Mãe, que lição você quer deixar para a sua filha?

Estudo inédito com 800 pessoas avalia como anda a autoestima delas e quais são os aspectos determinantes para elas se valorizarem

Redação

Qual um fator importante para empoderar mulheres a inspirarem uma nova geração de mulheres? Autoestima. A Kantar divulga no mês do Dia das Mães um estudo inédito, realizado com 800 pessoas, que avalia como anda a autoestima delas e quais são os aspectos determinantes para elas se valorizarem. A pesquisa conclui que as mães têm uma taxa maior do que as mulheres sem filhos.

O estudo “O que as mulheres querem – Mães” revela que 35% das mães entrevistadas consideram suas autoestimas acima da média, enquanto apenas 21% das mulheres sem filhos pensam o mesmo; apenas 12% das mães vêm suas autoestimas abaixo da média e para mulheres sem filhos esse número aumenta para 22%.

Uma das interpretações que a Kantar faz sobre esse número é que a chegada dos filhos é um divisor de águas para muitas mulheres. Elas acreditam que esse momento traz maturidade, inspira responsabilidade, mudanças em hábitos antigos o que gera uma sensação de crescimento e confiança.

Além disso, o estudo revelou que com o passar dos anos as mulheres se tornam mais confiantes e suas autoestimas crescem. “A maternidade traz consigo dores e delícias. Querendo ou não, a mãe é lançada num contexto totalmente novo e se auto descobre uma outra mulher. Ela descobre dentro dela medos, inseguranças e desafios nunca antes imaginamos e a superação destes faz ela se sentir muito mais forte, muito mais guerreira, muito mais pronta”, explica Rita Cunha, qualitative director da Kantar Brasil.

A mesma pesquisa avaliou quais são os elementos que determinam a autoestima das mulheres: autonomia financeira; autonomia do meu corpo/sexual; liberdade de expressão e pensamento; representatividade e conexões sociais. No caso das mães, esses cinco elementos têm taxas mais similares, mostrando um equilíbrio na importância deles para o amor próprio delas.

Qual o legado que as mães querem deixar?

Para meninas de todo o mundo as mães são o principal modelo feminino que as inspiram. E isso não é diferente no Brasil. Mas o que as mães querem deixar de legado? A pesquisa O que as mulheres querem – Mães também perguntou a todas as entrevistadas, se tivessem filhas, quais ensinamentos ou aspectos que melhoraram suas próprias autoestimas elas gostariam de transmitir para essa nova geração.

Algumas das principais palavras mencionadas nas respostas estão: respeito, educação, autoconfiança, personalidade e amor. Abaixo você confere algumas dos conselhos que as mães entrevistadas dariam:

– Seja quem você é;

– Valorize-se;

– Amor próprio é fundamental;

– Amor acima de tudo;

– Estude sempre e bastante;

– Lute para ser feliz;

– Nunca perca sua autoestima;

– Beleza não é tudo;

– Não siga tendências ou padrões, porque eles mudam;

– Lute pelos seus projetos e objetivos;

– Não ligue para o que os outros pensam ou digam de você.

Mãe é tudo igual???

Elas parecem falar frases iguais, porém, as mães não são igualzinhas e algumas nem parecidas. Segundo a psicóloga Raquel Veloso, há incontáveis formas de “ser mãe”, tornando bem complexo o papel para ser apenas um padrão. A especialista explica que ser mãe também está relacionado com a forma que a mulher foi criada por seus pais, aqui, acrescentamos o entendimento pela mulher de como foi a relação do casal parental entre si e com ela quando criança, e também a relação desta mulher com suas avós e outras figuras femininas de referência na infância e juventude.

A maternidade ainda é relacionada como um estado sagrado, em muitas situações encobrindo os intensos medos e ansiedades no exercício da maternidade. No entanto, ser mãe também desperta muitas alegrias na criação e relação com seu filho (a), favorecendo profundas mudanças na forma de estar no mundo”, detalha.

E quem tiver preocupada em melhorar na relação com os filhos, Raquel garante que não existem receitas prontas, mas há estratégias a serem encontradas por cada um conforme seus próprios desejos e possibilidades. Na experiência clínica dela, ao aprofundar o conhecimento sobre a relação mãe-filho, considera-se que uma relação mais proveitosa entre mãe e filho está baseada no reconhecimento da individualidade.

Em muitos casos, o excesso de controle nos mais variados níveis e situações na relação mãe e filho, ao longo do tempo, podem promover um desgaste e distanciamento importantes, visto a dificuldade de compreender que o filho tem sua própria vida e precisa ter suas próprias experiências para o seu amadurecimento”, completa.

Mas, se ficar brigado com a progenitora estiver incomodando, a psicóloga diz que é comum os sentimentos estarem exacerbados nessa época e que pode ser oportunidade para lidarmos e falarmos de sentimentos até então negados, jogados para debaixo do tapete. “Favorece a abertura do diálogo e possibilita mudança dos laços entre mães”, conclui.

E há diferença entre mãe adotiva e a natural? Raquel Veloso declara que ser mãe não diz respeito apenas ao ato de gerar o filho por 09 meses. Para um filho ocupar o lugar de filho para a mãe e ser investido afetivamente neste lugar, é preciso que ele seja adotado por uma mãe, nos mais variados sentidos. Assim, tanto uma avó, uma tia, ou uma mãe adotiva poderão exercer a maternidade desta criança, possibilitando que esta possa ser cuidada e amada para desenvolver-se biologicamente, emocionalmente e socialmente de maneira saudável.

CAMPANHA – No mês de maio, a Kantar também quer incentivar as mulheres brasileiras a compartilharem seus conselhos por meio da hashtag #LiçõesParaMinhaFilha em uma ação nas redes sociais da marca que também divulgará os números do estudo.

Da Redação, com Assessorias

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.