Muito além do papel de salvar vidas em meio à pandemia

Médicos formados na UFRJ em 1999 criam mutirão para doação de cestas básicas em comunidades carentes do Rio de Janeiro

Redação

Eles viram noites, passam dias e, ultimamente, semanas e até meses sem ver pais, filhos e seus companheiros. Tornaram-se uma família. Mas não bastasse o importante papel de estar na linha de frente para salvar vidas em meio à pior crise na história da saúde dos últimos 100 anos no Brasil, eles vão além. Cerca de 100 médicos, heróis dos hospitais e clínicas, resolveram se juntar para apoiar moradores de áreas de baixa renda do Rio de Janeiro com cestas básicas.

A iniciativa do bem surgiu a partir dos encontros virtuais promovidos por médicos formados em 1999 pela UFRJ dentro do projeto ‘Ciência e Humanidade’. A proposta, segundo o médico otorrinolaringologista Leonardo Conrado Barbosa de Sá, idealizador da ação junto ao médico legista Alfredo Maio,  é arrecadar dinheiro para compra de cestas básicas para pessoas carentes da cidade, que estão em casa nesse período de pandemia.

A campanha já chegou às comunidades da Rocinha, Senador Camará, Parque da Cidade (Gávea), Coreia (Manguinhos), Curral das Éguas (Magalhães Bastos). Artistas também estão apoiando essa ação social.

Nossa logística conta com médicos em funções variadas, seja na compra de produtos em supermercados, triagem e composição das cestas, da entrega em cada localidade, além da divulgação em vídeos nas redes sociais”, explica Leonardo.

Uma ‘grande família’

Médicos dificilmente voltam a encontrar seus colegas de formatura após a ‘revoada’ de capelos, certo? Errado! A turma de profissionais formados em 1999 (UFRJ) contraria esta máxima com encontros pessoais e virtuais, por meio de eventos como webinar ‘Ciência e Humanidade’, onde são discutidos temas atuais, como os relacionados à Covid-19.

Os 100 médicos da turma de 1999 da UFRJ continuam unidos e certos de que a vida lhes reservou mais do que uma profissão, há 21 anos. Essa ‘grande família’ construiu amizade tão sólida ao longo desse tempo, coisa rara hoje em dia, onde fez questão de não cortar o cordão umbilical dos tempos acadêmicos. Muitos deles foram escolhidos como padrinhos de casamento de seus pares, e até de batismo dos filhos deles.

Enquanto a vida dos médicos passa através de duas décadas, com tempo correndo manso entre noites e dias, entre o sol e nuvens, sonhos de solidariedade se fortificam diante de adversidades que se apresentam, como a pandemia do coronavírus.

E com virtudes de promover o bem, nessa essência de boas atitudes, a sociedade vê no retrovisor de suas mentes exemplo de que médico vai muito além de suas especialidades profissionais, chegando a bairros, ruas e pessoas as quais nunca conheceram antes dessa pandemia, simplesmente para levar amor, generosidade, calor humano e alimentos, gerados pela usina de solidariedade dos médicos formados na UFRJ.

Foi-lhes dado o poder de agir em prol do próximo, literalmente.  Eles afirmam aos quatro ventos: “Vai passar, sim, mas temos de ajudar!”.

Como ajudar?

É bem simples! Basta depositar qualquer valor através de depósito no Banco Santander, agência 1735, conta poupança 60.000971.1 (Leonardo Conrado Barbosa de Sá; CPF:029481917-77) e , ainda, enviar comprovante de depósito para WhatsApp (21) 982396633.

Com Assessoria de Alberto Corona