De peito aberto: as dores e delícias da amamentação

Documentário retrata obstáculos pessoais, sociais e familiares de seis mães de diferentes realidades socioeconômicas para conseguirem amamentar os seus bebês exclusivamente nos primeiros seis meses de vida

Redação
de peito aberto

Eu senti dor, tive dificuldades, chorei, mas nunca desisti. E sempre me perguntava: por que ninguém me avisou que era tão difícil assim? Eu tive de conquistar e construir essa relação, que depois me trouxe muita alegria. E o sentimento depois era: não quero que ninguém mais passe por isso”, declara Graziela Mantoanelli.

A partir de sua experiência com amamentação ela resolveu fazer um filme sobre o tema. ‘De Peito Aberto’, documentário de Graziela sobre as dores e delícias da amamentação, retrata os obstáculos pessoais, sociais e familiares de seis mães de diferentes realidades socioeconômicas para conseguirem amamentar os seus bebês exclusivamente nos primeiros seis meses de vida, como recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS). 

A pré-estreia do filme ocorreu neste sábado (4), na Unibes Cultural, em São Paulo. A ideia surgiu como um aprofundamento do documentário ‘Comer o Quê?’, também da Deusdará Filmes, ao perceber que o aleitamento é o início de uma boa história de alimentação. E é muito mais do que isso. Logo surgiu a vontade de voltar as lentes para um assunto vivido na pele pela diretora, que passou por inúmeras dificuldades para amamentar sua filha, das mais banais às mais complexas.

Ela conta que começou a pesquisar filmes sobre amamentação e viu que a maioria pendia para um olhar técnico-informativo. O desejo era passar informação de qualidade e também criar uma identificação, tocar na sensibilidade e na alma de cada mulher criando imagens reais, para que mães de todo o Brasil pudessem se sentir presentes. Informar, contar histórias, levantar questões, fomentar a discussão e o mais importante: tocar o público.

Um retrato poético do aleitamento

‘De Peito Aberto’ apresenta temas e questões emocionais, culturais e de saúde que afetam o processo de amamentação, apresentando o passo-a-passo do desenvolvimento da criança. O filme conta depoimentos de especialistas internacionais, como Carlos Gonzalez, Fabiola Cassab, Jack Newman, Laura Gutman e Moises Chencinski, entre muitos outros, além de exibir a história de outras mulheres e famílias engajadas com o tema.

A proposta é ressaltar a importância da amamentação em suas inúmeras esferas de atuação: prevenção de doenças; criação de vinculo mãe-bebê e melhora na qualidade de vida. Um retrato poético do aleitamento, destinado a mães, pais e famílias. Um convite ao envolvimento de toda a sociedade com um tema dos mais importantes para o presente e o futuro do país.

A partir do dia 7 de agosto o documentário estará disponível para exibições de cunho social, pela plataforma VideoCamp, que permite a realização de sessões gratuitas seguidas de debate em todo o Brasil. “Antes mesmo de fazer o lançamento comercial, queremos que o filme seja disponibilizado para redes de apoio ao aleitamento e profissionais envolvidos com o tema”, defende Graziela.

O filme foi financiado por 700 benfeitoras e realizado “no peito e na raça”, sem qualquer apoio governamental ou patrocínio de marcas. A diretora enxerga o lançamento social como uma continuidade desse processo. A proposta é alcançar, pelo VideoCamp, toda a rede de apoio à amamentação, engajando a audiência para o próximo desafio, que é lançar o filme para o público mais amplo.

Além do filme, o público ainda poderá conferir mais 24 episódios exclusivos do documentário nas redes sociais do projeto. Para ter acesso, basta visitar o site do documentário (www.depeitoaberto.net) e criar uma sessão de cinema em qualquer parte do Brasil.

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