Mais um ‘pior dia da pandemia’: Brasil entra em colapso na saúde

Número de mortes atinge seu pico mais uma vez e Fiocruz aponta o maior colapso sanitário e hospitalar da história do Brasil

A pandemia do novo coronavírus vem batendo sucessivos recordes, confirmando o Brasil como novo epicentro da Covid-19 no mundo. O país registrou nesta terça-feira (16/3) um triste recorde em apenas 24 horas – foram mais de 2.798 óbitos. Foi, mais uma vez, o pior dia da pandemia em 12 meses. A média móvel de mortes nos últimos 18 dias chegou a 1.976. Com isso, ultrapassamos a trágica marca de 282.400 vidas perdidas. Ao todo, foram 69.226 infectados por dia, 22% mais do que há 14 dias.

O cenário é ainda mais aterrorizante quando analisados os números de ocupação dos leitos de UTI Covid no país. Nesta terça-feira (16/3), em nova edição, o Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19 Fiocruz chamou a atenção para os indicadores, que apontam uma situação extremamente crítica. Para os pesquisadores que realizam a análise, este é o maior colapso sanitário e hospitalar da história do Brasil.

A situação é crítica em quase todo o país. Alguns estados, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Pernambuco, já chegaram ao limite e não têm mais leitos de UTI para pacientes graves de Covid nem para outras doenças. Especialistas estimam que mais doentes vão morrer em casa sem atendimento se o país não conseguir acelerar a oferta de vacinas. No Estado do Rio de Janeiro, 79% dos leitos de UTI já estão ocupados.

Enquanto vemos tantas vidas se perdendo a cada dia, nosso país segue isolado do resto do mundo e sofre os fortes impactos sociais e econômicos dessa crise. No último domingo, no entanto, algumas milhares de pessoas foram às ruas do país para protestar pelo seu direito de não usar máscara, não fazer isolamento social, não interromper as atividades econômicas.

Afinal, sem SAÚDE pode haver ECONOMIA? Já não seria hora de a população ter uma outra postura a respeito, diante de tantas mortes? O que deve ser feito URGENTEMENTE para frear essa segunda grande onda? Ou já vivemos uma terceira onda? E o que fazer para acelerar a vacinação no país, que ainda ainda muito longe do ideal por falta de doses?

Fiocruz aponta maior colapso sanitário e hospitalar do país

Boletim da Fiocruz mostra que, no momento, das 27 unidades federativas, 24 estados e o Distrito Federal estão com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) iguais ou superiores a 80%, sendo 15 com taxas iguais ou superiores a 90%. Em relação às capitais, 25 das 27 estão essas taxas iguais ou superiores a 80%, sendo 19 delas superiores a 90%. 

Vejam esta imagem. Bolsonaro e seus asseclas falaram tanto em não deixar nossa bandeira vermelha que acabaram deixando o país inteiro vermelho de sangue. Meus sentimentos por quase 3 mil mortos”, escreveu o deputado Rodrigo Maia em seu Twitter.

Os dados são das secretarias estaduais de Saúde e do Distrito Federal, e secretarias de Saúde das capitais. As novas informações apuradas foram adicionadas à série histórica já apresentada pelo Boletim. O mapeamento traz dados obtidos desde 17 de julho de 2020. 

A fim de evitar que o número de casos e mortes se alastre ainda mais pelo país, assim como diminuir às taxas de ocupação de leitos, os pesquisadores defendem a adoção rigorosa de ações de prevenção e controle, como o maior rigor nas medidas de restrição às atividades não essenciais. Eles enfatizam também a necessidade de ampliação das medidas de distanciamento físico e social, o uso de máscaras em larga escala e a aceleração da vacinação.  

O município de Araraquara, em São Paulo, é apresentado no Boletim como um dos exemplos atuais de como medidas de restrição de atividades não essenciais evitam o colapso ou o prolongamento da situação crítica nos serviços e sistemas de saúde. Com as medidas adotadas pelo município, Araraquara conseguiu reduzir a transmissão de casos e óbitos, protegendo a vida e saúde da população.

Com Fiocruz

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