Green Friday: o planeta não está à venda

Em 2017 foram produzidas 44,7 milhões de toneladas de lixo eletrônico, volume que crescerá 17% até 2021. Campanha desafia a sociedade a repensar hábitos de consumo

Redação

Em 2017, a Black Friday gerou um aumento de 73% de vendas de celulares e eletrônicos em relação a outras sextas-feiras normais, segundo dados do portal Black Friday Sale. Uma pesquisa realizada pela Universidade das Nações Unidas em parceria com a União Internacional das Telecomunicações mostrou que no mesmo ano a população global produziu 44,7 milhões de toneladas de lixo eletrônico.

Até 2021, esse número deve crescer 17%. Um dos maiores perigos desse tipo de resíduo é a contaminação do solo, rios e lençóis freáticos com metais pesados como chumbo, mercúrio e cádmio. A Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) divulgou na semana passada uma pesquisa do Facebook em parceria com a E-bit, que revelou que 80% dos brasileiros têm intenção de fazer compras neste período de promoções.

“É excelente que o consumidor aguarde a Black Friday e outras datas propícias para aproveitar promoções. Mas isso só é válido quando a pessoa realmente tem necessidade do produto. Caso contrário, o consumo desnecessário, que normalmente acontece por impulso, gera impactos negativos nas finanças pessoais e no meio ambiente”, argumenta Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

A entidade aproveitou a onda da Black Friday para desafiar a sociedade a repensar hábitos de consumo. Com uma direção de arte típica do varejo, a organização usou suas redes sociais para fazer uma campanha pró-sustentabilidade. Usando o mote “O planeta não está à venda”, os cards convidam o consumidor a pensar duas vezes antes de comprar e a reduzir em 70% a produção de lixo. A criação é da agência ig+.

Confira 5 dicas do CEBDS para consumo consciente

Antes de comprar, avalie com cuidado sua necessidade. Evite efetuar a compra só porque a promoção parece atraente;
Não compre algo novo se você pode consertar o que já possui. Considere também comprar produtos de segunda mão que estejam em bom estado ou que ainda possuam vida útil de média a longa duração;
Evite o desmatamento ilegal: ao comprar móveis, verifique se a madeira é certificada;
Pesquise e procure comprar de marcas e empresas que são transparentes em seus processos produtivos e que investem em tecnologias para diminuir impactos ambientais, como emissão de GEEs e uso de recursos hídricos;
Leve ecobags para as compras e rejeite sempre que possível sacolas de plástico não recicláveis.

VEJA MAIS:

Troque a compra de bens de consumo por experiências de bem-estar
Black Friday: 6 perguntas do consumo consciente – O planeta agradece!

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.