Problema na próstata nem sempre é câncer: tudo sobre a doença de Temer

Hiperplasia benigna da próstata atinge 14 milhões de brasileiros acima de 50 anos e pode ser tratada com a cirurgia com laser verde

Rosayne Macedo
O presidente Michel Temer se submeteu a uma cirurgia para desobstrução do canal da uretra (Reprodução de Internet)
O presidente Michel Temer se submeteu a uma cirurgia para desobstrução do canal da uretra (Reprodução de Internet)
O presidente Michel Temer se submeteu a uma cirurgia para desobstrução do canal da uretra (Reprodução de Internet)

Nem sempre um problema na próstata é sinal de câncer. Na maior parte dos casos, aliás, trata-se de um problema benigno que pode ter rápidas solução e cura. A hiperplasia benigna da próstata (HBP) – e não o câncer, como muitos pensam –  é a doença mais comum da próstata e atinge cerca de 50% dos homens com mais de 50 anos.

São aproximadamente 14 milhões de brasileiros, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a maior parte acima dos 70 anos.  Foi esta doença, aliás, que levou o presidente Michel Temer, de 77 anos, recentemente a se submeter a uma cirurgia em São Paulo para corrigir a desobstrução do canal uretal.

“A HBP está relacionada ao crescimento anormal da próstata, que comprime a bexiga e obstrui parcial ou totalmente a uretra, prejudicando o fluxo da urina. É uma doença silenciosa, que causa vontade constante de urinar e pode provocar, em casos mais raros, infecção urinária e insuficiência renal”, explicou o urologista Flavio Trigo, do Hospital Sírio-Libanês, onde o presidente ficou internado em São Paulo e fez a cirurgia de ressecção da próstata.

Primeiro o presidente teve que fazer, ainda em Brasília, uma sondagem vesical, quando se introduz um cateter através da uretra até a bexiga para drenar a urina. O médico descobriu que a obstrução urológica foi provocada pelo inchaço da próstata que acabou comprimindo o canal urinário. Essa pressão também provocou pequenas hemorragias, que formaram coágulos e que bloquearam a saída da urina. Depois de uma limpeza na região, o urologista fez uma raspagem na próstata para diminuir o tamanho da glândula e liberar o canal urinário.

Terapia com laser verde reduz o tamanho da próstata

Atualmente, é possível tratar a doença de forma minimamente invasiva, utilizando a terapia com laser verde para diminuir o tamanho da próstata. O procedimento é mais efetivo e apresenta menos sangramento e riscos ao paciente, reduzindo o tempo de recuperação e internação quando comparado à cirurgia tradicional.

A tecnologia com laser verde que já está disponível nos hospitais consegue tratar uma próstata seis vezes maior que o normal, é mais rápida, evita sangramentos e não oferece risco para pacientes cardíacos. Além disso, o tratamento de vaporização da próstata por meio do laser reduz o tempo de internação e recuperação – o paciente tem alta entre 12h e 24 horas.

O uso do laser para tratar a HBP  é um procedimento ambulatorial, com menor sangramento e já consagrado nos Estados Unido, disse o presidente da SBU, Archimedes Nardozza. Outra novidade é o uso da ressonância magnética multiparamétrica da próstata. “É indicada após a falha de algumas biópsias da próstata na tentativa de diagnóstico do câncer. Com esse exame é possível mostrar exatamente em qual área é necessária a biópsia”, explica Nardozza.

Cartilha sobre a Saúde do Homem

Novidades em tratamento de doenças urológicas foram apresentadas em agosto, durante o 36º Congresso Brasileiro de Urologia, realizado em Fortaleza, que reuniu mais de 4 mil especialistas. Além do laser verde, imunoterapia nos cânceres urológicos, células-tronco no tratamento da disfunção erétil,  rastreamento e vigilância ativa no câncer de próstata foram alguns dos destaques do evento.

Ainda durante o congresso foi lançada a Cartilha Urológica sobre a Saúde do Homem, que pode ser baixada gratuitamente da internet (veja aqui). Em linguagem simples, o guia apresenta as principais doenças que acometem os homens, seus sintomas, causas, incidência e tratamentos.

“O homem enumera motivos para não procurar um médico: não tem tempo, não sente nada de errado, além do medo de descobrir alguma doença. Mas não percebe que com a prática regular de cuidar de si mesmo pode viver melhor, com mais saúde e qualidade de vida”, afirma o urologista baiano  Wagner Porto, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

Retirada da próstata nos casos de câncer causa incontinência urinária

O tratamento para o câncer de próstata mais comum ainda é a prostatectomia radical, mas a solução dos efeitos colaterais da retirada da próstata – como a incontinência urinária – ainda causa dúvidas. Estima-se que 4% dos homens que retiraram a próstata vão apresentar incontinência urinária de forma crônica, quando os músculos esfincterianos perdem sua capacidade de reter a urina.

Para casos moderados e graves, é indicado a colocação de um esfíncter urinário artificial – uma prótese que substitui o mecanismo natural de continência. “O esfíncter urinário artificial é o padrão ouro para o tratamento da incontinência urinária masculina pós-prostatectomia. No Brasil, o tratamento efetivo já tem ajudado milhares de homens a voltar a rotina”, explica o urologista Flávio Trigo.

Fonte: Hospital Sírio-Libanês, Agência Brasil e Agência NoAr, com Redação

 

 

5 Comments
  1. Alexandre Andrade 6 meses ago
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