Como sair e entrar em casa sem risco de contaminação

Proteger os braços com peça de mangas longas, levar lenços descartáveis e não tocar o rosto antes de higienizar as mãos são algumas das recomendações da Vigilância Sanitária do Rio

Uma das principais medidas de enfrentamento ao coronavírus é o isolamento social, com atenção redobrada aos protocolos de higiene, em especial, a lavagem correta e frequente das mãos com água e sabão líquido. No entanto, há os que necessitam sair de casa, como os profissionais de saúde, os que têm urgência de um produto e não podem aguardar a entrega da farmácia ou do supermercado. Ou ainda quem precisa dar uma rápida volta com o animal de estimação. Afinal, quais são as atitudes a serem adotadas ao sair e ao chegar em casa, que ajudam a reduzir os riscos de contágio da doença?
Para o médico-veterinário Flávio Graça, superintendente de Educação da Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro, tudo é novo nesta pandemia, como o uso de máscaras, que não deve ser indiscriminado, pois tem efeito contrário, aumentando os riscos de contaminação.

E por isso, todo o cuidado é pouco quando falamos de prevenção e combate. A começar pela higienização constante das mãos e de objetos, como celular e óculos.

Esses protocolos são ações importantes de prevenção para reduzirmos os riscos de contaminação. Neste momento de pandemia, um aceno é sinal de cuidado e segurança com a sua vida e a do próximo”,  ressalta a médica-veterinária Mônica Valim, coordenadora do Núcleo de Integração de Fiscalização em Ambientes de Trabalho (Nifat) da Vigilância Sanitária.
A Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde do Rio, reuniu algumas orientações sobre o assunto. Confira!

Como proceder na rua?

  • Manter distância de, pelo menos, um metro e meio das outras pessoas.
  • Não tocar o rosto antes de lavar as mãos.
  • Não abraçar e nem beijar.
  • Proteger os braços com o uso de peças de mangas longas.
  • Manter os cabelos presos e evitar brincos, anéis e pulseiras.
  • Se sair com cachorro, fique atento e não deixe que ele se esfregue em paredes, pilastras ou outros lugares.
  • Se o uso de dinheiro não puder ser evitado, busque imediatamente higienizar as mãos: água corrente e sabão líquido ou álcool 70% em gel.
  • Não utilizar transportes públicos.

E se houver sintoma de gripe?

  • Para quem vai à rua sem proteção, se tossir ou espirrar, nunca recorrer às mãos.
  • Cubra a área da boca e do nariz com o cotovelo ou um lenço descartável.
  • Em seguida, acondicione esse lenço em saco plástico fechado com nós, depositado em lixeira com tampa acionada por pedal, sem uso das mãos.

o que fazer quando chegar em casa

  • Ao chegar em casa, é fundamental que a pessoa cumpra, antes, os protocolos de higiene. Comece tirando os sapatos e deixando na entrada.
  • Em seguida, retire as roupas que, de preferência, devem ser lavadas ou, pelo menos, mantidas em uma sacola plástica até serem utilizadas novamente.
  • A lavagem das peças deve ser feita com alvejante, se possível, acima de 60°.
  • Quanto às bolsas, carteira e chaves, deixa-as em uma caixa na entrada da casa e, assim que possível, tome banho.
  • Se não puder tomar banho, lave bem todas as áreas expostas, como mãos, punhos, rosto e pescoço.
  • Para quem levou o cão, é fundamental desinfetar também as patinhas do animal.

Sobre o uso de máscaras

A máscara faz parte dos EPIs (equipamentos de proteção individual) de profissionais de saúde e das atividades de interesse de saúde (como cuidadores de idosos e esteticistas), além de trabalhadores de segmentos específicos, como o de funerárias. Veja as dicas:

  • Antes de sair, uma opção é usar máscara, de preferência, de tecido e individual, a ser lavada assim que chegar em casa.
  • A máscara cirúrgica exige protocolos como o máximo de quatro horas de uso e descarte em sacos plásticos dobrados e vedados.
  • A máscara ainda é recomendada para um grupo de pacientes de hospitais e para quem tem sintomas de gripe ao sair à rua.
  • A máscara de pano pode ser usada por qualquer pessoa, mas deve ser individual e higienizada após cada uso, com os mesmos cuidados no descarte.

 

Dicas na hora de pedir comida delivery

Por conta do isolamento social que fez aumentar a demanda da entrega de alimentos em domicílio, um deles é específico para os serviços de delivery. “Temos que adotar medidas para prevenir e combater essa pandemia. A começar com rotinas que ajudam a minimizar os riscos de contaminação, como a higienização não só das mãos, mas de embalagens e outros produtos, prática que elimina o vírus ou qualquer outro contaminante que esteja nesses itens”, orienta a médica-veterinária Aline Borges, coordenadora de Alimentos da Vigilância Sanitária.

Veja as dicas da Vigilância Sanitária:

  • Dispensar o uso de máscaras e luvas, que aumentam o risco de contaminação, tanto para entregador, quanto para consumidor.
  • O entregador deve cobrir a máquina de cartão com filme plástico e higienizá-la com álcool 70% gel após cada entrega.
  • O consumidor deve dar preferência a pedidos e pagamentos pelo aplicativo.
  • Se optar pelo pagamento em dinheiro, deve lavar imediatamente as mãos com água e sabão líquido e secar.
  • O mesmo vale para as embalagens, que podem ser higienizadas também com álcool 70%
  • É preciso ainda limpar as superfícies que tiveram contato com as mercadorias entregues.
  • É importante manter um puff, uma cadeira ou outra base perto da porta que servirá de suporte para a mercadoria não ser deixada ao chão, evitando assim mais um ponto de contaminação.
  • Não guardar os alimentos nas embalagens de entrega. Chegando da rua faça todo o processo de limpeza e descarte logo a embalagem.

Saiba mais

Essas e muitas orientações são reforçadas na série de boletins informativos que a Vigilância Sanitária vem produzindo desde o último dia 14 de março, com base em legislações, resoluções e normas sanitárias de órgãos como o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Código Sanitário do município do Rio, implantado em 2019 pela Lei Complementar 197/2018, aprovada por unanimidade da Câmara dos Vereadores.

Entre os materiais, há conteúdos específicos para a população (como o boletim informativo de compra e conservação de alimentos) e para estabelecimentos de diversas áreas, como saúde, indústrias de alimentação e serviços funerários. As recomendações de prevenção ao Covid-19 podem ser conferidas no link https://bit.ly/33S1TWc.

Outras ações

Cartilha para Unidades Prisionais

Vigilância Sanitária também produz material para orientar segmentos de alimentos, saúde, delivery e serviços funerários, entre outros, e a população em geral sobre ações de prevenção de riscos à saúde que auxiliam no combate ao coronavírus (Covid-19). 

O manual sobre Manejo de Resíduos Comuns para os condomínios reúne orientações sobre o descarte de lixo para nortear auxiliares de serviços gerais, síndicos e até donas de casa sobre o descarte de lixo e resíduos, com recomendações para quem tenha contato com qualquer pessoa com suspeita ou confirmação de ser portadora do coronavírus.

Na sexta-feira (3) foi concluída uma cartilha com normas sanitárias específicas para presídios e unidades de recuperação de menores infratores.  São medidas que devem ser adotadas como forma de minimizar a disseminação do vírus no ambiente prisional, contribuindo para preservar a saúde tanto da população carcerária como dos profissionais que atuam nestas instituições. A cartilha será disponibilizada à direção de cada unidade prisional na próxima quarta-feira (8).

Segurança Alimentar no Hospital de Campanha

Vigilância Sanitária do Rio atua com trabalho de prevenção em segurança alimentar e vigilância sanitária junto às equipes que trabalham na construção de um hospital de campanha no Riocentro. Engenheiros, enfermeiros, médicos-veterinários e nutricionistas conferem estruturas físicas e reforçando orientações sobre as normas sanitárias e os processos de segurança a serem adotados para a prevenção de riscos à saúde.

Os técnicos avaliam a instalação dos processos de esterilização e de procedimentos invasivos e as áreas da farmácia, almoxarifado, tratamento dos resíduos comuns e biológicos, cozinha e refeitório. Deverá também ser elaborado um cardápio não só para os pacientes como para todos os profissionais que vão trabalhar na unidade.

Inspeções 24 horas

Neste período de isolamento, a Vigilância Sanitária do Rio mantém o atendimento público das 11h às 15h em suas unidades de fiscalização, que funcionam no Complexo Zona Sul (Avenida Pasteur, 44, Botafogo), Centro (Rua do Lavradio, 180, Lapa) e Superintendência de Educação (Rua Maria Eugênia, 148, Humaitá). O horário é das 11h às 15h, de segunda a sexta-feira e com distribuição de 20 senhas por dia.

Estão mantidas também cirurgias de urgência nas duas unidades de zoonoses, mas a emissão da licença sanitária para eventos está suspensa. As equipes seguem fiscalizando mercados, farmácias e demais estabelecimentos com autorização de funcionamento. A população pode colaborar registrando irregularidades na Central 1746, com atendimento 24 horas e foco em denúncias relativas ao coronavírus (Covid-19).

Nas últimas duas semanas foram, em média, 40 inspeções por dia, a maioria referente à falta de EPI, venda de medicamentos para o tratamento do novo vírus (o que ainda não há confirmação nem liberação) e comercialização irregular de álcool 70%, como a flagrada recentemente na Ceasa-RJ, em Irajá, na ação conjunta realizada com a Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon).

São denúncias como a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) em instituições de saúde e de telemarketing; ausência de sabonete líquido, papel-toalha e álcool em gel exigidos para a limpeza das mãos; falta de higiene em carrinhos de supermercado; e fabricação de álcool 70% em farmácias (permitido apenas em estabelecimentos de manipulação).

Em relação a bares, restaurantes, academias e outros comércios temporariamente impedidos de abrir pelo Decreto RIO 47.246, caso identifiquem algum desses estabelecimentos funcionando, os fiscais fazem a notificação formal e, na insistência, providenciam a aplicação das sanções cabíveis, que podem resultar em multas e interdição.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo [email protected]l.com.

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