Brasil registra mais de 800 mortes em um só dia por Covid-19

Recorde ocorre no dia em que o segundo ministro da Saúde é exonerado em menos de um mês. Pasta inicia estudo com quase 100 mil brasileiros para identificar vírus

Redação
  • No dia em que a população assistiu a saída do segundo ministro da Saúde em menos de um mês, o país registrou 14.817 mortes pela Covid-19, uma taxa de letalidade de 6,8% – eram 13.993 mortes na quinta-feira (14). Foram mais 824 novos registros de mortes acrescentados em 24 horas. Segundo o Ministério da Saúde, a maioria delas aconteceu em períodos anteriores, mas foi inscrita nos sistemas oficiais somente após conclusão da investigação da causa morte.
  • Ao todo, foram 218.223 casos confirmados, eram 202.918, sendo 15.305 casos incluídos no balanço em 24 horas. Outros 2,3 mil óbitos estão em investigação. De acordo com a pasta, 84.970 (38,9%) dos pacientes são considerados recuperados até as 19h desta sexta-feira (15). São Paulo tem 58.378 casos e 4.501 mortos.

Estudo medirá propagação do coronavírus em cidades brasileiras

Começou na quinta-feira (14) a primeira fase do estudo ‘Evolução da Prevalência de Infecção por Covid-19’, coordenado pelo Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas, que vai analisar a evolução de casos da Covid-19 na população brasileira. A ideia é identificar de que forma o vírus está se propagando em todo o Brasil e criar políticas públicas mais eficientes sobre o comportamento do coronavírus no território brasileiro.

O levantamento se estenderá até o dia 17 de maio, com previsão de realização de entrevistas e testes rápidos em 33.250 participantes (250 em cada uma das 133 cidades). As próximas etapas da pesquisa estão previstas para ocorrer nos dias 28 e 29 de maio e 11 e 12 de junho. Ao todo, 99.750 pessoas de 133 municípios de todas as regiões serão submetidas ao teste rápido (sorologia), que detecta se a pessoa já teve a doença. Foram enviados 150 mil testes rápidos para viabilizar a ação.

Durante a pesquisa, as pessoas são entrevistadas e testadas em casa, por meio de sorteio aleatório. Se o resultado do teste der positivo, os profissionais entregam informativo com orientações e repassam o contato do participante para a Secretaria de Vigilância em Saúde, que ficará responsável por informar as secretarias de saúde locais para acompanhamento e suporte dos casos pelos serviços saúde.

Os dados coletados servirão de base para estimar o percentual de brasileiros infectados, avaliar os sintomas mais comumente relatados, estimar recursos hospitalares necessários ao enfrentamento da pandemia e permitir o desenho de estratégias para abrandar as medidas de isolamento social.

Projeto-piloto – O estudo teve início no dia 6 de abril, no estado do Rio Grande do Sul, em oito regiões intermediárias definidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um total de 18 mil pessoas já começaram a ser entrevistadas e farão o teste rápido para o coronavírus. Em cada município, a pesquisa sorteará aleatoriamente 25 setores para coleta de dados.

Em seguida, sorteará dez residências em cada setor e um morador de cada casa, totalizando 250 pessoas por município. Enquanto aguardam pelo resultado, os entrevistados também responderão a um questionário sociodemográfico e indicarão se estão sentindo sintomas característicos da Covid-19. Além disso, todos os participantes receberão orientações sobre assistência médica e isolamento social.

Para saber mais sobre a pesquisa acesse aqui

Abertas as inscrições para capacitação de profissionais

Estão abertas até 7 de junho as inscrições para a 17ª Turma do processo seletivo do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS-Avançado). A seleção será dividida em três etapas: a primeira, com inscrição online e análise curricular; a segunda, de entrevista por videoconferência, entre os dias 20 de julho e 4 de agosto; a terceira, com participação dos aprovados na etapa anterior em curso intensivo em Epidemiologia Aplicada, entre 21 e 25 de setembro.

O EpiSUS-Avançado é uma das principais capacitações para o provimento de respostas rápidas às situações e emergências de saúde pública em qualquer lugar do país, sendo que os profissionais em capacitação podem ser deslocados rapidamente. Compõem força de resposta em situações de surtos, epidemias, desastres, catástrofes e outras ameaças à saúde pública nacional ou internacional, em especial em áreas de fronteiras.

A duração do treinamento, conduzido pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) com colaboração do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é de  dois anos presenciais, com exigência de dedicação exclusiva por parte do profissional, com sede de atuação em Brasília. Os selecionados com vaga homologada para o treinamento receberão uma bolsa no valor de R$ 5 mil mensais, por meio do CNPq.

QUEM PODE PARTICIPAR

Podem se candidatar ao processo seletivo profissionais de nível superior em biologia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, psicologia, saúde coletiva/saúde pública, gestão em saúde pública/coletiva, e terapia ocupacional com pelo menos um curso de pós-graduação concluído em uma das áreas de interesse.

São elas: epidemiologia, estatística, doenças infecciosas e parasitárias ou medicina tropical, infecção hospitalar, infectologia, medicina preventiva e social, medicina comunitária, saúde coletiva/saúde pública, saúde da família, saúde do trabalhador, vigilância em saúde, vigilância em saúde ambiental, vigilância epidemiológica, vigilância hospitalar, vigilância sanitária. Profissionais de nível superior de outras áreas do conhecimento também podem se candidatar, devendo ter doutorado concluído nas mesmas áreas de pós-graduação.

Confira o detalhamento de casos e óbitos por UF

Casos até 15 de maio

▶️ 218.223 diagnosticados com COVID-19
▶️ 118.436 em acompanhamento (54,3%)
▶️ 84.970 recuperados* (38,9%)
▶️ 14.817 óbitos (6,8%)
⏺️ 2.300 óbitos em investigação
*estimativas sujeitas a revisão.

Da Agência Saúde, com Redação