Morrer – literalmente – de emoção é uma realidade para muitas pessoas

Fã de Xuxa passa mal após encontrá-la em aeroporto e morre. Cardiologista explica como um forte abalo, positivo ou negativo, pode resultar em arritmia ou infarto fulminante

fã de xuxa passa mal e morre O argentino de 40 anos passou mal após encontrar a apresentadora no aeroporto de Buenos Aires e morreu em seguida (Foto: reprodução de internet)
fã de xuxa passa mal e morre
O argentino de 40 anos passou mal após encontrar a apresentadora no aeroporto de Buenos Aires e morreu em seguida (Foto: reprodução de internet)

Fã de Xuxa Meneghel, oargentino, Hernan Mondragon, de 40 anos, morreu logo após encontrá-la no aeroporto de Ezieza, em Buenos Aires. Segundo a apresentadora, o fã se emocionou, começou a passar mal e não resistiu. De acordo com a sua assessoria de imprensa, Hernan já sofria com problemas cardíacos. Também não são poucos os relatos de pessoas que morrem do coração ao assistir seu time de futebol favorito. Mas afinal, é mesmo possível morrer de emoção?

Segundo especialistas, emoções fortes, positivas, como um encontro com o ídolo, ou negativas, como um assalto elevam o nível de estresse do organismo. De acordo com o cardiologista Diego Garcia, essas situações promovem a liberação de catecolaminas, como a adrenalina.

A substância age sobre o sistema cardiovascular aumentando a pressão arterial e a frequência cardíaca, além de ampliar a força de contração do músculo do coração. Esse processo faz parte do mecanismo protetor natural do organismo, conhecido como mecanismo de luta ou fuga.

“O problema pode ocorrer porque alguns pacientes têm alguma cardiopatia prévia (artéria obstruída, arritmias, etc) e não sabem que são portadores, muitas das vezes por não sentirem nada. As emoções fortes agem como gatilho nessas situações, provocando um Infarto Agudo do Miocárdio ou arritmia que podem ser fatais”, afirma o especialista.

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Fumantes, sedentários e obesos no grupo de risco

Pessoas que apresentam fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardíacas como obesidade, tabagismo e sedentarismo também estão entre o grupo de risco. Um estudo publicado no The Lancet, realizado por pesquisadores ligados a Hasselt University, na Bélgica, listou os principais gatilhos que podem causar o infarto. Entre as 700 mil pessoas analisadas, as emoções positivam representaram 2,4% dos casos de infarto e as negativas 3,9%.

Como não há maneira de controlar as emoções, é essencial estar sempre atento à saúde do coração. “Se tiver alguma doença cardiológica não deixe de tratá-la de forma adequada e seguir as recomendações do seu médico. Se ainda não tem, cuide para não ter praticando atividade física regular, se alimentando de forma saudável, realizando controle do peso, cessando tabagismo e gerenciando o estresse”, indica Diego.

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