Covid-19: RJ terá programa de vacinação itinerante para população de rua

Projeto de lei aprovado na Alerj quer vacina de dose única para moradores de rua. Veja mais políticas públicas para combate à pandemia no RJ

Um programa de vacinação itinerante contra o coronavírus para a população em situação de rua será criado no Estado do Rio. É o que determina o projeto de lei 4.037/21, do deputado Danniel Librelon (REP), que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou em discussão única nesta quinta-feira (24/06). A medida será encaminhada para sanção ou veto do governador Cláudio Castro.

O programa tem o objetivo de vacinar pessoas que fazem parte da população em situação de rua e que não estão cadastradas em nenhum tipo de instituição ou projeto social. O texto prevê que, prioritariamente, sejam usadas vacinas de dose única.

Grande parte da população em situação de rua no nosso estado vive às margens da pobreza e da total falta de dignidade, além do estado de pobreza extrema: sem documentos, sem teto e sem alimento. Num momento como o que passa o nosso estado, dentro de uma severa pandemia, essa é uma das parcelas da nossa população que mais sofre, e sofre calada, por não ter nenhum amparo do Poder Público”, afirmou o autor.

A medida poderá ser desenvolvida em parceria entre as Secretarias de Estado de Saúde e de Direitos Humanos e Assistência Social. A data do início do programa será definida pelo Governo e, antes de iniciar o procedimento de vacinação, os órgãos responsáveis poderão fazer um mapeamento para definir as regiões mais necessitadas, para início do processo. A norma deverá ser regulamentada pelo Poder Executivo.

Vacinação em Macaé – Público prioritário definido no Plano Nacional de Imunização (PNI), pessoas em situação de rua de Macaé (Rj) receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19 na Praça Veríssimo de Melo e no Centro Pop e cumpre mais uma etapa na estratégia do governo municipal de enfrentamento à pandemia. Cerca de 50 pessoas foram imunizadas. A vacinação foi promovida pela equipe da Coordenação do Consultório na Rua, ligada à Secretaria de Saúde, com o apoio dos técnicos da Casa da Vacina e da Secretaria de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos e Acessibilidade.

Vacinação de 50 pessoas em situação de rua em Macaé (Foto: Márcio Siqueira)

Hemorio pesquisa uso de plasma de pessoas vacinadas para tratar Covid

Além de responsável pela coleta de bolsas de sangue que são distribuídas para unidades de saúde estaduais, o Instituto Estadual de Hematologia (Hemorio) tem atuado no combate à pandemia da Covid-19. No mês passado, o Instituto iniciou a coleta de plasma (parte líquida do sangue) de doadores que tenham recebido as duas doses de vacina contra a covid-19.

O plasma coletado será usado em estudo inédito denominado Immuneshar, que vai testar uma nova opção de tratamento contra o coronavírus. O material será aplicado em pacientes maiores de 40 anos com covid-19 e que estejam na fase inicial da doença. pesquisa com o uso do plasma de pessoas vacinadas

O Diário Oficial desta segunda-feira (21/06) traz uma homenagem da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aos funcionários e voluntários do Hemorio. O deputado Jair Bittencourt (PP) foi autor da moção de louvor, aplausos e congratulações, devido aos serviços prestados pelo Hemorio em benefício da saúde da população fluminense.

A moção é uma homenagem simples, mas de reconhecimento ao valoroso trabalho de todos os funcionários e voluntários do Hemorio, representados pelo diretor-geral, Luiz Amorim, pela dedicação incansável na melhoria da qualidade da saúde da população do Estado do Rio de Janeiro”, justifica o vice-presidente da Alerj, Jair Bittencourt.

Passagem de ônibus gratuita para pessoas com síndrome pós-Covid

O projeto de lei 4293/2021, de autoria do deputado Jair Bittencourt (PP), oferece gratuidade em passagens de ônibus intermunicipais às pessoas que estejam em tratamento da síndrome pós-Covid, que necessitam de acompanhamento e tratamento de diferentes especialidades médicas.

Muitos sofrem com sintomas de fadiga, falta de ar, dores de cabeça, dores musculares, queda de cabelo, perda de paladar e olfato (temporária ou duradoura), dor no peito, tontura, trombose, palpitações, depressão e ansiedade, dificuldades de linguagem, raciocínio e memória. “Infelizmente além do risco de morte, é uma doença que pode acarretar sequelas graves”, completa Jair Bittencourt.

OUTRAS INICIATIVAS

Rio terá programa para portadores de alergia crônica

A Alerj aprovou em primeira discussão, nesta quinta-feira (24/06), o projeto de lei 1.318/19, do deputado Márcio Canella (MDB), para instituir o Programa de Atendimento aos Portadores de Alergia Respiratória Crônica no Estado do Rio de Janeiro. A medida ainda precisa passar por uma segunda votação na Casa.

O programa consistirá de aulas de Ginástica Respiratória nos Centros de Educação e Esportivos Estaduais de Orientação Educacional para as crianças, pais, educadores, profissionais de saúde e população interessada em geral. Caso aprovada, a norma dependerá da regulamentação do Executivo.

O projeto tem o objetivo de promover melhoras na qualidade de vida da população portadora da doenças respiratórias, em especial a asma e outras doenças crônicas do sistema respiratório, visando o bem estar destes e a saúde destes pacientes, uma vez que, possibilitará a redução dos efeitos da doença”, justificou o autor.

Medicina complementar ganha programa estadual no RJ

A Lei 9.345/21, que cria o Programa Estadual de Medicina Tradicional e Complementar/Alternativa, foi sancionada pelo governador Cláudio Castro e publicada, nesta sexta-feira (25), no Diário Oficial do Estado. A norma inclui tratamentos e terapias holísticas nas rotinas das unidades estaduais de saúde, conforme orientação profissional, nos termos da legislação em vigor.

O texto especifica como medicina complementar técnicas reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tais como acupuntura, homeopatia e fitoterapia. Além de incentivar estas práticas complementares nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado, a lei pretende aumentar ao acesso a este tipo de medicina, garantindo qualidade, eficácia e segurança no seu uso.

A iniciativa estimula alternativas inovadoras que contribuem para o desenvolvimento sustentável de comunidades, promovendo o envolvimento dos usuários, gestores e trabalhadores. Nas diretrizes, a norma propõe a elaboração de políticas de atendimento a todos os povos, independente de raça, etnia, sexo, cor, idade, de pessoas vulneráveis, de acolhimento ao dependente químico e demais políticas conforme orientação do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

“A Lei pretende criar condições para integrar técnicas e terapias, tradicionais e alternativas, que vem sendo cada vez mais utilizadas como parte do tratamento de diversas enfermidades, em praticamente todos os níveis de atenção à saúde, em todo o mundo”, justifica o deputado Eliomar Coelho (PSol), autor da proposta.

Fonte: Alerj, com Redação

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