Check-up anual em tempos de Covid-19: mais do que só prevenção, uma necessidade

Mesmo em tempos de pandemia, especialista alerta sobre a importância de não deixar de lado os exames de rotina

Redação

O isolamento social e a crise causada pelo coronavírus vêm mudando a rotina das pessoas. Atualmente, com o número de casos aumentando em quase todos os estados e a segunda onda da pandemia, é importante manter em dia exames de rotina e vacinas, que são atividades essenciais, principalmente para crianças recém-nascidas e o chamado “grupo de risco”, que engloba pessoas com doenças pré-existentes ou autoimunes.

Um diabético, um hipertenso ou alguém com colesterol alto, por exemplo, precisa estar em dia com os exames e medicações. Enquanto um recém-nascido tem uma bateria de exames e vacinas imprescindíveis para realizar”, explica David Pares, médico e sócio-fundador da ISA Home Lab, laboratório 100% digital.

Uma pesquisa recente da Sociedade Brasileira de Oncologia junto aos seus sócios mostrou que 74% dos oncologistas relataram interrupção ou adiamento por mais de um mês do tratamento de seus pacientes durante da pandemia pelo Covid-19. Como resultado, estamos vendo retardo no diagnóstico e tratamento, o que impacta diretamente no sucesso do combate ao câncer.

Neste cenário, é fundamental que pessoas com doenças crônicas, assim como pacientes cardiopatas e oncológicos, não deixem de fazer seus exames periódicos para monitoramento de suas doenças. É o que afirma Felipe Villela Pedras,  diretor-médico da Clínica Villela Pedras, ao ressaltar a importância do check-up anual para combater doenças ou controlar aquelas já instaladas, mesmo em tempos de pandemia.

No contexto da doença cardiovascular, a principal causa de morte no mundo, sendo responsável por cerca de 18 milhões de mortes anualmente, o resultado do tratamento também está diretamente ligado ao diagnóstico precoce e início do tratamento efetivo.

Estudo recente da Agência Internacional de Energia Atômica envolvendo 909 hospitais em 108 países, mostrou uma redução de 64% no número de exames diagnósticos solicitados para doenças do coração durante os 2 primeiros meses da pandemia (em março e abril 2020). As consequências desse não diagnóstico gera preocupação e será percebida futuramente. 

Segundo ele, houve redução importante no número de exames diagnósticos realizados para pacientes oncológicos e, principalmente, cardiológicos. “Nosso maior impacto, ocorreu sobre exames cardiológicos no mês de abril de 2020, onde percebemos redução de cerca de 70% a 80% no número de exames. Agora com a volta parcial dos exames, notamos um maior percentual de exames alterados”, conta.

Ele afirma que suas clínicas têm seguido os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS) em seus ambientes, tornando seguro o acompanhamento para estar em dia com os exames de rotina e tratamentos.

Não tivemos problemas em adotar todas as medidas de precaução cabíveis, bem como fornecer todos os EPIs necessários para colaboradores e pacientes. Por estar fora de ambiente hospitalar, conseguimos evitar ao máximo a circulação de pacientes infectados por nossas unidades”, afirma.

As medidas de controle se iniciam na marcação dos exames. “Nossos gestores estão preocupados em fornecer orientação e material necessário, bem como testagem inteligente dos nossos funcionários, foram fundamentais para que criássemos um ambiente seguro para realização de exames tão importantes”, destaca.

Conheça os exames e vacinas mais procurados

Mas como estar em dia com exames e vacinas sem se expor? Uma alternativa é o delivery de análises clínicas, para facilitar a vida da população, e nesse momento, auxiliar ainda mais o grupo de risco a se manter em casa. Algumas plataformas prometem fazer tudo à distância de forma ágil, sem burocracia, e oferecendo preços acessíveis.

Na ISA Home Lab, entre os mais de mil exames disponíveis, cinco deles são os mais solicitados pelos médicos para realizar um check-up ou acompanhar determinadas doenças. E entre as vinte vacinas existentes na plataforma, cinco são essenciais para grupos de risco e crianças. Confira:

Exames:

• Hemograma – Analisa informações específicas sobre os tipos e quantidades dos componentes no sangue, como os Glóbulos vermelhos (hemácias), Glóbulos brancos (leucócitos) e Plaquetas (coagulação sanguínea). “É solicitado por um médico para confirmar um diagnóstico, além de monitorar algum tratamento que está sendo feito pelo paciente”, explica David.

• Glicemia – Mede o nível de glicose (taxa de açúcares) na corrente sanguínea, feito a partir de uma coleta do sangue venoso e de um período de 8 horas de jejum. Faz parte de muitos exames de rotina e é utilizado para detectar doenças como hipoglicemia, hiperglicemia e também para o diagnóstico e acompanhamento da diabetes.

• Colesterol Total – Também sempre incluso em exames periódicos de rotina, mostra os níveis de colesterol triglicérides na corrente sanguínea, ajudando a determinar o risco de obstrução das artérias por formação de placas de gordura. “A única forma conhecida de diagnosticar a hipercolesterolemia é através desse exame e ao detectar o problema precocemente, é possível prevenir diversas doenças, como AVC e infarto, por exemplo”, aponta o médico.

• Urocultura – exame de urina que identifica a presença de bactérias e pode indicar a infecção urinária.

• Vitamina D – Mede os níveis da vitamina no corpo, que além de ter como fonte alimentos muito específicos e escassos, só pode ser adquirida pela exposição ao sol. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) incentiva a exposição direta ao sol de partes do corpo que geralmente ficam cobertas, como pernas, costas e barriga, por 5 a 10 minutos todos os dias, sem sobrecarregar áreas que já são expostas ao sol diariamente. “Se já vivíamos um déficit coletivo de Vitamina D nas cidades, devido a pouca exposição ao sol, com o isolamento social os índices podem estar ainda mais baixos, e precisam ser checados por um médico para acompanhamento”, afirma Pares.

Vacinas

• Gripe – A vacina contra a gripe protege contra os vírus da Influenza. “Como os mesmos sofrem mutação rapidamente, todo ano é desenvolvida uma nova vacina e, por isso, alguns grupos necessitam reforçar anualmente”, explica o especialista.

• Tríplice Viral – Combate o sarampo, Caxumba e Rubéola. É indicada como rotina a partir dos 12 meses de idade podendo, em casos de surtos, ser antecipada para a partir dos 6 meses de idade. Como nessa faixa etária o risco de falha vacinal é maior, mantêm-se necessárias mais 2 doses após 12 meses de idade.

• Hepatite A e B – Previne a infecção dos dois tipos de vírus e é indicada para todas as idades, desde que não tenha sido imunizado, ainda. Crianças podem ser vacinadas após 12 meses e idosos podem precisar de reforço caso haja situações de risco aumentado.

• Febre Amarela – Previne a doença infecciosa transmitida por mosquitos vetores em locais rurais e urbanos. Pessoas a partir de 9 meses de idade devem tomar a primeira dose, com reforço aos 4 anos.

• Tríplice Bacteriana – Também conhecida como dTpa, previne três doenças: Difteria, tétano e coqueluche. É indicada para crianças a partir de 4 anos, além de adolescentes, adultos e idosos.

Com Assessorias

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