Como se curar de um relacionamento tóxico e seguir em frente

Programa ensina jovens a lidar com empatia e autocontrole e decisões responsáveis desde a Educação Infantil. Microfisioterapia ajuda a descobrir causas “escondidas” de dores e doenças

Curar nossa forma de lidar com os relacionamentos pode ser uma urgência, ainda mais na semana dos namorados, e pode ser que você esteja em uma relação tóxica ou sozinho, fugindo de se relacionar. E as causas dessas situações nada ideais? Pode ser uma decepção recente, um amor que não deu certo e deixou marcas. Mas pode ser que as causas sejam muito mais profundas e que a mente consciente não consiga explicar. E aí, como fazer?

Um dos caminhos para desenvolver uma boa relação é o conhecimento socioemocional. Ele auxilia as pessoas a compreender o outro e a si de forma muito mais clara, permitindo que se encontrem maneiras de melhorar o convívio social. No caso de relacionamentos afetivos, esse conhecimento emocional pode ajudar a identificar quando e como o outro está agindo de forma tóxica ouabusiva.

O ensino desses cinco domínios aumenta a capacidade de o indivíduo entender as suas necessidades e as do outro. Uma relação afetiva, seja amorosa ou de amizade, só funciona se um tiver a capacidade de efetivamente compreender o que o outro está sentindo. Daí vem a importância da empatia”, afirma Eduardo Calbucci, professor e um dos autores do Programa Semente.

A iniciativa é uma das envolvidas no ensino socioemocional e convida os jovens a fazer essa reflexão desde cedo. Domínios como empatia, autoconhecimento, autocontrole, decisões responsáveis e habilidades sociais são trabalhados na escola, desde a Educação Infantil.

O que distingue o remédio do veneno é a dose

Segundo o professor, como muitas coisas na vida, o que distingue o remédio do veneno é a dose. Nesse sentido, o amor, que é uma emoção agradável, pode se tornar um problema quando traz possessividade excessiva ou cobranças descabidas e, como consequência, causa mais brigas e discussões do que momentos felizes. O relacionamento abusivo acontece justamente quando um dos envolvidos não tem controle sobre as próprias emoções, nem a capacidade de entender as reais necessidades do outro.

Quando essas reflexões não ocorrem, tem-se o primeiro passo para desencadear um ambiente opressivo. “É muito importante que a pessoa saiba até que ponto está disposta a ceder em uma relação. Relacionamentos saudáveis são aqueles em que as pessoas entendem as limitações um do outro e as respeitam, num processo constante de negociação e compreensão mútua”, ressalta Calbucci.

Memórias traumáticas: como resolver?

Para o fisioterapeuta especializado em Saúde Integrativa, Sergio Bastos Jr, nossos relacionamentos refletem a saúde da nossa mente e da nossa emoção: “quanto mais buscamos entender o que realmente nos move na vida, mais facilmente vamos construir relações saudáveis”.

“Seres humanos com emoções equilibradas atraem relacionamentos também equilibrados e conseguem, de forma consciente, trabalhar para o equilíbrio da vida a dois”. Para ele, não há relacionamento saudável se uma das partes tem doenças da emoção:

Quando não entendemos de onde vêm nossos sentimentos, podemos ser guiados pela inconstância, pela necessidade de controle, pelo medo, pelo ciúme, e mais, podemos desenvolver doenças que vão, também atrapalhar as relações, como alergias, distúrbios do sono, ansiedade, entre outros”, revela Sergio.

Descobrir memórias traumáticas não é algo simples e nem pode ser feito por qualquer pessoa. Nosso corpo guarda essas informações com o intuito de nos proteger da dor. Mas, ao contrário, pode provocar dores e doenças sem que percebamos, e influenciar nossas relações. Algumas situações, quando são muito traumáticas, acabam sendo apagadas da nossa memória consciente.

É uma forma do corpo tentar nos proteger de passar novamente pela lembrança daquela dor. Mas o organismo não deixa passar nada. As memórias traumáticas varridas do cérebro acabam alojadas em células dos nossos tecidos.

A Microfisioterapia mapeou o corpo humano e conseguiu verificar em que partes cada tipo de memória fica gravada, possibilitando inclusive identificar possíveis causas e datá-las. Para o especialista, buscar as causas primárias de dores, doenças e inclusive de comportamentos que não entendemos e que não nos fazem bem pode ser o começo de um caminho de relações mais satisfatórias.

Os casais podem se beneficiar e muito do tratamento das nossas memórias traumáticas, encontrando entendimento mútuo e criando vínculos ainda mais fortes”, garante o fisioterapeuta, que utiliza a Microfisioterapia para encontrar causas “escondidas” de dores e doenças.

Da Redação, com assessorias

Por Favor, Compartilhe!

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.

In the news
Leia Mais