Cinco a cada 10 pessoas não cuidam da saúde sexual

45% dos entrevistados em pesquisa de aplicativo para encontros extraconjugais nunca fizeram teste de doenças sexualmente transmissíveis

Neste Dia do Sexo (6 de setembro), dados de uma recente pesquisa chamam a atenção: 45% dos entrevistados mencionaram nunca ter feito o teste de doenças sexualmente transmissíveis, enquanto 40% o fazem uma vez por ano, e apenas 6% a cada seis meses e 3% a cada três meses. A pesquisa online foi realizada de 25 a 30 de setembro com 8.770 usuários do Gleeden, plataforma para encontros extraconjugais projetados por e para mulheres.

Embora 97% considerem que sua educação sexual tem sido muito boa ou boa e até 92% considerem que têm uma saúde sexual muito boa; na prática, há pouco hábito de fazer exames que deveriam ser de rotina. Além disso, embora a maioria das atividades tenha sido retomada durante a pandemia, apenas 34% já agendaram consulta para exames relacionados à saúde sexual e reprodutiva. Contra os 47% que não contemplam e 18% que mencionam que vão esperar mais alguns meses para ter uma revisão.

Paulina Millán, sexóloga e diretora de Pesquisa do Instituto Mexicano de Sexologia, analisa os dados da pesquisa e explica que “há uma falsa percepção sobre a educação sexual.

“Muitas vezes as pessoas pensam que por saber sobre sexo e conhecer anticoncepcionais já receberam uma educação a esse respeito. No entanto, elas precisam considerar aspectos como prevenção, prazer e até violência sexual. Por isso esse dia é tão importante, para falar mais sobre o assunto e aprofundar na detecção de doenças”.

Infiéis são os que mais cuidam da saúde sexual

Agora, parece que quem mais cuida de sua saúde sexual e reprodutiva são os infiéis, pois a maioria (82%) revelou que sempre usa preservativo nas relações sexuais com o amante. Enquanto com o parceiro estável, 45% nunca usa preservativo e 47% o faz.

Sobre isso, a sexóloga acredita que é resultado de uma “educação meio moralista”, onde se acredita que as pessoas só têm um parceiro sexual em toda a vida, quando a realidade se mostra diferente disso.

“Você precisa estar mais aberto para falar sobre todos os encontros sexuais que você tem, não só se preocupar com uma gravidez, mas também sobre doenças sexualmente transmissíveis e ter a confiança para perguntar ou fazer o teste com cada parceiro que você tiver, mesmo que seja um novo relacionamento ou casual”, diz Paulina.

Como a pandemia afetou a saúde sexual

Dentre as entrevistadas, 75% mencionam que a pandemia não afetou sua saúde sexual e 83% que também não afetou seus cuidados reprodutivos. Além disso, 97% responderam que não tiveram dificuldade em obter anticoncepcionais ou medicamentos para cuidar dos órgãos reprodutivos.

Para a sexóloga Paulina Millán, falta divulgação e maior disponibilidade de laboratórios e clínicas para que as pessoas possam ir e fazer um pacote completo de testes de detecção, não só do HIV, mas também de outras doenças como gonorreia, sífilis, hepatite, etc.

“Além disso, a maioria das pessoas desconhece que já existem vacinas preventivas ou acredita que, se não tiverem um sintoma visível nos órgãos sexuais, estão saudáveis, quando existe a possibilidade de serem portadores de muitas doenças que não apresentam sintomas”, conclui.

Com Assessorias

 

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