Cantora Kelly Key se trata de câncer de pele

Após apresentadora passar por nova cirurgia para retirada de um tumor, Sociedade Brasileira de Dermatologia volta a alertar para diagnóstico precoce

Rosayne Macedo
Aos 37 anos, Kelly Key anunciou que foi diagnosticada com câncer de pele carcinoma basocelular e que já fez algumas cirurgias para a retirada dos tumores, sendo a última esta semana para retirada do tumor maligno na pele. O caso faz a Sociedade Brasileira de Dermatologia voltar a alertar: um sinal pode ser câncer de pele! O diagnóstico precoce da doença aumenta as chances de cura.
Além disso, muitas pessoas estão se perguntando porque o câncer de pele surgiu em uma pessoa tão jovem. A resposta pode ter vindo do depoimento da própria cantora e apresentadora. Ela confessou que, quando mais nova, realizou bronzeamento em câmaras artificiais, que são proibidas pela Anvisa desde 2009, por provocarem o câncer de pele.

A cantora e apresentadora publicou recentemente em suas redes sociais, posts informando aos seus seguidores sobre o diagnóstico do câncer de pele carcinoma basocelular e sobre a cirurgia . Diante da situação, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça: um diagnóstico precoce de câncer de pele é imprescindível para aumentar as chances de cura do paciente.

De acordo com Kelly Key, o diagnóstico aconteceu em dezembro de 2019, justamente no mês de combate ao câncer de pele, quando acontece a campanha #DezembroLaranja liderada pela SBD. Na ocasião, ela retirou um fragmento da pele para realizar uma biópsia e, após a confirmação, se submeteu a algumas cirurgias para a retirada das lesões, sendo que o último procedimento aconteceu no dia 12 de maio. Kelly Key continua sendo acompanhada para tratamento.
Segundo os dados do INCA, espera-se mais de 180 mil casos novos da doença a cada ano. Isso significa que 1 em cada 4 novas ocorrências de câncer no Brasil, é um câncer de pele. Quase 90% dos casos são de carcinomas, que são divididos em carcinoma basocelular (CBC) e os carcinomas espinocelulares (CEC). Esses tumores têm letalidade baixa, mas provocam cerca de 1900 óbitos a cada ano no nosso país.
Muito menos comum, o câncer melanoma é o tipo mais agressivo de tumor da pele e, por este motivo, determina mais de 1700 óbitos a cada ano. Para alertar sobre a sua gravidade, maio se tornou o Mês Internacional do Combate ao Melanoma.
A SBD chama atenção para a informação de que todos os tipos de câncer de pele estão relacionados à exposição solar. Tanto a exposição solar crônica diária, ou seja, pequena quantidade de sol nas áreas expostas ao longo da vida, quanto episódios de exposição solar intensa e desprotegida, que levam a queimaduras, são fatores de risco para o câncer de pele. Pessoas de cabelos loiros ou ruivos, olhos claros, ou de pele clara, com histórico familiar de câncer de pele, pessoas com múltiplas pintas, cicatrizes e feridas crônicas, indivíduos imunossuprimidos e histórico de uso de bronzeamento em câmaras artificiais são outros fatores de risco.

A Instituição lembra que a melhor forma de evitar o  câncer de pele é a prevenção! A recomendação é: previna-se o ano inteiro! Use chapéus, blusas e óculos com proteção UV, barracas e protetores solares com um fator de proteção (FPS) 30 ou maior. Além disso, fique atento aos #sinaisdocancerdepele e ao notar qualquer sintoma suspeito, busque mais informações no site do Dezembro Laranja (www.dezembrolaranja.com.br) e um dermatologista associado à SBD em: http://www.sbd.org.br/.