Como reconhecer os sintomas da diabetes?

Especialistas explicam como a insulina age no organismo, como ocorre a doença e quais as formas de prevenção e tratamento

Redação

O diabetes é uma doença crônica provocada pela produção insuficiente ou ação deficiente da insulina, hormônio que  tem a função de quebrar as moléculas de glicose (açúcar) transformando-as em energia para manutenção das células do nosso organismo. Se não controlada, a doença pode acarretar danos a diversos órgãos e ainda provocar complicações nas artérias que nutrem o coração, os olhos, os rins e os nervos. Em casos mais graves, pode até levar à morte.

Quando a pessoa tem diabetes os níveis de glicose se elevam e uma alimentação adequada e medicamentos, incluindo insulina, são necessários para normalização da glicemia. Por essa razão, portadores desta condição crônica devem controlar diariamente os níveis de glicose no sangue, pois tanto a hiperglicemia, aumento das taxas de glicose no sangue; como a hipoglicemia, a queda dos níveis de glicose no sangue, podem levar a graves complicações.

Ao contrário do que muitos pensam, não é provocado pelo exagero no consumo de doces, mas pelo aumento de peso provocado por hábitos alimentares errados, associado à falta de atividade física. O excesso de calorias ingeridas, que não é utilizada para o gasto energético, acumula-se na forma de gordura, levando ao aumento do risco do desenvolvimento do diabetes.

“A prevalência de diabetes está intimamente relacionada à presença de fatores de risco, como, por exemplo, idade acima de 45 anos, excesso de peso, histórico familiar de diabetes, sedentarismo, presença de outras doenças associadas, como pressão alta e alteração de colesterol e triglicérides, e apneia do sono”, explica Renata Marques, diretora de Gestão de Saúde da Care Plus.

Segundo a endocrinologista Livia Porto, do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o aumento de casos e de diagnósticos são consequência do crescimento do sedentarismo, maus hábitos alimentares e da obesidade em pessoas jovens.

Notamos cada vez mais cedo, pacientes adultos jovens sendo diagnosticados com a doença. Isso acontece, pois, o estilo de vida inadequado tem crescido e tem sido antecipado, por conta da falta de atividade física e do consumo de alimentos ultra e microprocessados. Outro ponto importante é o aumento da obesidade, uma doença totalmente relacionada ao diabetes”, explica.

Maioria não sabe que tem a doença

Segundo projeção da Federação Internacional de Diabetes , 212 milhões de pessoas, o que equivale à metade dos adultos que têm a doença, ainda não foram diagnosticados. Estudos da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) apontam que mais de 60% das pessoas não sabem que têm a doença, caracterizada por uma disfunção metabólica crônica decorrente da deficiência na secreção de insulina , que pode ser causada por fatores genéticos ou pela obesidade.
O pré-diabetes atinge 40 milhões de pessoas e 25% delas se tornarão diabéticos em até cinco anos. Com o acompanhamento anual de um médico clínico geral ou endocrinologista, realização de exames laboratoriais de rotina, como os de glicemia de jejum e hemoglobina glicada, e avaliação de IMC (Índice de Massa Corpórea) e circunferência abdominal, é possível prever esse estado e evitar a progressão da doença.

A diabetes é caracterizada pela elevação da glicose no sangue, que pode ocorrer devido a defeitos na secreção ou na ação da insulina. O corpo precisa da insulina para transformar o açúcar – obtidos por meio da alimentação –  em energia. Com o nível de glicose alto (hiperglicemia), os órgãos, vasos sanguíneos e nervos podem sofrer danos”, explica a endocrinologista Christiane Carvão, do Centro de Estudos e Pesquisas da Mulher (Cepem).

O problema da sobrecarga de glicose na circulação é que ela gera um processo inflamatório nada favorável aos vasos sanguíneos. O alto nível de açúcar no sangue acelera a aterosclerose – o endurecimento e o estreitamento dos vasos. “Os altos níveis de açúcar no sangue por tempo prolongado podem levar a complicações como a retinopatia diabética ou até perda de visão, doenças cardíacas, acidente vascular encefálico (AVE), neuropatia diabética ou mesmo uma insuficiência renal que pode, no extremo, levar à necessidade de diálise”, afirma  Adriano Cury, endocrinologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Como reconhecer os sintomas

O diabetes tipo 2 é muito prevalente e, na maioria das vezes, é completamente assintomática, dificultando a identificação. Segundo o médico, os sinais mais comuns de diabetes são de fácil identificação e incluem sede frequente, rápida perda de peso, micção constante, visão embaçada, cansaço e cicatrização lenta de cortes e feridas. O problema, no entanto, é que quando a taxa de glicose no sangue está alta, pois o corpo pode se comportar de uma forma que pode ser confundida com outra condição.

“A pessoa pode se sentir cansada, sem energia, não perceber outros sintomas relacionados com o aumento da glicose no corpo e pensar que tem outros problemas de saúde”, exemplifica Cury. E para complicar, é comum durante a fase de pré-diabetes não haver sintomas claros da doença. “Essa pessoa poderá ter níveis de açúcar no sangue mais altos que o normal, mas não o suficiente para que seja classificada como diabética”, lembra o especialista da BP.

Portanto, os sinais devem ser melhor investigados e interpretados como um alerta. Ao receber o tratamento adequado, mudar o estilo de vida e controlar os níveis de açúcar no sangue o indivíduo terá uma melhora geral da saúde e ganho de qualidade de vida, evitando complicações graves. “Se esse paciente apresenta sintomas relacionados ao diabetes, ele precisa de uma avaliação para confirmar ou não o diagnóstico e fazer o acompanhamento de perto”, adverte o endocrinologista.
É importante enfatizar que o diabetes é uma doença crônica. E o tratamento, segundo Cury, é individualizado e envolve o controle rigoroso do colesterol e do índice glicêmico do paciente, com a adoção de medicamentos, dieta, cessação do tabagismo e a manutenção de hábitos de longevidade e proteção cardiovascular. “Além do endocrinologista, o cardiologista e o oftalmologista são dois aliados nesses cuidados de longo prazo, adotados para que o diabético evite ou reduza a progressão das complicações micro e macrovasculares”.

De acordo com o médico, a diabetes pode ser uma doença genética ou desenvolvida por conta dos seus hábitos diários, portando é necessário prevenir este mal com mudanças na alimentação, prática de exercícios físicos, realização de exames, acompanhamento médico, adaptação da rotina de sono, redução dos níveis de açúcar no sangue, evitar o estresse, cigarros e álcool.

Atenção aos sinais que indicam a doença

“O diabetes é uma doença silenciosa, 50% dos portadores desconhecem o diagnóstico devido à falta de sintomas”, explica Dra. Livia Porto. Sintomas como fraqueza, fome, sede e ganho de peso aparecem com frequência, embora a doença possa ser assintomática. Veja alguns dos principais sintomas:
  • Aumento de sede e do apetite;
  • Aumento das vezes que a pessoa urina;
  • Alteração visual (visão embaçada);
  • Boca seca;
  • Perda de peso sem motivo aparente;
  • Fraqueza e fadiga;
  • Náuseas e vômito;
  • Infecções
Pessoas que têm histórico familiar de Diabetes, como mãe ou pai com a doença, devem ficar atentos e incluir no dia-a-dia a prática de atividade física e evitar o aumento de peso. O vilão das dietas não é o açúcar ou gordura, mas o excesso de calorias ingeridas.
Diabéticos podem ingerir doces de forma equilibrada, em pequena quantidade, desde que reduzam o total de carboidratos durante o dia. Devem também aumentar a prática de atividade física, para “queimar” o excesso ingerido ou aumentar a dose de insulina antes das refeições. Outra opção é o uso de adoçantes.
O ideal é sempre ter a orientação de um nutricionista ou endocrinologista. Viver com diabetes não pode virar um fardo, mas um alerta para controlar a alimentação equilibrada e uma vida saudável.

Entenda o diabetes

O diabetes é uma doença provocada pela produção insuficiente ou ação deficiente da insulina, hormônio que regula a quantidade de glicose no sangue. Quando a pessoa tem diabetes os níveis de glicose se elevam e uma alimentação adequada e medicamentos, incluindo insulina, são necessários para normalização da glicemia.  Por essa razão, portadores desta condição crônica devem controlar diariamente os níveis de glicose no sangue, pois tanto a hiperglicemia, aumento das taxas de glicose no sangue; como a hipoglicemia, a queda dos níveis de glicose no sangue, podem levar a graves complicações.

tipo 2 é o mais prevalente

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, divulgados em 2016, entre 90% e 95% das pessoas com diabetes se enquadram na categoria tipo 2, que é quando o organismo não produz insulina suficiente para controlar a taxa de açúcar no sangue, ou não é capaz de usar adequadamente a que produz. O Diabetes Mellitus tipo 2 tem origem na resistência do organismo à insulina, perdendo a capacidade de responder aos efeitos do hormônio que controla a taxa de glicemia nas células, sobrecarregando o pâncreas. Ao longo do tempo, esse quadro causa a falência do órgão, que deixa de produzir o hormônio, levando ao diagnóstico deste tipo de diabetes.

Fatores genéticos são muito importantes neste tipo: 89% deles estão relacionados à hereditariedade. Portadores de diabetes tipo 2 (DM2) usualmente é filho de pai, mãe ou ambos com diabetes. A doença costuma aparecer em idades mais avançadas, geralmente a partir dos 40 anos. Aparece mais em adultos acima dos 30 anos de idade e está diretamente ligada à alimentação errada, sobrepeso e obesidade. Alimentação inadequada, rica no consumo de carboidratos e de alimentos processados, sedentarismo, obesidade, histórico familiar da doença e estresse são fatores de risco importantes para o desenvolvimento do diabetes tipo 2.

“O diabetes tipo 2 ocorre quando a insulina não consegue exercer adequadamente o seu papel no organismo. Esse tipo da doença é o que mais cresce no mundo e está associado, principalmente, à obesidade e ao sedentarismo, mas também tendo como fator importante a genética familiar”, diz Christiane.  O diabetes tipo 2 é a principal causa de novos casos de cegueira, derrames cerebrais, infarto do miocárdio, amputações de membros, insuficiência renal e transplante renal no mundo. “O que pode levar o paciente a morte não é a descompensação da glicose no sangue, mas sim suas complicações”, comenta Dra Livia.

Quanto à prevenção do Tipo 2, cabe enfatizar a alimentação correta e equilibrada, combate à obesidade, consumo muito moderado de bebidas alcoólicas, prática regular de exercícios físicos (sempre com orientação médica) e abandono do tabagismo. Neste tipo, o estilo de vida é decisivo, tanto que mesmo tendo os pais diabéticos, um indivíduo que pratica esportes com regularidade, segue uma alimentação balanceada e mantém peso normal pode passar toda a vida sem jamais desenvolver a doença.

Os tipos de diabetes

Esta doença possui vários estágios com intensidades e sintomas diferentes, como por exemplo, a pré-diabetesdiabetes tipo 1, diabetes tipo 2 e a diabetes gestacional. Todas elas possuem tratamento específico e devem ser diagnosticadas por um médico especialista que lhe receitará medicações, dietas, tratamentos e até cirurgias dependendo da situação. O secundário ao uso de medicações, secundário a pancreatite, diabetes neonatal, entre outros.

Diabetes tipo 1 – As células responsáveis pela defesa do organismo acabam atacando outras, capazes de sintetizar insulina, por causa de um defeito no sistema imunológico. Geralmente é diagnosticado na infância ou na adolescência e acontece quando o sistema imunológico ataca as células do pâncreas, comprometendo a liberação da insulina e aumentando assim os níveis de glicose no sangue.

A doença autoimune não está associada ao excesso de peso. É tratada com injeções de insulina. No entanto, também pode aparecer na fase adulta.  Caracteriza-se pela ausência de produção de insulina, um hormônio produzido pelas células beta pancreáticas, responsável pela manutenção dos valores de glicose dentro da normalidade. O tratamento consiste na administração da insulina diariamente.

Diabetes gestacional – Durante a gravidez, a mulher pode desenvolver a diabetes gestacional. Isso porque a placenta produz hormônios que reduzem a ação da insulina para permitir o crescimento do bebê, aumentando as taxas de glicose no sangue. A condição ocorre quando esse processo provoca um aumento dos níveis de açúcar acima do ideal. Como seus sintomas são silenciosos, é fundamental fazer um acompanhamento durante a gestação.

Diabetes Mody – Também há o MODY, que geralmente afeta pessoas com menos de 25 anos de idade. Transmitido de forma genética, é resultado de um defeito primário na secreção da insulina. Para a identificação da doença, o Fleury Medicina e Saúde  oferece o Painel Genético para Diabetes do tipo Mody.

Causas

“O diabetes tipo 1 é autoimune, ou seja, por algum motivo ainda desconhecido, o sistema de defesa da pessoa destrói o pâncreas –  a fábrica de insulina -, pois encara o órgão como um ‘inimigo’”, orienta Christiane. Os fatores de risco para esse tipo de diabetes são o histórico familiar de doenças autoimunes (lúpus, doença de tireoide, artrite reumatoide), algumas infecções virais e o estresse. 

Além de questões genéticas e a falta de hábitos saudáveis, causados por sedentarismo e alimentação rica em gordura saturada e açúcar, existem outros fatores de risco como pressão alta, colesterol alto, sobrepeso, doenças renais crônicas, síndrome de ovários policísticos, diagnóstico de distúrbios psiquiátricos, apneia de sono e a própria gravidez, em casos de diabetes gestacional. Outros fatores de risco envolvem uso de algumas medicações, como corticoides, antipsicóticos, uso de medicamentos da classe dos glicocorticoides,  entre outros. 

Riscos

“O diabetes descontrolado pode causar uma série de complicações ao organismo. No sistema circulatório, ele pode levar ao infarto, causar falta de sangue nas pernas (doença vascular) e acidente vascular cerebral (AVC). Já no sistema nervoso, pode gerar a destruição de fibras nervosas responsáveis pela sensibilidade, a sensação de dor constante e a dormências nas mãos e pés. Para o sistema urinário, a doença pode acarretar insuficiência renal. Além disso, pode causar a sensação de ‘estômago inchado’, má digestão, diarreia, dificuldade de controlar as evacuações, disfunção erétil e cegueira”, conta a médica.

Prevenção

“A principal forma de prevenção é ter uma vida saudável, moderando o estresse, evitando ganho excessivo peso, praticando atividades físicas e mantendo uma alimentação saudável, rica em verduras, legumes, carnes magras e gorduras insaturadas”, indica Christiane.

A endocrinologista do Hapvida Saúde, Natasha Vilanova, destaca que a manutenção de hábitos saudáveis pode diminuir os riscos de desenvolver a doença. “A prevenção continua sendo o principal foco, e pode ser feita por meio da alimentação saudável, do consumo de comida saudável, como frutas, legumes, verduras, ovos e carnes, além da prática exercícios físicos regularmente”, afirmou.
Dessa maneira, o diabetes tipo 2 é uma combinação de uma importante herança genética somada a hábitos de vida como sedentarismo e alimentação hipercalórica.

Prevenção

Evitar o diabetes significa afastar essa ameaça. E não é difícil seguir esse caminho. “Primeiro, é necessário avaliar a presença de fatores de risco, como tabagismo, excesso de gordura abdominal, hipertensão, sedentarismo, dieta pobre em fibras e história de diabetes na família. Quando esses fatores existem, o acompanhamento com um profissional de saúde promove uma melhora gradual no estilo de vida e reduz o risco de desenvolver a doença em cerca de 60%”, alerta o cardiologista.

Controlar o peso, praticar atividades físicas regulares, reduzir carboidratos, bem como realizar refeições em horários regulares são atitudes que podem prevenir o diabetes tipo II, além do controle definitivo da doença e, consequentemente, o bom funcionamento do coração.

“Há muitos e fortes motivos para prevenir a ocorrência desse mal e, mais ainda, para tratá-lo de modo eficaz assim que se descobre a sua existência. Como os sintomas não são imediatos, o controle médico periódico, com a realização de exames de sangue, é muito importante para o diagnóstico anterior ao aparecimento dos primeiros problemas”, alerta Dr. Saraiva.

Tratamento

Quando o diabetes é diagnosticado, o tratamento deve ser imediato e regular. O tratamento correto, o acompanhamento médico e o controle regulares são decisivos, pois garantem boa qualidade da vida em grande parte dos casos. O médico determinará se há necessidade de administração de insulina, sua frequência e dosagem. Em alguns casos, pode ser necessário uso de medicamentos para controlar a glicemia do paciente.

Em todos os casos, o controle da dieta, a redução drástica do consumo de açúcar e doces, emagrecimento saudável e prática de exercícios físicos ajudam muito no reequilíbrio dos níveis de glicose no sangue. “Também é recomendável a interação com núcleos de convivência de pacientes, nos quais a troca de experiências e a ajuda mútua e solidária contribuem muito para a boa condição psicológica de todos, com impacto positivo na terapêutica. Esses grupos podem ser encontrados nos serviços públicos, ONGs da área da saúde ou serviços de voluntariado”, orienta o presidente da Socesp.

MUDANÇA DE HÁBITOS

Apesar dos números alarmantes, o diabetes tem fácil diagnóstico. O tratamento consiste, principalmente, na adoção de hábitos de vida saudáveis, com a prática regular de atividades físicas, com uma alimentação baseada em uma dieta pobre em açúcar e carboidratos e com o uso de alguns medicamentos. Para realizar o tratamento, é necessário o controle da glicose no sangue, por meio de um monitor de glicemia ou bombas de insulina.

“Ao contrário do que se pensa, o diabetes tipo 2, quando recém-diagnosticado, pode ser curado se a pessoa logo adquirir novos hábitos de vida e fazer uso correto da medicação. O diabético tipo 1, apesar de ter uma condição ‘incurável’, pode e deve levar uma vida normal, apenas tendo um pouco mais de disciplina em manter uma alimentação saudável, monitorando os valores da glicose e aplicando insulina de acordo com sua alimentação”, explica Dra Christiane.

Cerca de 70% dos portadores de diabetes têm dificuldades em tomar medicações e manter o estilo de vida saudável. “Quando já diagnosticado, dependendo da gravidade, o diabetes pode ser controlado com a realização de atividade física e adoção de estilo de vida e alimentação saudável, mesma fórmula que evita o desenvolvimento da doença. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose”, diz Dra Lívia.

Novos medicamentos

Nas situações em que há a necessidade de medicação, é preciso cumprir as prescrições médicas rigorosamente, criando mecanismos para evitar que a dose diária seja esquecida. Nos últimos anos, novos medicamentos surgiram e ampliaram as opções para o tratamento desta enfermidade. Entre os fármacos que podem ajudar no tratamento estão os análogos do hormônio GLP-1 e os inibidores da SGLT-2, além de uma nova geração de insulinas. Uma nova geração de insulinas também tem melhorado a posologia para os pacientes. Algumas dessas novas medicações têm custo elevado, o que dificulta a adesão.

Além disso, mesmo com essas novas associações de medicações e insulinas é fundamental que o paciente siga o tratamento. “A adesão não é fácil, pois trata-se de uma doença crônica e progressiva, com muitas comorbidades. Ainda estamos longe de vencer a luta contra a doença”, aponta Dra Livia.

Quando o tratamento clínico não consegue controlar adequadamente o diabetes, uma opção é a cirurgia metabólica. Atualmente, no Brasil, o procedimento é autorizado em casos de IMC acima de 30 kg/m², desde que o diabetes não esteja controlado com o melhor tratamento clínico disponível. Após a cirurgia, o índice de remissão da doença chega de 70 a 80% dos casos, com suspensão ou diminuição da medicação.

Com Assessorias

 

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