para blindar a saúde contra as doenças dessa época.

Mudanças simples de comportamento são a melhor forma de prevenção. “O vírus está em todos os lugares. Evite tocar o rosto e lave as mãos com água e sabão sempre que chegar ao seu destino. Ao tossir ou espirrar, use um lenço descartável e descarte-o em seguida ou cubra a boca com a roupa”, ressalta Susi Fernandes, professora do curso de fisioterapia do Mackenzie.

Segundo a especialista, o vírus é transmitido por meio da saliva, tosse ou espirro mesmo antes da doença se manifestar. “Esses surtos epidêmicos são caracterizados pela rápida proliferação e sem controle do agente infeccioso, com impacto direto no bem-estar do indivíduo”.

Por isso, é muito importante que a população tenha alguns cuidados básico como lavar as mãos, várias vezes ao dia, com água e sabonete, especialmente após passar por locais públicos. O álcool em gel é também uma boa opção para ter sempre consigo para a higienização das mãos. Alimentar-se bem; comer muitas frutas e verduras e ingerir boas quantidades de água auxilia no aumento da resistência do organismo. Um cuidado especial deve ser dado às pessoas mais suscetíveis a complicações por vulnerabilidade do sistema imunológico, como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Conheça as principais doenças do inverno

1) Resfriado x Gripe

Popularmente, as infecções virais de vias aéreas superiores são chamadas, de modo generalizado, de gripe. No entanto, são doenças diferentes. Ambas são causadas por vírus, porém se apresentam de maneiras distintas.

O resfriado é provocado por vírus como adenovírus, rinovírus e vírus sincicial respiratório. Em geral, provoca sintomas mais brandos, com coriza, tosse, congestão nasal, dor no corpo e dor de garganta leve. A febre, quando presente, costuma ser baixa. Normalmente, os sintomas duram até 3 dias e apresentam melhora espontânea.

Já a gripe, provocada pelos vírus Influenza, entre eles o H1N1, provoca sintomas mais intensos, como febre alta, calafrios, dor muscular, dor de cabeça, coriza e, algumas vezes, pode evoluir com complicações respiratórias. A duração é mais prolongada, podendo chegar a 7 dias, com melhora espontânea. Em alguns casos, pode ter como consequências infecções bacterianas, como pneumonia e sinusite.

2) Rinite x Sinusite

Rinite é uma inflamação da mucosa nasal, caracterizada por dois ou mais dos sintomas: coriza, espirros, nariz entupido e coceira. Ela pode ser de causa alérgica ou não alérgica. Os principais desencadeantes da rinite alérgica são os ácaros presentes na poeira doméstica, seguidos por pelos de cão e gato, mofo e pólen. Entre as não alérgicas, as de maior importância no inverno são as infecciosas, provocadas por vírus, e as irritativas, provocadas pela poluição. O tratamento inicial deve ser com antialérgicos e, dependendo de cada caso, pode ser necessário corticoide local.

A sinusite pode ser uma consequência tanto da rinite alérgica como da não alérgica. Os principais achados são secreção nasal esverdeada, nariz entupido e dor de cabeça/face. Muitas vezes, só melhora após tratamento com antibiótico.

3) Bronquite x Asma

A bronquite é uma doença aguda, provocada pela inflamação das vias aéreas inferiores (brônquios) e tem como principal causa as infecções virais. Além da tosse, quase sempre presente, também pode apresentar febre e falta de ar. Tem duração de poucos dias e a melhora costuma ser espontânea, com auxílio de medicamentos sintomáticos.

A asma é uma doença inflamatória crônica, na maioria das vezes de causa alérgica, que provoca sintomas de falta de ar, chiado no peito e tosse. Quase sempre, sintomas melhoram após o uso de medicamentos para aumentar o espaço da passagem do ar, os broncodilatadores. Dependendo da frequência e gravidade dos sintomas, é necessário usar corticoide oral ou inalatório.

4) Bronquiolite

Bronquiolite é a infecção dos bronquíolos dos bebês causada por vírus, normalmente o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). É mais comum até 3 anos de idade e costuma ser o primeiro episódio de chiado na infância. Provoca tosse, respiração ofegante, queda da saturação de oxigênio no sangue e é motivo comum de internação nessa faixa etária. Em geral, melhora espontaneamente, com medicamentos sintomáticos; em alguns casos, há necessidade de suporte respiratório com oxigênio.

5) Pneumonia

6 dicas para prevenir gripes e resfriados

1 – Limpe o nariz diariamente

Assim como escovar os dentes, o cuidado de limpar o nariz deve ser diário. Mesmo fora do inverno e dos momentos de crise, o hábito ajuda na prevenção de gripes, resfriados e alergias. Para isso, aposte em soluções salinas 0,9%, disponíveis nas versões spray e jato contínuo. “Feita pela manhã e à noite, a limpeza é capaz de reduzir em até 40% a incidência de gripes e resfriados. Durante os episódios infecciosos, o uso pode ser intensificado”, afirma Dra. Maura.

2 – Hidratar é importante

No inverno, o ar fica mais seco, interferindo nos mecanismos de defesa do nariz. “A mucosa nasal é revestida por cílios microscópicos, responsáveis por remover impurezas que inalamos diariamente. Com o ressecamento, esse sistema pode ser prejudicado, nos deixando mais vulneráveis a doenças respiratórias”, explica Dra. Maura. Para evitar a desidratação e fechar o Ciclo da Saúde Nasal, aposte em um gel hidratante apropriado para o nariz sempre que houver sensação de ressecamento.

3- Aposte no álcool gel

O friozinho aumenta as aglomerações de pessoas em locais fechados, possibilitando a proliferação de doenças respiratórias. “Além disso, a circulação de vírus causadores de gripes e resfriados aumenta nessa época do ano”, pontua Dra. Maura. Para se proteger nesses momentos, carregue o álcool gel para a assepsia das mãos, quando não for possível lavá-las.

4 – Imunizações em dia

Além de todas as medidas de assepsia, é importante manter as imunizações atualizadas, principalmente no caso de crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. A vacina contra a gripe deve ser tomada anualmente. Ela está disponível nas versões trivalente e quadrivalente, com proteção contra os vírus H1N1, H3N2 Singapore, influenza B e linhagem Victoria, além de influenza B Yamagata (no caso da quadrivalente).

5 – Olho na alimentação

No inverno o apetite aumenta e, muitas vezes, descuidamos do que colocamos no prato. Para manter a saúde blindada, mantenha uma dieta balanceada e invista em alimentos como cereais integrais, castanha do Pará, soja, carnes, linhaça e peixes como salmão, atum e sardinha, que são ricos em nutrientes que ajudam no fortalecimento da imunidade.

6- Beba água

O tempo frio pode reduzir a sede, mas, para manter a saúde em dia, é importante garantir a hidratação adequada mesmo durante o inverno. A ingestão de pelo menos dois litros diários de água ajuda a manter a secreção nasal mais fluida, auxiliando na prevenção de infecções comuns dessa época do ano.

As medidas de prevenção que devem ser tomadas:

  • Manter vacinas em dia. A vacina da gripe deve ser aplicada anualmente e é gratuita para grupos de risco.
  •  Lavar bem as mãos sempre que possível e, indispensavelmente, antes de se alimentar, após espirrar ou tossir e depois de usar o banheiro.
  • Proteger com o braço (e não com as mãos) quando espirrar ou tossir
  • Fazer higiene da casa adequadamente, de maneira que diminuam os alérgenos do ambiente, como ácaros da poeira
  • Evitar lugares com aglomerados de pessoas e lugares sem ventilação adequada
  •  Em locais com ambiente seco, é recomendável o uso de um umidificador de ar no ambiente, desde que usados por poucas horas e com saída de vapor de até 60%.
  •  Beber muita água
  • Como cuidar do ambiente

  • O aumento da umidade do ar, somado à falta de incidência de luz, torna o ambiente propício para a proliferação de ácaros e mofo, grandes causadores das crises de asma, rinite e sinusite.Para evitar essas e outras doenças, é fundamental a atenção para a limpeza e cuidado com os ambientes da casa, que também tende a ficar mais fechada por conta do frio.

    Com isso a procura por serviços especializados de limpeza e cuidados também é maior. O especialista João Pedro Lúcia, coordenador técnico da rede Maria Brasileira, rede que presta serviços de limpeza e cuidados domésticos em todo o país, dá algumas dicas para a limpeza no inverno que podem ajudar e muito aos que sofrem com a mudança do clima:

    • Mantenha os ambientes abertos para receber luz solar;
    • Esteja atento às infiltrações nas épocas de chuva, já que podem causar mofo;
    • Protejá o colchão e travesseiros com capa para evitar ácaros;
    • As cortinas devem ser lavadas com frequência e, no caso de persianas, devem ser limpas com um pano úmido diariamente;
    • A limpeza de sofás deve ser feita a seco, preferencialmente com aspirador de pó, para que a sujeira não se espalhe em cantos escondidos;
    • A limpeza dos tapetes também é crucial nesse período e nesse caso, também é recomendado o uso do aspirador, para que a poeira não se espalhe;
    • Limpe também ventiladores e filtros de ar condicionado.

Da Redação, com Assessorias

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