Cidades pela Água: Rio debate segurança hídrica

Rosayne Macedo

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Estamos consumindo água mais rápido do que conseguimos reservar. O grande desafio está em equilibrar a equação entre a oferta e a demanda pela água, e assim garantir que ela esteja sempre disponível. Um estudo mostra que 25 regiões metropolitanas da América, 12 delas no Brasil – entre as quais, a do Rio de Janeiro – estão sob estresse hídrico: ou seja, produzem menos água do que a população consome.

Com este alerta, a TNC (The Nature Conservancy) promove um debate nesta quarta-feira, 30 de agosto, para discutir saídas para aumentar a segurança hídrica no estado. Realizado em parceria com o CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) e a FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro)O encontro Cidades pela Água acontece das 9h30 às 12h, no Auditório Copacabana da Firjan, e reúne também representantes da Secretaria Estadual do Ambiente, do Comitê de Bacias do Rio Guandu.

A TNC desenvolve ações pela conservação da água em todo o mundo e, no Brasil, coordena a Coalizão Cidades pela Água, uma iniciativa com o objetivo de ampliar a disponibilidade de água para mais de 40 milhões de brasileiros em 12 regiões metropolitanas do Brasil. Uma das principais ações é com a iniciativa no Rio de Janeiro, na bacia do Rio Guandu, responsável por abastecer cerca de 80% da população na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Sobre os parceiros

O CEBDS na sua Câmara Temática de Água, que conta com a participação de grandes empresas como Ambev, Coca-Cola, Petrobras e Braskem, vem discutindo nos últimos anos como trabalhar uma abordagem de ações coletivas em bacias hidrográficas. Essas discussões têm como objetivo melhorar a segurança hídricas das suas fábricas e operações, assim como populações no entorno. Dentre as soluções discutidas está o investimento em infraestrutura natural.

A água é um insumo estratégico para a atividade industrial. Por isso, o Sistema Firjan atua em uma série de ações para aumentar a segurança hídrica no estado. Em seu Mapa do Desenvolvimento 2016-2025, a Federação propõe, por exemplo, o combate à poluição nas bacias hidrográficas por meio de ações como a recuperação de matas ciliares, a educação ambiental e intensificação da coleta de resíduos sólidos urbanos em áreas críticas das bacias. A Firjan entende que a recuperação de nascentes também é primordial para a proteção de serviços ecossistêmicos, incluindo o fornecimento de água.

Serviço:

Debate sobre as oportunidades de ampliação da segurança hídrica no Rio de Janeiro

Data e Horário: 30/08/2017 | 9h30 – 12h

Local: Av. Graça Aranha, 01 – 13º andar – Auditório Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

Mais informações: cidadespelaagua.com.br

 

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