Morte por raiva humana no Rio acende alerta para importância da vacina

Iincidência de morcegos detectados com o vírus da raiva na cidade aumentou CINCO vezes de 2018 para 2019. Ministério Público cobra campanha de vacinação

Redação

A morte de um adolescente por raiva humana em março de 2020, após 14 anos sem um caso registrado no Estado do Rio de Janeiro, reacendeu o alerta para a necessidade de retomar a campanha urgentemente. A Prefeitura do Rio informou que há uma previsão de entrega da vacina para o final do mês de julho. A Secretaria Estadual de Saúde emitiu um comunicado para os municípios se precaverem e adotarem os protocolos de segurança.

A vacinação de animais está prejudicada no Rio de Janeiro. Em 2019, a prefeitura identificou que o vírus da raiva está circulando com maior incidência na cidade em animais de 14 bairros da capital, mas a campanha de vacinação foi cancelada porque o Ministério da Saúde não enviou as vacinas. Depois da morte do adolescente, a Câmara de Vereadores do Rio emitiu uma nota  cobrando a retomada da imunização.

O Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual foram acionados nesta semana para garantir que haja Campanha de Vacinação contra a Raiva no estado e na cidade do Rio de Janeiro. Em 2019 pela primeira vez em anos, a vacinação em massa foi cancelada não só na cidade do RJ como em todo o Estado.

O autor da representação ao MP é o vereador Dr. Marcos Paulo (Psol/RJ), representante das Comissões de Direito dos Animais e de Saúde Animal da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Na ação, encaminhada na noite de segunda-feira (22/6) ao MP, o vereador destaca a demora de três meses por parte da Secretaria de Saúde tanto para informar a morte do adolescente como para cobrar ações preventivas contra a raiva das secretarias municipais de Saúde do RJ .

Marcos Paulo ressalta ainda que, mesmo sabendo que a incidência de morcegos detectados com o vírus da raiva na cidade do Rio de Janeiro aumentou CINCO vezes de 2018 para 2019, a Prefeitura e o Governo Estadual do RJ permitiram que a cidade e o Estado ficassem de fora da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Raiva em 2019. Por fim o vereador lembra que a doença tem índice de 99% de letalidade em humanos e que os animais domésticos precisam ser vacinados para que se evite a volta de um vírus grave que já estava erradicado.

“A pandemia já nos mostrou que quando demoramos a tomar medidas necessárias de prevenção contra um vírus ele se espalha e ganha terreno rapidamente. Há 14 anos não tínhamos um caso de Raiva humana no Rio. E isso acontece no ano seguinte ao cancelamento da vacinação contra a Raiva no Estado. Há provas de que a circulação do Vírus aumentou em morcegos na cidade do Rio de Janeiro em 2019. Se isso não for combatido as próximas vítimas podem ser cães e gatos. Precisamos agir rápido para garantir que haja vacinação em massa neste ano no RJ”, ressalta do vereador.

Um levantamento feito pelo gabinete do vereador Dr. Marcos Paulo (Psol/RJ), com base em dados da própria Secretaria Municipal de Saúde, revela que em 2019 morcegos infectados pelo vírus da raiva foram identificados em pelo menos 14 bairros da cidade. Nos anos de 2017 e 2018, houve ocorrências em apenas 3 bairros.

CONFIRA OS BAIRROS ONDE FORAM DETECTADOS MORCEGOS COM RAIVA EM 2019:
Em 2019, conforme dados oficiais da Secretaria de Saúde do RJ, foram detectados morcegos com raiva nos seguintes bairros da cidade do RJ: Lagoa, Leblon, Vila Isabel, Andaraí, Grajaú, Ilha do Governador, Méier, Engenho de Dentro, Madureira, Anchieta, Jacarepaguá, Campo Grande, Cosmos e Guaratiba.

Os países da América Latina e do Caribe estão mais perto do que nunca de alcançar a eliminação das mortes humanas causadas pela raiva canina, com apenas cinco casos registrados nos últimos 12 meses na região. O anúncio foi feito pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), às vésperas do Dia Mundial contra a Raiva, lembrado todo dia 28 de setembro.

raiva é de extrema importância para a saúde pública, devido à sua letalidade: não há cura. No mundo, 60 mil pessoas morrem a cada ano por essa doença, principalmente na Ásia e na África. No entanto, é uma enfermidade que pode ser eliminada em seu ciclo urbano – onde é transmitida por cães e gatos – e por meio de medidas eficazes de prevenção, como a vacinação de animais, a disponibilidade de soro humano e vacina pós-exposição, ações de bloqueio de surtos, entre outras.

Os países da América Latina e do Caribe estão mais perto do que nunca de alcançar a eliminação das mortes humanas causadas pela raiva canina, com apenas cinco casos registrados nos últimos 12 meses na região. O anúncio foi feito pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), às vésperas do Dia Mundial contra a Raiva, lembrado todo dia 28 de setembro.

Segundo a OPAS, o Haiti e a República Dominicana são, hoje, os únicos países do continente onde a raiva canina tem provocado morte de pessoas. O organismo internacional estabeleceu a meta de eliminar os óbitos humanos por essa causa até 2022.

Desde 1983, quando foram iniciadas as ações regionais contra a raiva coordenadas pela OPAS, os países da região das Américas reduziram em mais de 95% os casos novos dessa doença em humanos e em 98% em cães.

Assim, os casos em pessoas caíram de 258 para 13 no ano passado e os de cachorros diminuíram de 11.276 para 163 no mesmo período. Esse avanço foi resultado de campanhas de vacinação canina em nível regional, da conscientização da sociedade e da ampliação da disponibilidade do tratamento antirrábico que a pessoa afetada deve tomar após uma mordida.

“As conquistas na região são inegáveis, pois conseguimos reduzir drasticamente as mortes humanas causadas pela doença nas últimas décadas”, disse Carissa F. Etienne, diretora da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS).

raiva é de extrema importância para a saúde pública, devido à sua letalidade: não há cura. No mundo, 60 mil pessoas morrem a cada ano por essa doença, principalmente na Ásia e na África. No entanto, é uma enfermidade que pode ser eliminada em seu ciclo urbano – onde é transmitida por cães e gatos – e por meio de medidas eficazes de prevenção, como a vacinação de animais, a disponibilidade de soro humano e vacina pós-exposição, ações de bloqueio de surtos, entre outras.

A única forma de interromper a transmissão da raiva é vacinar pelo menos 80% da população canina em áreas endêmicas. Na região das Américas, aproximadamente 100 milhões de cães são vacinados por ano. “Se queremos atingir a meta regional de eliminação da raiva até 2022, precisamos fortalecer os programas de raiva dos países para melhorar sua vigilância, bem como a cobertura vacinal de cães nas áreas de maior risco”, destacou Ottorino Cosivi, diretor do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa e Saúde Pública Veterinária (PANAFTOSA) da OPAS/OMS.

Além disso, para eliminar a raiva humana de origem canina, a OPAS/OMS recomenda garantir acesso oportuno à profilaxia pré e pós-exposição a 100% da população exposta ao vírus, além de manter alta vigilância epidemiológica, aumentar a conscientização da comunidade, e promover ações para impedir a reintrodução nos países onde foi controlada.

Com Assessorias