Inverno: um sinal de alerta para o coração dos idosos

Risco de infarto cresce 30% no inverno e pessoas acima dos 60 anos são as mais vulneráveis. Cardiologista dá dicas para a proteção de idosos

inverno-idoso

O Estado do Rio de Janeiro tem batido recordes históricos de frio, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Alerta Rio. Além das doenças típicas dessa época e todos os cuidados com a prevenção da Covid-19 – já amplamente divulgados -, especialistas chamam a atenção para o risco aumentado de infarto nesse período, que é 30% maior conforme as informações do Instituto Nacional de Cardiologia (INC).O período mais frio do ano também se mostra um risco para problemas do coração, especialmente para os idosos.

“Um dos principais problemas é que o frio está associado à contração dos vasos sanguíneos. Esse fator reduz o fornecimento de sangue para vários órgãos e sobrecarrega o coração, provocando um desequilíbrio entre a oferta e a necessidade de oxigênio no organismo. Estima-se que a cada 10°C de queda na temperatura haja um aumento de 7% no índice de infartos. A situação se agrava especialmente quando os termômetros atingem marcas inferiores a 14ºC”, observa Claudio Tinoco, coordenador da área de Medicina Nuclear do Hospital Pró-Cardíaco, da Rede Americas.

O médico explica ainda que por mais que as atividades físicas sejam fundamentais e recomendadas para prevenção dos males cardiovasculares, até para se fazer exercícios nessa época é importante tomar alguns cuidados com a hora de colocar o corpo em movimento. “Vestir roupas adequadas para esse fim é indicado na hora da prática de exercícios, pois a exposição ao frio associado ao aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial podem causar complicações ao coração para pessoas com predisposição”, explica Tinoco.

Importância de aumentar a proteção aos idosos

Tinoco informa ainda que estudos recentes chegaram a conclusões de que as baixas temperaturas e o período de frio aumentam a mortalidade cardiovascular especialmente nos idosos. Por isso, o especialista recomenda cuidados ainda mais rigorosos em virtude do maior risco de complicações. E alerta: “É importante estar atendo aos cuidados em mantê-los protegidos das quedas bruscas de temperatura, oferecer hidratação contínua, além de buscar atendimento médico na presença de sintomas como dor no peito ou falta de ar”, explica.

“Temos que equilibrar uma vida ativa, inclusive desse público, com a proteção dos fatores ambientais, que possam agravar as doenças cardíacas, como o frio intenso e a poluição ambiental, essa última, maior nessa época, especialmente, em locais que as pessoas usam combustíveis fósseis como carvão e lenha para se aquecer”, diz.

Para o médico, em caso de dúvidas, é importante sempre ouvir um especialista que pode dar as orientações necessárias para que se possa aproveitar as coisas boas desta época do ano e evitar riscos desnecessários à saúde. Mais informações sobre o tema também podem ser encontradas no site da Sociedade Brasileira de Cardiologiahttps://www.portal.cardiol.br/

Por Favor, Compartilhe!

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.

In the news
Leia Mais