O que cada um de nós podemos fazer para proteger nossos oceanos?

Conheça o ‘Arte nos Oceanos’, que vende obras de arte para ajudar o projeto Minha Urca, para promover a limpeza da Praia Vermelha, no Rio

Na Semana Mundial do Meio Ambiente, celebramos também o Dia Mundial dos Oceanos (8/6), que lembra que somos responsáveis pela preservação da imensidão azul no planeta Terra. Para a edição de 2021, o evento promove um movimento global para que os líderes mundiais se comprometam a proteger pelo menos 30% dos oceanos até 2030. Mas o que nós podemos fazer no dia a dia para ajudar como cidadãos?

Isabel Siano, da ONG Million Dollar Vegan, lista uma série de medidas para salvar os oceanos, como o fim do consumo de peixes, o que já auxilia a equilibrar o ecossistema predador-presa no mar. “As redes de pesca descartadas já são uma das principais fontes de plástico do oceano e uma das maiores ameaças aos animais marinhos. Além disso, a pesca predatória está atacando a biodiversidade dos nossos mares e os cientistas já alertam que podemos ter oceanos sem peixes até 2048”, diz ela.

Outra ação muito importante vêm da organização civil organizada, com projetos de mutirões ou ações permanentes de limpeza das praias. Em comum, esses projetos têm como objetivo mudar a paisagem real das praias cariocas, que eternizaram o Rio de Janeiro no imaginário turístico mundial, mas que hoje sofrem com a falta de educação e de higiene por parte de alguns frequentadores.

O Minha Urca é uma dessas iniciativas. O projeto de educação ambiental faz um trabalho de sensibilização e limpeza da Praia Vermelha por meio de mutirões. Iniciado em novembro de 2020, o projeto tem como missão tornar a Urca o primeiro bairro lixo zero do Rio. Para Ivy Tinoco, uma das idealizadoras do Minha Urca, é urgente o debate sobre o impacto do lixo no mar.

Ir à praia é um dos prazeres mais democráticos que existe e está na cultura do carioca. Porém, em pleno 2021, ainda é necessário que grupos de cidadãos se unam e coloquem a mão na massa, recolhendo lixo e separando recicláveis, para que os demais banhistas se conscientizem”, conta ela, que junto ao engenheiro ambiental francês Lucas Romão, fundou o Minha Urca.

Mas como transformar a Urca no primeiro bairro lixo zero do Rio? “Queremos fazer barulho através do exemplo. Estão programadas diversas ações de coleta, e novos voluntários são sempre bem-vindos. A divulgação é feita pelo perfil @minhaurca, no Instagram”, convida Ivy. 

Arte pelos Oceanos

Para dar visibilidade ao tema e garantir recursos para a ampliação de sua atuação, o projeto se associou a 18 dos principais nomes do muralismo e do grafite nacional, na ação “Arte pelos Oceanos”. Desde 15 de abril até este 8 de junho, Dia Mundial dos Oceanos, a venda de fine arts da produtora Aborda reverte 40% do lucro para o projeto Minha Urca investir na aquisição de luvas, máscaras e sacolas recicláveis para as ações de limpeza das praias.

Diretora da Aborda, responsável por convidar e engajar os artistas participantes do “Arte pelos Oceanos”, Carolina Herszenhut acredita no papel transformador da arte na sociedade. “A partir e através dela (a arte) podemos falar sobre qualquer assunto e, mais ainda, mobilizar diferentes camadas da sociedade. E essa ação é sobre isso. Convidamos 18 artistas de diferentes lugares do Brasil que, passando por técnicas que vão da pintura a óleo, colagens até a xilogravura, mostram como, a partir do olhar deles, podemos falar sobre esse tema que nos é tão caro: os nossos oceanos”, explica Carolina.

A Arte pelos Oceanos foi estimulada pelo início da Década do Oceano, proposta das Nações Unidas (ONU) que vai de 2021 até 2030, para estimular a proteção da biodiversidade e o papel central do uso sustentável dos seus recursos dos mares à medida que se enfrentam as realidades das mudanças climáticas. Entre 2015 e 2019, foram realizadas mais de 29 mil necropsias de aves, répteis e mamíferos marinhos encontrados nas praias do Sul e Sudeste do Brasil. Ficou registrado que 85% dos que ingeriram resíduos sólidos, inclusive plástico, são espécies ameaçadas de extinção.

A Arte nos Oceanos é correalizado com as agências Cataldo Design e Lumo Comunicação e apoio do Ateliê Dois e Meio, além de diversos padrinhos e madrinhas que emprestam seu tempo, carinho e a influência de suas redes sociais para a divulgação da ação. Com preço único de R$ 120 (mais o frete), as obras pode ser entregues para todo o Brasil. As artes têm tamanho A3 e serão enviadas após o término da ação.

NOTA DA EDITORA – Parabéns aos envolvidos! Por mais atitudes sustentáveis nobres e belas como esta!

Com Assessorias

Ivy Tinoco e Lucas Romão: fundadores do Minha Urca (Foto: Carla Alves)

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