Haja coração nesses tempos de Copa do Mundo

O coração do brasileiro bate mais forte nesta época do ano, mas é bom ter cuidado porque pode ser fibrilação atrial, doença que aumenta em cinco vezes o risco de AVC

Redação

Em  plena Copa do Mundo, quando o coração do brasileiro bate mais forte, uma iniciativa alerta para uma doença cardíaca que acomete entre 1,5 milhão e 2 milhões de brasileiros: a fibrilação atrial (FA). O problema aumenta em cinco vezes o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC),  que fez cerca de 100 mil vítimas no país apenas em 2015. No mês em que se comemora o Dia Mundial do Ritmo Cardíaco (13 de junho), a campanha digital “O Som do Coração” pretende conscientizar a população sobre sintomas, riscos, diagnóstico e tratamento da FA.

A iniciativa tem como principal foco reforçar a característica peculiar da doença. “A fibrilação atrial é um dos fatores de risco para o acidente vascular cerebral (AVC), déficit neurológico repentino que”, diz o site www.osomdocoracao.com.br

Na ação, o cantor e compositor Jorge Vercillo apresenta o hit “Que Nem Maré” de forma descompassada, fazendo alusão à doença, que leva o coração a bater em um ritmo irregular, seguido ou não do aumento da frequência cardíaca, chamando atenção para a causa. Veja no vídeo acima!

“Estudos mostram que os pacientes com fibrilação atrial e que também são portadores de outras doenças (como hipertensão, diabetes etc) têm, ao longo de um ano, cerca de 10% de chance de desenvolver o AVC. Vale ressaltar que os AVCs provocados pela FA podem proporcionar sequelas incapacitantes. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento anticoagulante adequado da arritmia são fundamentais para o bem-estar do paciente”, explica José Francisco Kerr Saraiva, médico cardiologista e professor da PUC Campinas.

A campanha é realizada pela Boehringer Ingelheim (BI), com o apoio da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), Instituto Lado a Lado pela Vida e Associação Mineira do AVC (AMAVC).

Coração em descompasso

A Fibrilação Atrial é uma doença que altera o ritmo cardíaco e faz o coração pulsar de forma descompassada e irregular. Fazendo com que o fluxo do sangue no coração fique anormal e turbulento, podendo provocar a formação de coágulos – ou trombos – no coração. Estes coágulos podem se deslocar pela circulação sanguínea na direção do cérebro e acabar causando um AVC.

Em geral, a Fibrilação Atrial está associada a fatores como hipertensão, diabetes, insuficiência cardíaca e infarto do miocárdio. Embora possa causar palpitações, dores no peito e falta de ar, muitas vezes a doença passa despercebida por não apresentar sintomas. No entanto, 63% dos brasileiros nunca ouviram falar da enfermidade, de acordo com a pesquisa “A percepção dos brasileiros sobre doenças cardiovasculares”, desenvolvida pelo Ibope Conecta em parceria com a Boehringer Ingelheim (BI).

Como tratar a doença

Uma parte do tratamento é feita com medicamentos que controlam o ritmo cardíaco e a outra realizada com anticoagulantes que afinam o sangue para impedir a formação de trombos e reduzem a chance de um AVC.  No entanto, cerca de 50% dos pacientes diagnosticados, não usam anticoagulantes em virtude de receios de emergências e sangramentos.

Entretanto, já existe um agente reversor específico para a dabigatrana, um dos anticoagulantes disponíveis no mercado, para interromper momentaneamente  o efeito do medicamento em casos de emergência, o que é considerado um grande avanço no tratamento da fibrilação atrial.

Neste ano, a campanha O Som do Coração começou no Dia Mundial do Ritmo Cardíaco  e tem como destaque a veiculação de um vídeo que apresenta, em detalhes, as questões mais importantes que envolvem a fibrilação atrial. Clique no link e compartilhe o material com as informações sobre a fibrilação atrial: https://www.facebook.com/BoehringerIngelheimBrasil e  www.somdocoracao.com.br

Fonte: Boehringer Ingelheim e Socesp, com Redação

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