Enquanto o SUS vai de mal a pior, saúde privada se expande no Rio

Rosayne Macedo
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Hospital São Lucas investiu em equipamentos no CTI (Foto: Divulgação)

Todo mundo já sabe: a saúde pública vai de mal a pior… Já na rede privada… Crescem a cada dia os investimentos no segmento de saúde suplementar, na contramão da queda no número de pessoas com planos de saúde no país, por conta da crise econômica.  No Rio de Janeiro, novos complexos hospitalares estão sendo erguidos ou ampliados em várias partes da cidade e do estado.  Outros, recebem um verdadeiro “banho de loja” para oferecer maior conforto aos pacientes.

A Zona Oeste, que concentra 41% da população do município – mais de 2,6 milhões de habitantes, segundo o último censo do IBGE –, passou a contar em janeiro com um novo pronto atendimento 24 horas em cardiologia nos hospitais Vitória e Samaritano, que integram o complexo médico-hospitalar Americas Medical City, na Barra da Tijuca.

Desde o início do funcionamento do serviço – que tem capacidade para até 20 mil pacientes por mês –, mais de 400 casos com indicação clínica para a especialidade já foram atendidos. Além disso, o intervalo entre a chegada do paciente e a assistência cardiológica é inferior a 15 minutos – e imediato nos casos de extrema gravidade, como os de infarto agudo do miocárdio, que chegam a ser tratados na hemodinâmica em até 40 minutos (metade do tempo recomendado pela Associação Americana de Cardiologia).

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Recepção do São Lucas também está de cara nova (Foto: Divulgação)

Já a Emergência do Hospital São Lucas, em Copacabana,  foi totalmente reformulada é que anuncia se tornar agora a maior da Zona Sul. Com um investimento de mais de R$ 10 milhões, o serviço foi recém-inaugurado. “Em mais de mil metros quadrados, a nova Emergência conta com importantes diferenciais para oferecer um serviço de excelência à população, o propósito da instituição é ser cada vez mais completo”, comenta Lincoln Bittencourt, diretor-geral da instituição.

A nova Emergência possui duas salas de triagem para classificação de risco, oito consultórios médicos, 14 boxes de repouso, com estrutura individualizada para pacientes com quadros infectocontagiosos, além de um dos centros cirúrgicos mais modernos da região.

“Poder oferecer um serviço de ponta como esse à população, garantindo agilidade e cuidado num momento de tensão para um paciente que chega ao hospital através da emergência, é uma grande realização para o hospital”, afirma Wilson Nakasato, diretor médico do São Lucas. “Podemos dizer que, hoje, somos a Emergência mais ágil da zona sul do Rio de Janeiro”, afirma Teresa Navarro, chefe da Emergência do São Lucas. De acordo com a médica, são mais de cem colaboradores entre médicos especialistas e enfermeiros, com potencial para atender até 10 mil pacientes por mês – de diversos planos de saúde – com cuidado e eficiência.

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Nova fachada da emergência do Hospital São Lucas (Foto: Divulgação)

Investimentos também na Baixada

Já a Baixada Fluminense foi a região escolhida para marcar a chegada do primeiro centro médico do plano Next Saúde no Rio de Janeiro, recém-inaugurado em Duque de Caxias.  Com capacidade de realização de até 12 mil consultas mensais, a Next Clínica Duque de Caxias disponibiliza especialistas em 19 áreas, entre elas angiologia, ortopedia, mastologia, urologia, neurocirurgia, endocrinologia, infectologia, psiquiatria, reumatologia e cirurgias diversas (cardíaca, infantil, plástica reparadora, de cabeça e pescoço, craniomaxilofacial e ginecológica).

“A Baixada Fluminense é apenas a primeira região do estado a ser contemplada com uma unidade ambulatorial. Nosso objetivo é que, até o fim deste ano, tenhamos formado uma rede satisfatória no Rio de Janeiro, que proporcione a cada um de nossos beneficiários serviços de qualidade e facilidade de acesso”, ressalta Heraldo Jesus, diretor do Next Saúde.

No Estado do Rio, o plano de saúde começou a ser comercializado em janeiro, voltado para clientes corporativos. O modelo do produto é baseado no atendimento em rede própria regional, composta por consultórios, unidades de pronto atendimento e pelo Hospital Pasteur (Méier), Hospital de Clínicas Mário Lioni (Duque de Caxias), Hospital Pan Americano (Tijuca) e Hospital de Clínicas de Jacarepaguá.

Também na Baixada Fluminense, o grupo Oncologia D´Or acaba de assumir a Oncotech, tradicional no município de Nova Iguaçu, com nova estrutura e em um novo endereço. Paulo Perelson, diretor técnico da unidade, explica que a proposta é aplicar o mesmo padrão de atendimento já oferecido nas demais clínicas oncológicas do Grupo.

“Iremos ampliar o atendimento oncológico aos moradores de Nova Iguaçu e adjacências”, explica. Segundo ele, a meta é oferecer todo o suporte para um tratamento de qualidade em um único lugar. “Desta forma, os pacientes não terão mais a necessidade de se deslocarem para muito longe. Contaremos com uma equipe multidisciplinar em um ambiente mais acolhedor e humanizado”, destaca.

Além da infraestrutura moderna, a nova unidade conta com espaços de atendimento mais amplos, boxes coletivos e individuais de quimioterapia, sala de espera para os familiares com iluminação natural e arejada, acessibilidade, uma farmácia satélite, além da tecnologia de alta qualidade. “Queremos proporcionar aos nossos pacientes um atendimento mais acolhedor e maior agilidade no atendimento”, finaliza o oncologista.

Tratamento avançado para o coração

No Americas Medical City, na Barra, o serviço é direcionado tanto a pacientes crônicos que enfrentam momentos de crise quanto a pessoas que apresentam necessidade de atendimento imediato e desconhecem ter problemas graves do coração. A instituição garante estar equipada com todo o aparato necessário para o diagnóstico ágil de quadros desde os mais simples até os que envolvem a alta complexidade.

“Aparelhos como a angiotomografia de coronárias e a ressonância cardíaca – que conseguem visualizar o coração em 3D e são capazes de identificar se há resíduos depositados nas paredes das artérias do coração e malformações vasculares –, além do setor de Medicina Nuclear, possibilitam aos cardiologistas da emergência realizar os atendimentos de maneira ágil e abrangente, adotando as condutas clínicas adequadas a cada caso, com qualidade e segurança”, afirma Marcelo Tayah, coordenador geral do setor de emergência.

E em se tratando de emergência cardiológica, tempo e o respeito aos protocolos são fatores fundamentais. “O paciente que dá entrada na unidade com suspeita de infarto agudo do miocárdio, por exemplo, é encaminhado de imediato para a realização de um eletrocardiograma pelo próprio enfermeiro, na fase da classificação de risco em que são listados as primeiras queixas e sintomas. O exame registra as oscilações resultantes da atividade do músculo cardíaco e identifica a presença de problemas graves do coração. Confirmadas as primeiras alterações, o time de cardiologia do Americas Medical City entra em ação”, observa Celso Musa, coordenador do serviço de Cardiologia do Americas Medical City.

O cardiologista explica ainda que alguns sintomas, como dor torácica (seja sutil ou intensa), pressão no peito, desconfortos no braço ou ombro e queimação ou falta de ar, podem ser indicativos de alterações no coração. Caso os exames iniciais de pacientes com esses indícios sinalizem alguma alteração, eles são submetidos ao Protocolo de Dor Torácica, que consiste em uma série de medidas para a melhor assistência relacionada a problemas cardiovasculares. “O objetivo é o atendimento imediato ao paciente, com uma assistência adequada para a identificação e o tratamento de síndromes coronarianas agudas (SCA). Com isso, é possível ampliar as chances de cura, dependendo de cada situação”, informa.

Da Redação, com assessorias

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