Mudar hábitos alimentares se aprende em casa e no trabalho

Ações que ajudam na reeducação alimentar e na redução dos índices de obesidade e sobrepeso também podem ser feitas nas empresas 

Redação

Cuidar da saúde é sinônimo de cuidar da sua alimentação! E isso só depende do esforço de cada um. Mas ter um acompanhamento nutricional é fundamental no processo de mudança de hábitos alimentares. Essa é a forma mais segura de saber como se alimentar, com qual frequência, quais alimentos consumir, como preparar os alimentos e como adequar essa mudança a rotina de trabalho e estudo.

No Brasil existem 33 milhões de pessoas com problemas de saúde decorrentes da obesidade. O país vive numa epidemia de doenças crônicas não transmissíveis. Os crescentes números de obesidade e sobrepeso no Brasil mostram o reflexo dos hábitos alimentares da população. Boa parte do público adulto vive na correria do dia a dia e, por este motivo, opta por consumir alimentos industrializados, ricos gorduras e açúcares, que vem pronto para o consumo e são de fácil acesso.

Os dados mostram que precisamos urgentemente realizar ações que auxiliem nossa população a manter o peso corporal em dia e principalmente quais são as repercussões para a saúde quando este ponto não é observado”, explica Kátia Rodrigues Ferreira, gerente de Promoção e Atenção à Saúde da Unimed Blumenau.

Para Lenita Borba, coordenadora da Comissão de Políticas Públicas do Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região SP-MS (CRN-3), os números estão ligados à mudança de hábitos alimentares dos brasileiros. “As pessoas substituem alimentos saudáveis por industrializados, pela necessidade de realizar refeições rápidas. É preciso dar ênfase na alimentação saudável, seguir um padrão alimentar, consumir alimentos que contemplam vegetais frescos, proteínas, carboidratos e gorduras saudáveis”, pontua.

A nutricionista acredita que as iniciativas de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) são essenciais para formar pessoas com hábitos saudáveis e com senso crítico sobre a escolha dos alimentos. “A população deve ter acesso ao conhecimento para poder fazer suas escolhas alimentares, e deve estar informada sobre a qualidade dos alimentos. Se a oferta de alimentos não saudáveis chega primeiro nas pessoas, temos um problema”, conclui Lenita.

Empresas também podem fazer a sua parte

Hoje, boa parte da população passa mais tempo no trabalho do que em casa. Uma boa opção para as empresas é a adoção de programas de prevenção com atenção e promoção da saúde e qualidade de vida dos funcionários.

“Na Unimed Blumenau realizamos ações junto aos nossos beneficiários levando informações e incentivando a prática de atividade física e alimentação saudável, já que ambas auxiliam na manutenção do peso corporal”, conta Kátia.

As empresas também podem auxiliar e combater o problema de obesidade, principalmente dentro da empresa, como:

Oferecer alimentação em refeitório próprio, evitando que os colaboradores consumam frituras e alimentos gordurosos em restaurantes externos;

Preparar cardápios nutritivos, saudáveis e saborosos com auxílio de nutricionista;

Estimular o cuidado com a alimentação através de palestras;

Incentivar a prática de exercícios físicos;

Preparar palestras e movimentos relacionados à educação nutricional.

Boas práticas

A Unimed Blumenau conta com programas de prevenção e qualidade de vida dos colaboradores das empresas contratantes, como, por exemplo, Aula de Cozinha Fit, com nutricionista; Palestras Educativas; Aulas de Alongamentos e Exercícios; e estande de Saúde com hábitos saudáveis e jogos interativos.

“Todas as atividades são feitas por profissionais qualificados e de forma lúdica e criativa, sempre com o intuito de buscar a sensibilização do nosso público para mudanças de comportamento e pela busca de hábitos saudáveis para uma excelente qualidade de vida. É importante manter-se em movimento, comer mais saudável e relaxar a mente. Isso faz parte do processo para a qualidade de vida”, diz Kátia.

No Seconci-SP, os funcionários contam com um apoio de especialistas diversos, como endocrinologistas, nutricionistas e cardiologistas, que podem trabalhar em conjunto em prol da saúde dos colaboradores. Em alguns casos, quando solicitado, nutricionistas da entidade são deslocados até os canteiros de obras para avaliar as refeições e cardápios dos trabalhadores.

Fonte: Unimed Blumenau e Seconci-SP

 

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