Mais saúde no prato e também para o planeta

Brasil ocupou recentemente a quarta posição no ranking do mercado de alimentos e bebidas saudáveis. Entenda a relação com o meio ambiente

Redação

Comemorado em 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação foi criado com o intuito de celebrar a criação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Em vigor desde 1945, a FAO coloca em pauta assuntos como alimentação saudável e de qualidade para todos, com objetivo alcançar a segurança alimentar e garantir o acesso regular a alimentos de boa qualidade nutricional às pessoas.

No mundo inteiro, esse mercado já movimenta aproximadamente US$ 35 bilhões anualmente. Essa preocupação vem se alastrando no Brasil nos últimos anos, em que a alimentação da população apresentou significativas alterações, como mostra uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em 2017. A busca por uma alimentação saudável e a inclusão de mais vegetais, frutas e legumes na dieta e a diminuição no consumo de açúcar e alimentos processados se destacaram em 10 anos.

Seguindo o movimento mundial de uma alimentação mais equilibrada – resultando em uma busca maior por alimentos orgânicos e não processados – o Brasil ocupou recentemente a quarta posição no ranking do mercado de alimentos e bebidas saudáveis. É o que mostra um levantamento realizado pela Euromonitor Internacional em 2019, revelando que 28% dos brasileiros considera importante consumir alimentos com altos valores nutricionais e 22% opta pela compra de alimentos naturais e sem conservantes.

Dentro desse crescimento, as dietas livres de carboidratos, glúten e produtos de origem animal se destacam como tendências para os próximos anos. Dados divulgados pelo Sebrae em 2019, apontam que cerca de 15,2 milhões de pessoas no Brasil são adeptas do vegetarianismo – o que corresponde a 8% da população.

Mas o que é considerada uma alimentação saudável?

A nutricionista da Superbom, Cyntia Maureen, comenta que devido à correria e estresse do dia a dia, somados à falta de tempo para atividades físicas, os brasileiros caminhavam em direção a hábitos nada saudáveis, principalmente em relação à alimentação. “Com essa realidade, doenças e complicações começaram a surgir, o que despertou a atenção da população, que atualmente prioriza qualidade, além do sabor, em seu prato”, pontua.

O Ministério da Educação e Cultura (MEC) denomina como alimentação saudável aquela que atende todas as necessidades do corpo, ou seja, suprindo bem a quantidade de nutrientes que o nosso organismo precisa.

A alimentação saudável está muito mais relacionada com a variedade e qualidade dos alimentos ingeridos do que com a quantidade em si. As refeições devem atender às demandas do nosso organismo, contendo todos os nutrientes necessários para o seu bom funcionamento. Carboidratos integrais, proteínas, lipídios de boa qualidade, vitaminas e minerais devem fazer parte do nosso dia a dia para um viver mais saudável”, complementa a nutricionista.

O atual cenário causado pelo Covid-19 não só colocou a questão da saúde em maior evidência, como também tem gerado uma maior reflexão sobre sustentabilidade e impactos ao meio ambiente. Adotar uma dieta rica em nutrientes e, preferencialmente orgânica, contribui para vários aspectos da saúde. Além disso, os alimentos orgânicos são benéficos também para o meio ambiente, já que não utilizam agrotóxicos, adubos químicos, aditivos sintéticos ou hormônios, substância extremamente prejudicais ao ecossistema.

Para uma alimentação saudável e equilibrada, é necessário ingerir alimentos que disponibilizem valores nutricionais positivos. Os de origem vegetal como grãos, legumes, verduras, frutas, castanhas, raízes e tubérculos costumam ser ótimas fontes de fibras e de diversos nutrientes. Alguns alimentos devem ser evitados ao máximo, como é o caso dos ultraprocessados. Por apresentarem uma composição nutricional desbalanceada, eles são ricos em gorduras saturadas como açúcares e sódio, favorecendo o desenvolvimento de doenças do coração, diabetes, além de inúmeros tipos de câncer.

Tais riscos mostram a importância de escolher corretamente os alimentos inseridos na nossa alimentação, evitando aqueles pobres em nutrientes e priorizando os que de fato irão nos agregar um valor nutricional significativo. Além de indicados para celíacos, atletas profissionais e praticantes de esportes, nossos produtos são ideais para pessoas epiléticas e diabéticas devido à sua composição de água purificada, fibra de aveia biológica e farinha biológica”, afirma Thamara Gama, diretora executiva da Konjac Massa MF .

Alimentação balanceada auxilia na saúde bucal

A nutrição alimentar e a saúde bucal caminham lado a lado, o que comprova o fato de que “a saúde começa pela boca”. Uma boa alimentação é responsável por nos dar energia suficiente para o dia, evitar doenças, melhorar o humor, retardar o envelhecimento e também melhorar a saúde bucal.

A deficiência de vitaminas  A, C e D  pode afetar a saúde bucal, resultando em casos de hipoplasia e/ou opacidade. Na primeira condição ocorre uma  alteração do esmalte dentário que reduz sua espessura e na outra, o esmalte se  apresenta com uma translucidez de grau variável que influi diretamente na coloração dos dentes, embora não ocasione perda de esmalte. Outra consequência da insuficiência de vitamina D pode ser a calcificação inadequada dos dentes, que pode resultar em um esmalte com menor qualidade, mais suscetível à doença cárie.

Os sais minerais também possuem um papel importante na saúde bucal, pois são eles os responsáveis pela formação de tecidos moles e dentários, bem como da mucosa oral.

Alimentos

Apesar de muitos apontarem o açúcar como vilão da saúde bucal, ele não é o único alimento que pode provocar lesões aos dentes. Os carboidratos, os adoçantes, bebidas fermentadas e os famosos “junk foods” – alimentos carregados de produtos químicos – também são responsáveis pelo desgaste e por problemas bucais. “Não somente o tipo de alimento, mas a frequência com a qual ele é consumido, assim como a ausência da higiene bucal devem ser levadas em consideração”, alerta a presidente da Câmara Técnica de Odontopediatria do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), Sylvia Lavínia.

A cirurgiã-dentista reforça também que, assim como a alimentação é responsável pela saúde bucal, o contrário também é verdadeiro. E não é só a ausência de dentes que reduz a capacidade mastigatória. “Lesões de cárie, má oclusão e até as alterações  causadas pela falta de nutrientes – como hipoplasias e lesões nos tecidos moles – podem comprometer a nutrição e digestão dos alimentos”, comenta Sylvia. Por isso, considerando que o processo digestivo começa na boca, através da mastigação, e que a saliva tem um papel importante desde o início, é fundamental que façamos visitas regulares aos cirurgiões-dentistas e nutricionistas para manter a saúde sempre em dia.

Treinamento mostra como hábitos influenciam na saúde do planeta

Um treinamento internacional que está sendo lançado pela Danone neste Dia Mundial da Alimentação (16 de outubro) destaca a importância do poder de escolha e como ela melhora a alimentação de cada um. Desenvolvido junto com a ONU Unitar, Instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa, o treinamento virtual permite entender até onde os hábitos alimentares e escolhas diárias estão afetando a sua saúde e a do planeta.

O objetivo do e-learning, que já está disponível em inglês e espanhol e a partir do dia 16 de outubro estará disponível também em português, é ajudar as pessoas a adquirirem habilidades e conhecimento para tornar sua dieta mais saudável e sustentável. “A Danone reforça seu compromisso com a população compartilhando informações e mostrando que as escolhas dos produtos que consomem passam por uma cadeia muito maior, e por isso, essas escolhas, devem ser muito mais conscientes e pautadas em empatia”, informa a marca.

O treinamento aborda sete pontos básicos:

• Suas escolhas importam: como a maneira que consumimos e produzimos comida afeta a nossa saúde e a do planeta

• Melhores condições de agricultura: por que devemos prestar atenção aos métodos de agricultura?

• Compra comida localmente: por que devemos nos importar de onde vem nossa comida?

• A comida processada é ruim? Ela é sempre pouco saudável?

• Leitura dos rótulos: como obter a informação correta para fazer melhores escolhas?

• Desperdício de comida e embalagens: quando a embalagem é necessária e quando pode ser evitada?

• Mudança de hábitos alimentares: como mudar os hábitos para ter uma vida mais saudável?

• Meu prato, minha promessa. O que você fará para melhorar a sua saúde e do planeta?

O treinamento intitulado como Sustainable Diet (Dieta Sustentável – em português), estará disponível gratuitamente no portal de cursos da ONU Unittar (UN CC: Learn)

Com Assessorias