IBGE bate à sua porta para saber como está a sua saúde

Pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde irá mapear o estilo de vida, incidência de doenças e as condições de saúde da população em 3 mil municípios do país

Redação

Até fevereiro do próximo ano, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) bate de porta em porta para conhecer melhor a saúde dos brasileiros. Ao todo, 1.500 pesquisadores devem visitar 108 mil domicílios em mais de 3 mil municípios do país. A ideia é levantar a ocorrência de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, e conhecer o estilo de vida dos brasileiros, como pratica regular de atividades físicas, consumo de álcool e tabaco e hábitos alimentares.

Além disso, são monitoradas a realização de exames preventivos e a percepção da população sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). Se você receber a visita dos agentes de pesquisa, participe, e ajude na construção de indicadores de saúde que auxiliem em melhorias nas políticas públicas de promoção da saúde e prevenção de doenças.

As visitas domiciliares começaram em agosto e os primeiros resultados estão previstos para serem divulgados em 2021. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) é realizada a cada cinco anos e está na sua segunda edição. Na primeira publicação, em 2013, foram visitados 81.767 domicílios em 1.600 municípios.

Quando baterem à sua porta, os pesquisadores do IBGE vão utilizar um dispositivo móvel no qual os dados informados serão inseridos. A entrevista dura, em média 30 minutos e é organizada em três etapas: características do domicílio nos moldes do censo demográfico; informações sobre o morador entrevistado, como doenças crônicas não transmissíveis, estilo de vida e acesso a atendimento médico; e dados dos demais moradores.

Também são coletados os dados antropométricos (peso e altura) de um dos moradores dos domicílios visitados, além da medição da circunferência da cintura e a aferição da pressão arterial para detectar a incidência de obesidade e estabelecer as medianas de peso e altura da população. Além disso, temas como vícios em cigarro e bebida alcoólica, depressão, tipo de parto, hipertensão, diabetes e colesterol alto também são investigados.

Também serão contempladas áreas como saúde dos idosos, saúde da mulher, pessoas com deficiências, saúde bucal, atendimento médico, cobertura de planos de saúde, visitas domiciliares de Equipes de Saúde da Família e Agentes Comunitários de saúde, entre outros indicadores. Neste ano, o módulo de Atenção Primária à Saúde foi ampliado com a inclusão de novos pontos de pesquisa relacionados à utilização do SUS. Estão incluídos temas como paternidade, participação masculina no pré-natal, atividade sexual e condições de trabalho.

Outro módulo novo será o das Relações e Condições de Trabalho, que segue as recomendações da OIT, com perguntas para detectar condições insalubres no ambiente de trabalho, além de problemas de saúde relacionados. A PNS continua a investigar se os moradores sofreram algum tipo de violência, em que local e quem era o agressor, com a inclusão, neste ano, da natureza dessa violência (física, sexual ou psicológica).

Todas as informações coletadas pela PNS têm sua confidencialidade assegurada pela lei do sigilo da informação estatística (Lei nº5534) e só podem ser utilizadas para fins estatísticos. Os entrevistadores estarão devidamente identificados com crachá e equipamento eletrônico para coleta dos dados (computador de mão). Para confirmar a identidade do entrevistador, o morador pode ligar gratuitamente para o telefone 0800 721 8181.

RESULTADOS DA PNS 2013

A última PNS mostrou, por exemplo, que 66,1% dos adultos com 18 anos ou mais de idade avaliaram a própria saúde como boa ou muito boa. Em relação aos hábitos alimentares, 37,3% informou consumir cinco porções diárias de frutas e hortaliças – quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Por outro lado, 23,4% consumiam refrigerantes pelo menos cinco dias por semana e, ainda, 21,7% reconheceram o consumo regular (cinco dias ou mais) de bolos, tortas, chocolates, balas e biscoitos doces.

No que se refere à prática de atividade física, 46% não praticavam atividade física em nível suficiente no lazer, no trabalho, nos afazeres domésticos e nos seus deslocamentos diários. O nível recomendado de exercícios físico é de, pelo menos, 150 minutos semanais de intensidade leve ou moderada ou de, pelo menos, 75 minutos de atividade física de intensidade vigorosa.

A PNS 2013 também apontou que 24% da população com 18 anos ou mais de idade ingeria bebida alcóolica pelo menos uma vez por semana e 14,5% fumavam cigarro. A obesidade acometia um em cada cinco adultos, sendo que este percentual era mais alto entre as mulheres (24,4%) do que entre os homens (16,8%).

A pesquisa também mostrou que 11,2 milhões de pessoas (ou 7,6% da população com 18 anos ou mais) foram diagnosticadas com depressão por médicos que atendem em serviços referenciados para assistência em saúde mental. Ainda entre os adultos, 21,4% eram hipertensos, 6,2% diabéticos, 12,5% apresentavam colesterol alto e 18,5% tinha problema crônico de coluna.

Esses e outros temas investigados pela PNS 2013 continuam a fazer parte da PNS 2019, permitindo avaliação de sua evolução ao longo dos últimos anos.

MAIS SAÚDE PÚBLICA

Residências Terapêuticas em 19 municípios são ampliadas

O Ministério da Saúde destinou R$ 2,3 milhões para implantar 115 Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT) em Saúde Mental, também conhecido como Residências Terapêuticas, em 19 municípios. Os serviços são moradias que cuidam de pacientes com transtornos mentais, incluindo usuários de álcool e outras drogas, que tiveram alta de internações psiquiátricas, mas não possuem suporte financeiro, social ou laços familiares que permitam a reinserção social. Atualmente, existem 633 Serviços Residenciais Terapêuticos pelo país. A portaria nº 2.730, que contempla sete estados ( AL/ MA/ PA/ PE/ RJ/ RS/ SP), foi publicada na última sexta-feira (19/10) no Diário Oficial da União (DOU). Leia em saúde.gov.br

Rio de Janeiro ganhará oficina ortopédica

Para ampliar a atenção integral à saúde da pessoa com deficiência no Sistema Único de Saúde (SUS), mais três municípios do país receberão R$ 2,2 milhões do Ministério da Saúde para construção de Oficinas Ortopédicas, sendo duas cidades no Pará e uma no Rio de Janeiro. As oficinas ortopédicas promovem o acesso do cidadão às órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção. São instrumentos que auxiliam as pessoas com deficiência a desempenharem suas atividades, melhorando as funções motoras, auditivas e visuais. A liberação dos recursos foi publicada no Diário Oficial da UniãoLeia em saude.gov.br

Quem tem AME agora tem Spinraza

Chega ao Brasil dia 30 o medicamento Spinraza®, para tratar pacientes com Atrofia Muscular Espinhal (AME 5q). Em abril deste ano, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação do medicamento nusinersena (Spinraza) para o tipo I da AME, forma mais grave e frequente da doença, e, em junho, informou que a oferta do medicamento para os tipos II e III da doença será realizada na modalidade de compartilhamento de risco. Leia o conteúdo na íntegra em saude.gov.br

Com Agência Saúde

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