Automedicação dispara na pandemia: na dúvida, procure um farmacêutico

remédios

Uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) , por meio do Instituto Datafolha, constatou, em abril de 2019, que a automedicação é um hábito comum dos 77% dos brasileiros que fizeram uso de medicamentos nos últimos seis meses. A principal causa de intoxicação no Brasil é em decorrência do uso de remédios e grande parte dos casos ocorre devido à automedicação.

O Dia Internacional do Farmacêutico (25 de setembro) chama a atenção para a automedicação, especialmente em tempos de coronavírus, em que muitas pessoas buscaram formas de prevenção por conta própria, acreditando que assim estariam mais seguras.

Até o presidente da República, Jair Bolsonaro, desde o inicio da pandemia – que ele chegou a chamar de ‘gripezinha’ – incentivou que os brasileiros se automediquem com substâncias condenadas por médicos por não terem efeito contra a Covid-19. Como a cloroquina e a hidroxicloroquina, o que levou ao sumiço desses medicamentos nas prateleiras das farmácias, prejudicando quem, de fato, pode usar esses remédios, que servem para tratar a malária e algumas doenças autoimunes.

Especialistas alertam que medicamentos que não dependem de prescrição médica também podem trazer complicação à saúde. “É preciso ter cuidado com o risco de tolerância pelo organismo, o que leva à perda da eficácia, ocultação de sintomas importantes, agravamento da doença, além de contribuir para a resistência bacteriana”, alerta Adriane Martins Dias, professora do curso de Farmácia da Anhanguera Niterói.

Altas doses de paracetamol podem causar toxicidade hepática. Já a dipirona utilizada em demasia, ocasiona prejuízo na formação das células de defesa do organismo. Anti-inflamatórios, por exemplo, usados frequentemente, podem interagir com remédios de uso contínuo, como anti-hipertensivos, além de provocar possíveis reações alérgicas”, acrescenta.

Outra orientação importante é deixar os remédios em um local seguro, longe do alcance das crianças, para evitar a ingestão acidental”, explica. E é preciso ter cautela com as informações disponibilizadas na internet. Segundo a farmacêutica e docente, apesar dos recursos disponíveis virtualmente, há um grande volume de fake news, que podem ser uma grande vilã para a saúde.

É importante pensar que existe a variabilidade individual, ou seja, fatores que influenciam como e quando o fármaco exerce a sua ação, é eliminado do organismo, entre outros processos. A orientação é sempre buscar informação com o profissional da saúde”, informa.

O farmacêutico está acessível à comunidade e é capacitado para orientar sobre o uso, interações, indicações e recomendar medicamentos livres de prescrição médica. “Uma dica essencial é seguir a posologia e se não for de uso contínuo, utilizá-lo somente durante o tempo que foi determinado. Prevenção é sempre o melhor remédio”, finaliza.

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