Fumantes têm risco duas vezes maior de sofrer um AVC

Tabagismo responde por 45% das mortes de homens com menos de 65 anos e por mais de 20% de todos os óbitos por doenças coronarianas em homens acima de 65

Redação
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O cigarro tem mais de 4,7 mil substâncias presentes em sua composição e está na origem de 90% dos casos de câncer de pulmão no mundo. Ele também se relaciona a várias doenças do sistema cardiovascular, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo responde por aproximadamente 45% das mortes de homens com menos de 65 anos de idade e por mais de 20% de todos os óbitos por doenças coronarianas em homens com idade superior a 65 anos. Além disso, homens fumantes entre 45 e 54 anos de idade têm quase três vezes mais probabilidade de morrer de infarto do miocárdio do que os não-fumantes da mesma faixa etária.

Segundo levantamento feito pela OMS, dentro das mais de 4 mil substâncias químicas em um cigarro, 250 delas são prejudiciais e 50 são conhecidas por causar câncer. São 14 os tumores malignos associados ao uso de tabaco: câncer de pulmão, de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, intestino, rim, bexiga, colo de útero, ovário e alguns tipos de leucemia. O Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking de número absoluto de fumantes. Segundo o Ministério da Saúde, o hábito tende a ser mais frequente entre adultos de 45 a 64 anos e entre pessoas com baixa escolaridade.

O tabagismo está na origem de 90% de todos os casos de câncer de pulmão no mundo, e entre os 10% restantes, 1/3 deles são os chamados fumantes passivos, sendo responsável por ampliar em cerca de 20 vezes o risco de surgimento da doença. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil registra 28.220 novos casos de tumores pulmonares ao ano. Os malefícios não são notados apenas a longo prazo. Algumas alterações no organismo podem ser percebidas imediatamente após a interrupção do fumo cotidiano.

Cigarro e AVC

O acidente vascular cerebral (AVC), é a doença que mais causa mortes no Brasil, e chega a ser responsável por mais de 100 mil mortes por ano, além de ser a maior causadora de incapacidade do mundo. Um dos principais fatores de risco da doença é o tabagismo. Os fumantes têm risco duas vezes maior de desenvolver um quadro de AVC em comparação com pessoas que não fumaram ao longo da vida. Estima-se que aproximadamente 20% dos casos de AVC estão relacionados ao tabagismo.

De acordo com o neurologista do HCor, Dr. José Renato Bauab, o tabagismo é um fator de risco para o AVC isquêmico. “O paciente que cessa o tabagismo automaticamente já reduz os seus fatores de riscos cardiovasculares”, esclarece Dr. Bauab.

A influência do tabagismo no AVC isquêmico: o AVC isquêmico se deve principalmente à facilitação de placas de colesterol em vasos sanguíneos do cérebro, e pode levar a uma obstrução do fluxo de sangue e, posteriormente, ao quadro de isquemia.

Alternativas que podem auxiliar na cessão do tabagismo: para diminuir o risco de ter o AVC, é fundamental a interrupção do fumo. “Hoje em diaexistem técnicas que podem facilitar o fumante a manter-se longe do cigarro durante o período de abstinência. O ideal é parar de fumar com acompanhamento médico”, orienta o Dr. Bauab.

O tabagismo custa à economia global mais de 1 trilhão de dólares por ano e matará um terço a mais de pessoas até 2030 do que agora, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos. O número de mortes relacionadas ao tabaco deverá aumentar de cerca de 6 milhões de mortes para cerca de 8 milhões anualmente até 2030, sendo que mais de 80% delas vão ocorrer em países de baixa e médiarenda. O cigarro é a principal causa de morte evitável no mundo e chega a reduzir a expectativa de vida em 20 anos.

De acordo com a gerente de Psicologia e Coordenadora do Programa Vida Sem Cigarro do HCor, Silvia Cury Ismael, o programa consiste em sessões de 30 minutos, com o objetivo de orientar o processo de cessação do cigarro, além da entrega de material de apoio. “Ele é fácil de usar e pode ser utilizado por meio de dispositivo instalado no computador, tablet ou celular”, explica Silvia Cury.

O programa on-line tem início entre a primeira e a última avaliação presencial realizada pelo médico, psicólogo e, se necessário, por um nutricionista. “A maior parte do programa é realizada a distância e prioriza o bem-estar de cada paciente, com a finalidade de superar as dificuldades e prestar o apoio necessário quando houver recaídas”, esclarece a coordenadora do programa no HCor.

Programa Vida Sem Cigarro

Consiste em consultas presenciais com equipe multidisciplinar (psicólogo, médico e nutricionista se for o caso), especializada em cessação de tabagismo para avaliação e reavaliação do paciente, bem como a orientação para melhor dinâmica do programa. Consultas on-line: acompanhamento a distância com psicólogo por vídeo consulta com o objetivo de orientar, apoiar dificuldades e prevenir recaídas.

Para conhecer o programa e se cadastrar basta acessar a página: www.vidasemcigarro.com.br ou entrar em contato com o Núcleo de Atendimento Psicológico HCor no telefone: (11) 3053-6611 nos ramais: 7600 ou 7610 ou por e-mail: vidassemcigarro@hcor.com.br

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