Mal súbito causa mais de 200 mil mortes por ano no Brasil

Modelo Tales Cotta, que morreu durante um desfile em São Paulo. Especialista explica que problema pode ser causado por infarto, AVC ou uma simples desidratação

Redação
O modelo Tales Cotta, de 26 anos, morreu durante um desfile em São Paulo (Foto: Reprodução de internet)

O modelo Tales Cotta, 26 anos, morreu após sofrer um mal súbito no último sábado (26) durante desfile na SPFW (São Paulo Fashion Week). Um comunicado do evento diz que Tales foi prontamente atendido pelos socorristas no local e levado ao hospital, mas não resistiu. A causa do mal súbito não foi identificada, mas uma das hipóteses é que um ataque epilético ou convulsão gerou o problema.

Mal súbito é caracterizado por uma perda súbita da consciência, geralmente seguida de acometimento das funções vitais e consequente parada cardiorrespiratória. No Brasil, o mal súbito é a causa de mais de 200 mil óbitos por ano.

Mas, afinal, o que pode levar uma pessoa a um mal súbito? De acordo com Ricardo Alonso, cardiologista do Grupo Fleury, detentor das marcas Felippe Mattoso e Labs a+, existem diversas condições que predispõe a incidência desse quadro.

Desde um simples distúrbio hidroeletrolítico, como uma desidratação, até casos mais graves, como infarto agudo do miocárdio, picos elevados da pressão arterial ou acidente vascular cerebral. Porém as pessoas aparentemente saudáveis também estão incluídas neste grupo”, explica o especialista.

Ainda, segundo o Dr. Alonso, sintomas como palpitação, dor torácica, falta de ar, palidez, tontura ou dor de cabeça são os mais comuns, porém muitas vezes o paciente não consegue se manifestar sobre os sintomas, evoluindo instantaneamente com perda da consciência.

Além de fazer contato com o serviço de emergência (SAMU), as medidas de socorro prestadas à vítima devem ser feitas, de preferência, por uma pessoa bem treinada que poderá avaliar as vias aéreas, a respiração, a circulação e o nível de consciência do paciente. Se necessário, deve-se utilizar as manobras de ressuscitação cardiorrespiratória, até que o SAMU chegue ao local da ocorrência. Quando disponível, o uso de um desfibrilador externo automático (DEA) poderá identificar o ritmo cardíaco e realizar automaticamente um choque elétrico no coração, revertendo uma arritmia ou parada cardíaca.

Os portadores de doenças cardiovasculares, neurológicas, diabetes, obesidade mórbida, tabagistas, usuários de drogas e pacientes com história familiar de morte súbita estão dentro do grupo de risco das pessoas que podem sofrer um mal súbito.

Como medida de prevenção, as pessoas enquadradas no grupo de risco devem fazer um check-up anual orientado por um médico clínico ou cardiologista, quando serão realizados exames simples como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste de esforço, exames de sangue de rotina e específicos de acordo com o perfil de cada pessoa. “Em 90% dos casos, a arritmia cardíaca é responsável pelo mal súbito que pode acometer pessoas de qualquer idade”, conclui Dr. Alonso.

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