Como ter acesso gratuito a exames e diagnósticos em tempos de coronavírus

Listamos algumas opções de exames e consultas gratuitas para a população

Redação

A startup TRIA – aplicativo de e-Health que usa a tecnologia para aproximar médicos e pacientes lança a campanha #TRIAnoControledoCOVID em apoio ao combate contra o COVID-1

Acelerada pela Br.global, a TRIA está lançado uma campanha em apoio ao combate contra o coronavírus permitindo o acesso gratuito aos órgãos públicos de saúde à plataforma que armazena exames e diagnósticos, para realizar a distribuição eletrônica destes e de outros testes ligados, ou não, ao novo coronavírus. O objetivo é evitar aglomerações, contato na coleta de exames, além de disponibilizar aos pacientes um único local seguro para armazenar seus exames.

Baixe o aplicativo da TRIA e obtenha seus dados de saúde seguros em um só lugar. A TRIA permite até 100MB gratuitos para cada paciente organizar seus exames médicos.  É a tecnologia à favor da saúde pública.

TRIA, acelerada pela OBr.global, usa a tecnologia para aproximar médicos e pacientes e facilitar a distribuição eletrônica de exames e laudos médicos em clínicas e laboratórios.

Nascida em 2017, a TRIA surgiu motivada pelo crescimento do setor de healthtech no Brasil e no mundo. Seu principal produto é o aplicativo TRIA, plataforma para armazenar, gerir e compartilhar exames médicos com foco no monitoramento da saúde das pessoas. A meta da TRIA é ser referência no âmbito da segurança ao seguir todas as orientações da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), para centralizar o armazenamento das informações médicas, exames e sinais vitais dos pacientes.

Durante o período da pandemia, a TRIA lança a campanha #TRIAnoControledoCoVID em apoio ao combate contra o COVID-19 e disponibiliza aos órgãos públicos ligados à saúde sua plataforma, que permite a distribuição eletrônica gratuita de exames referentes ou não ao COVID-19.

A campanha tem como objetivo evitar aglomerações e contato na coleta de exames, além de possibilitar aos pacientes terem esses dados médicos armazenados em um só lugar. Assim como um prontuário eletrônico, a centralização destas informações facilita os diagnósticos realizados pelos médicos.

“Mais do que nossa ajuda, é nossa obrigação estar presente e fazer o que nos é capaz nesse momento de pandemia“, diz o CEO da TRIA, Carlos André Lucena.

Dentre os benefícios identificados para os órgãos governamentais da saúde, as principais propostas de valor nessa parceria serão a economia em gastos com insumos, segurança e rapidez na entrega dos resultados e, em tempos de isolamento social, diminuir a circulação de pessoas nas ruas.

“Para viabilizar o processo de distribuição de exames eletrônicos através da TRIA, é necessário apenas integrar o TRIA Bot (robô) à base de dados dos órgãos governamentais de saúde interessados em utilizar a plataforma TRIA, que fará a distribuição e armazenamento gratuito de 100MB dos exames médicos, por paciente, de toda a população”, diz Lucena. Atualmente, o custo médio para implantação do TRIA Bot (robô) é de R$5.000,00 (cinco mil reais) e mais um valor de manutenção por mês para cada empresa. “Com a campanha #TRIAnoControledoCOVID, estamos disponibilizando às entidades públicas da saúde a implantação do software e utilização da plataforma para médicos e pacientes”, afirma Carlos André Lucena.

 

A startup tem a missão de colocar o paciente como ponto central e facilitar o fluxo de informações no complexo sistema de saúde. Assim, os usuários também poderão baixar exames de qualquer laboratório no Brasil (sistema agnóstico) ao disponibilizar o login e senha e dar autorização para que o TRIA Bot (robô “motoboy” TRIA) faça a coleta digitalmente e armazene as informações no aplicativo.

A plataforma segue as principais regras de segurança da informação e funciona através de duas interfaces diferentes, uma para os provedores de saúde e médicos (aplicativo e dashboard web) e outra para os consumidores (aplicativo e dashboard web).

A TRIA disponibiliza o “TRIA Bot” customizado para hospitais, laboratórios e clínicas executarem a distribuição de seus exames e informações médicas eletronicamente. Um dos principais parceiros a apostar nesta iniciativa foi o Vita Check-up Center, do Rio de Janeiro, que tem uma média de 500 atendimentos por mês para realização de check-up geral dos pacientes.

Com a nossa tecnologia, queremos ser para a área da saúde um PHR (Personal Health Record) agnóstico com foco no empoderamento do paciente”, afirma o CEO da TRIA, Carlos Lucena.

Os principais benefícios para as instituições de saúde com o uso do TRIA são: economia com a impressão de exames, agilidade nos processos médicos, redução de espaço físico utilizado para arquivamento de exames, segurança na entrega de resultados e rapidez nos diagnósticos médicos.

Para os médicos, o aplicativo informa através de alertas quando o paciente compartilha seus dados pela plataforma e permite a utilização de um Prontuário Eletrônico ágil e simples para melhor acompanhamento do paciente. Desta forma, o médico pode olhar um exame e diagnosticar o paciente sem precisar, necessariamente, marcar uma nova consulta.

“O papel do médico de família tem diminuído significativamente e, em geral, há um médico para cada tipo de doença/especialidade. Na prática, os médicos quase não conversam entre si. A TRIA é um software que vem para ajudar na comunicação entre médicos, pacientes e diferentes Instituições de Saúde”, destaca Annalídia de Moraes, Diretora Executiva da TRIA.

As principais funcionalidades da TRIA são: armazenamento de exames, robô para captura de exames, histórico de saúde do paciente, compartilhamento de informações com médicos e familiares e, gerenciamento de contas com múltiplos usuários.

Um paciente, ao longo de sua vida realiza inúmeras consultas e exames, dados que ficam armazenados em locais diferentes tanto na forma física, quanto digital, em depósitos e nos computadores dos provedores de saúde. Atento às necessidades do mercado e impulsionado pelo crescimento exponencial no Brasil e no mundo do setor de e-Health – tecnologias aplicadas à saúde –, a 4H Tecnologia em Saúde (4HTech), empresa de participações e investidor anjo da TRIA, lançou em 2017 a primeira versão do aplicativo com sua equipe de executivos multidisciplinares nas áreas de Tecnologia, Saúde, Design e Empreendedorismo.

Após aporte do grupo de investidores anjo e recursos provenientes do Programa Startup Brasil, a TRIA chega ao mercado com a sua nova arquitetura em Blockchain e seguindo padrões internacionais de segurança com a missão de colocar o paciente como ponto central e facilitar o fluxo de informações no complexo sistema de saúde.

Os investimentos em startups da área de saúde têm sido crescente com muitas soluções interessantes para o setor, principalmente as digitais. Estes investimentos vieram dos Estados Unidos e produziram empresas de grande sucesso como Athena HealthCastlight HealthOmada Health, entre outras.

Segundo Robert Janssen, CEO da Obr.global, que participou do plano de internacionalização da startup, a TRIA é um software que vem para ajudar na comunicação entre médicos, pacientes e diferentes Instituições de Saúde. Esta campanha chega em momento extremamente oportuno nas ações colaborativas ao combate contra o COVID-19.

“Ao oferecer um aplicativo que centraliza com segurança o armazenamento, compartilhamento e  gestão de exames e informações de saúde do paciente em um único lugar, a TRIA proporciona ao usuário uma garantia de privacidade e integridade dos seus dados, enquanto cria a praticidade de ter todos os seus exames e dados médicos na palma da mão, em qualquer lugar e a qualquer momento” diz Janssen, da OBr.global.

“Será possível interagir com diferentes unidades de saúde (laboratórios, hospitais, clínicas e consultórios) ao receber e armazenar os resultados de todos os exames através de um dispositivo móvel”, explica Annalídia de Moraes, Diretora Executiva da TRIA.

O primeiro parceiro a apostar nesta iniciativa foi o Laboratório Dom Bosco, de Niterói, que conta com dez unidades e tem uma média de 600 atendimentos por dia e já distribuiu mais de 350.000 exames utilizando o TRIA Bot.

TRIA foi acelerada pela  OBr.global , uma aceleradora de negócios internacionais premiada internacionalmente, que mantém sede no Rio de Janeiro e filiais no Vale do Silício, San Antonio, Texas, e que busca sempre ser uma alternativa além da sobrevivência, abrindo caminho para um mundo de possibilidades no mercado global de negócios. A metodologia da aceleradora é baseada em quatro pilares principais: Internacionalização, Mentoria, Aceleração e Investimentos, com agendas em várias capitais do país.

 

Como implementar um sistema eficiente de governança da informação na saúde

Por Carlos Alberto Ferraiuolo Jr., diretor de tecnologia e produtos da Access

No Brasil, temos dois grandes desafios que exigem das organizações de saúde a implementação de um eficiente sistema de governança da informação: a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), prevista para entrar em vigor em agosto de 2020, que estabelece regras sobre a coleta, o tratamento, o armazenamento e o compartilhamento de dados pessoais gerenciados pelas organizações; e a Lei do Prontuário Eletrônico, que dispõe sobre a digitalização e a utilização de sistemas informatizados para a guarda, o armazenamento e o manuseio de prontuário de paciente, publicada em dezembro de 2018.

A má notícia para os responsáveis pelas políticas de governança da informação é que registros médicos são um dos alvos preferidos dos hackers. E violações e uso indevido de dados podem levar a roubo de identidade e processos caros.

Quando pensamos no ciclo de vida dos dados pessoais sensíveis na saúde, devemos lembrar que há todo um ecossistema interligado, que vai da clínica médica ao hospital, passa pelo laboratório, a farmácia, o próprio paciente e os agentes de saúde, bem como toda a esfera pública – como o Sistema Único de Saúde (SUS). Ou seja, alcança desde o registro de um simples cadastro em um consultório até a entrada em um Pronto Socorro de um hospital (público ou privado) e os dados ficam armazenados em cada uma dessas etapas.

Por isso, é preciso controlar quem tem acesso a esses dados confidenciais, com sistemas de gestão documental que integrem senhas e regras de permissão que garantam que as políticas de governança da informação sejam observadas em todo o seu ciclo de vida. O objetivo é que ferramentas integradas permitam estar sempre à frente dos requisitos de conformidade, o que significa que os documentos estejam sempre prontos para auditorias.

O treinamento deve ser um esforço contínuo para educar funcionários sobre políticas, ameaças atuais e como lidar com elas. E como os colaboradores são citados como o elo mais fraco na segurança digital, devem ser tratados como qualquer outro ponto de vulnerabilidade na empresa, com instruções claras sobre as ameaças de segurança que podem vir a enfrentar, e também, as consequências caso não sigam as práticas de um sistema eficiente de governança da informação. Na verdade, tudo é uma questão de alinhar pessoas, processos e tecnologia para a implementação de soluções de gestão documental que garantam a segurança digital das informações em todo o seu ciclo de vida, com customização e aplicação de regras de conformidade e de temporalidade.

Para fugir das multas e sanções previstas pela LGPD, todo cuidado é pouco.

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