Manter a saúde do coração é fundamental para ter qualidade de vida

Cardiologistas destacam a necessidade de prevenir doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, as que mais matam os brasileiros

Redação

De acordo com o Ministério da Saúde, 300 mil brasileiros sofrem infartos todos os anos e em 30% dos casos, o ataque cardíaco é fatal. Entre as doenças que mais matam estão o infarto agudo do miocárdio, morte súbita, doença vascular cerebral (AVC) e a doença vascular periférica. Ou seja, manter a saúde do coração em dia é fundamental para quem busca qualidade de vida.

Doenças como as do coração, da tireoide, do estômago e do intestino, as metabólicas, a depressão e o câncer, entre outras, podem ser curadas e tratadas, se forem diagnosticadas precocemente. Gilberto Ururahy, diretor médico da Med Rio Check up, chama atenção para a importância da prevenção, o que ele chama de “medicina do futuro”, que é o tema de campanha anual de 2019 para o Dia Mundial da Saúde, celebrado anualmente em 7 de abril.

O fato de uma pessoa não estar doente não significa, necessariamente, que ela seja uma pessoa saudável. O diagnóstico precoce é essencial para iniciar um tratamento rapidamente, aumentando as chances de sucesso e cura. Quanto mais precoce o diagnóstico de uma doença, maior a possibilidade de sucesso com o tratamento”, comenta o médico.

Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil

As doenças crônicas não transmissíveis são responsáveis por mais de 72% das causas de mortes no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. A hipertensão arterial, o diabetes, a obesidade, a doença crônica de coluna e o câncer são algumas das mais comuns mas é muito difícil mudar hábitos: 85% não conseguem, segundo estudos feitos na Universidade de Harvard.
As doenças cardiovasculares, afecções do coração e da circulação cardíaca representam a principal causa de mortes no Brasil – cerca de 40% de todas as mortes. Hoje, a cada minuto, ocorre uma morte, tendo como causa a doença cardiovascular. As doenças cardiovasculares causam:

 

2 vezes mais mortes que todos os tipos de câncer juntos;
  • 2,3 vezes mais mortes que acidentes e violência;
  • 3 vezes mais mortes que as doenças respiratórias;
  • 6,5 vezes mais mortes que todas as infecções, incluindo a Aids.

Sono de má qualidade também prejudica o metabolismo

Diante deste cenário, Galileu Assis, cardiologista e sócio da Med Rio, ressalta a importância de se mudar hábitos de vida. “A adoção de um estilo de vida saudável pode reduzir o risco de infarto em mais de 85%”, afirma.
Para prevenir as doenças cardiovasculares, por exemplo, recomenda-se praticar atividade física regularmente, controlar o peso, o diabetes, os níveis de colesterol e triglicérides, ter alimentação balanceada e saudável, não fumar, evitar o excesso de bebidas alcoólicas e sal, gerenciar o estresse, aferir frequentemente a pressão arterial, entre outras medidas para controlar ou evitar os fatores de risco.
O sono de má qualidade leva à redução do desempenho, prejudica o metabolismo, deixa o indivíduo mais cansado e irritado, aumenta o risco de acidentes e é fator de risco para várias doenças. Hoje, existem óculos que bloqueiam os altos níveis de luz azul artificial emitidos por eletrônicos e seu uso está ajudando a combater a insônia.
Eles filtram a luz azul do espectro de cores visíveis quando utilizados os dispositivos à noite. Pesquisadores da Universidade de Columbia avaliaram o efeito do bloqueio da luz azul durante duas horas antes de dormir, por sete noites consecutivas, em indivíduos com sintomas de insônia. Resumindo, a medicina do estilo de vida evita inúmeras doenças.

Idade nem sempre é sinal de doença do coração

O cardiologista Diego Garcia, especialista em medicina preventiva e medicina do estilo de vida, explica que grande parte das doenças que afetam o sistema cardiovascular não manifestam sintomas e que muitas pessoas só deixam para procurar um cardiologista quando já estão com um quadro grave.

Idade já não é mais um fator exclusivo para definir a saúde do coração, até os 30 anos a maior parte dos diagnósticos estão atrelados aos hábitos prejudiciais”, explica.

Para esclarecer algumas formas que podem contribuir para a redução nos riscos de desenvolver algum tipo de doença cardiovascular, o cardiologista lista os hábitos que podem fazer bem ao coração.

1. Atividade física para prevenir e recuperar

O ideal é reservar 150 minutos por semana e com frequência mínima de 2 a 3 vezes por semana para obter os benefícios do exercício físico. “Além de ajudar nas condições físicas, favorece na diminuição do colesterol ruim (LDL) e aumenta o colesterol bom (HDL) no sangue, por exemplo”, ressalta o Dr. Diego.

Antes de qualquer atividade, a principal recomendação é que tenha um acompanhamento médico para entender as limitações e os exercícios indicados. “Hoje já sabemos que os exercícios ajudam na prevenção de diversas doenças do coração e ainda contribui para a recuperação daqueles que têm algum problema”, explica.

2. Mantenha uma alimentação equilibrada

A alimentação balanceada é um dos pilares para uma boa saúde. Uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos, oleaginosas, peixes e alimentos com um baixo teor de gordura e carboidrato é essencial para um bom desempenho físico. “Evitar alimentos industrializados e ricos em corantes são algumas práticas que ajudam a manter a alimentação mais saudável”, comenta o especialista.

3. Fique longe do tabagismo

Segundo um estudo divulgado pela BMJ, fumantes têm 50% mais chances de desenvolver doenças cardíacas e 30% mais chances de sofrer um infarto. Além de promover o depósito de colesterol na parede das artérias e a oxidação do coração, essa situação favorece a formação de coágulos que podem promover um derrame cerebral. Para quem faz uso do cigarro, recomenda-se buscar auxilio com profissionais qualificados para abandonar o hábito. “Essa atitude pode melhorar a qualidade de vida do paciente e prevenir diversas doenças cardiovasculares, pulmonares e oncológicas”, conta o Dr. Diego.

4. Maneire no álcool

O cardiologista Diego Garcia explica que o consumo exagerado de álcool pode aumentar o risco de arritmias e insuficiência cardíaca, mesmo em pessoas que não apresentam antecedente pessoal ou familiar de cardiopatia. “O álcool promove uma agressão direta sobre as células cardíacas, podendo comprometer o funcionamento do músculo e do sistema de condução do estímulo elétrico no coração”, diz o especialista. Dentre os sintomas de alerta estão: palpitações, dores no peito, falta de ar e inchaço nas pernas.

Vale lembrar que apesar de existirem recomendações a respeito do consumo máximo de álcool recomendado, esse limite varia consideravelmente de acordo com a tolerância individual.

5. Use sal com moderação

De acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, atualmente 40% dos infartos e 80% dos acidentes vasculares cerebrais (AVC) estão associados a hipertensão. A doença pode ter influência do fator genético, mas evitar o sedentarismo e controlar o consumo de sódio na alimentação é fundamental para evitar o quadro.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o brasileiro consome em média 12 gramas de sal por dia mesmo sendo recomendada a ingestão de no máximo seis gramas. “É preciso também prestar atenção na ingestão de alimentos industrializados, pois eles são ricos em sódio e por isso o consumo acaba se tornando excessivo”, explica o especialista.

6. Procure ficar longe do estresse

O corpo reage de forma imediata a situações inesperadas a partir de adaptações como é o caso do aumento da pressão arterial, frequência cardíaca e hormônios. “O estresse aumenta o tônus adrenérgico e eleva o risco de eventos cardiovasculares, como o infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico”, frisa o Dr. Diego.

7. Vá ao cardiologista periodicamente

Mesmo com a correria é preciso estar sempre em dia com as consultas e exames solicitados pelos médicos. O controle regular é a melhor maneira de verificar possíveis riscos. “É preciso que a população saiba que as doenças do coração são silenciosas, por isso o acompanhamento médico é fundamental para a prevenção, diminuindo o risco de complicações e aumentando a sobrevida”, finaliza o Dr. Diego Garcia.

Da Redação, com Assessorias

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