Desconectada ficava a sua avó no século passado

Idosos estão cada vez mais ligados em novas tecnologias, pricipalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. No Nordeste, quase metade da população acima dos 60 já usa a internet

Redação

Pessoas que até pouco tempo atrás ainda eram consideradas “analógicas”. Mas, o desenvolvimento da tecnologia tem aberto espaço para as mais diversas faixas etárias, inclusive para os que têm 60 anos ou mais. A TIM, líder na cobertura 4G do Brasil, fez um levantamento para analisar o comportamento de homens e mulheres dos segmentos Pré, Controle e Pós a partir desta idade e como é a relação deles com o avanço tecnológico nos dias atuais.

Os dados revelaram que 61% dos clientes acima dos 60 anos utilizam pacotes de dados. Isso pode ser atribuído pela popularização da internet via celular, bem como pelo crescimento do uso dos smartphones. O levantamento ainda aponta que as mulheres, quando o assunto é quem usa mais a internet, têm vantagem – 63% delas usam dados.

A pesquisa também levou em consideração onde estão os idosos mais conectados do País. Os “vovôs” e vovós” do Rio de Janeiro e da capital paulista são os maiores fãs da internet com, respectivamente, 72% e 71% das conexões brasileiras. Outro dado interesse é que quase a metade das pessoas acima de 60 anos moradoras da região Nordeste utilizam a grande rede.

Curtidas e bate-papo pelo “zap”

Quando o quesito é sobre o que acessam na internet, as redes sociais são os grandes destaques, seguidos pelos apps de comunicação e os de serviços de streaming de vídeo. Se somados, estes três primeiros itens configuram 55% dos aplicativos mais utilizados pela geração 6.0.

Os aplicativos para relacionamento, jogos e alimentação já aparecem como sendo alguns já buscados, mas ainda não despertaram interesse por parte deste público, com somente 1% de utilização pela base de clientes.

O Facebook é o aplicativo mais utilizado por quem tem 60 anos ou mais. A plataforma foi apontada por 97,3% e só fica na frente do WhatsApp (97,1%). O Youtube também se destaca e está na terceira posição de aplicativos mais acessados, com 95,1%.

Animais de estimação também ajudam

Muitos estudos indicam que os animais de estimação podem trazer diversos benefícios para os humanos. Na terceira idade, porém, as vantagens de conviver com um pet são ainda maiores. A falta de uma ocupação diária e muitas vezes a solidão, faz com que os idosos não sintam-se motivados a se exercitar, manter os cuidados com a casa e até a manterem vínculos sociais. A responsabilidade de cuidar de um animalzinho e o carinho e companhia que ele traz, tem se mostrado como um ótimo remédio, ou ao menos, ótima vitamina para tantos avós e avôs.

Uma pesquisa publicada no National Center for Biotechnology Information, indicou que os idosos que têm um animal em casa apresentam maior bem-estar psicológico e físico. Além disso, dois terços das pessoas na terceira idade consideraram os animais como seus “melhores amigos” e “razão para se levantar de manhã”, e setenta e cinco por cento consideraram sua saúde “excelente” com os pets. Tuo isso porque eles podem ajudar a diminuir o estresse, depressão, mau humor, insônia, falta de apetite e dor.

Carolina Rocha, médica veterinária e fundadora da Pet Anjo, plataforma de plataforma que oferece Dog Walker, Pet Sitter e Hospedagem Familiar, lembra a importância dos idosos possuírem um animal de estimação. Além disso, dá dicas de como promover esse convívio.

Saúde Física
Adultos com mais de 65 anos precisam de pelo menos, uma vez por semana, duas horas de atividades físicas. Com os bichinhos, os idosos têm uma justificativa para realizá-las, o que inclui passear e caminhar com o cão, e acompanhado a atividade se torna mais agradável. Além disso, as brincadeiras sempre deixam o dono em movimento constantemente.

Qual animal escolher?
É importante que o animal não traga preocupações e dores de cabeça para o idoso, por isso, é necessário analisar as características e saúde do bichinho.

  • O ideal é escolher um animal adulto, já que possuem a personalidade mais desenvolvida e tem menos chances de apresentar comportamentos mais agitados, como destruição de objetos, incômodos causados por filhotes. Além do mais, a iniciativa estimula a adoção daqueles animais que poucas chances têm em ser adotado.

  • O tamanho é importante. O recomendado um animal de pequeno e médio porte para que não leve a acidentes devido à força

  • Em relação às raças, é recomendado um animal sem raça definida, o “vira lata”, já que tende a ser muito afetuoso e ter menos problemas de saúde. Em uma ONG ou abrigo, o responsável poderá indicar qual personalidade lá se dará bem com o idoso.

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