Nada de sofrer nem ficar com inveja: psicólogas dão dicas para solteiros

Psicóloga da Escola de Solteiras ensina mulheres a viver bem na solitude. Para psicóloga da Zero Barreira, solteiros precisam ser criativos

Aplicativos de celular são alternativa para solteiros: uma live com amigos no Dia dos Namorados pode ser uma pedida (Luisella Planeta Leoni por Pixabay)

No Brasil, o 12 de junho é considerado o Dia dos Namorados. A data já é contraditória por si só, afinal no resto do mundo ela é comemorada no dia 14 de fevereiro (Dia de São Valentim). Mas, mais contraditória ainda são as opiniões, uma data para celebrar o amor ou apenas para aquecer o comércio?

A segunda resposta está certa. No final dos anos 1940, lojistas resolveram, a exemplo do dia das mães, instituir uma data para alavancar as vendas, já que o mês de junho era considerado um mês de baixo movimento. Então aproveitaram que 12 de junho é véspera do dia de Santo Antônio, padroeiro das conquistas amorosas, muito mais popular no Brasil do que São Valentim, da Europa e Estados Unidos. Então, por que não unir o útil ao agradável? 

Renata Miranda, psicóloga (Foto: Divulgação)

Para a psicóloga e consultora de relacionamentos, Renata Miranda, idealizadora da Escola de Solteiras, nessa data muitos casais se lembram de fazer o que deveriam fazer sempre, todas as semanas e não só neste dia 12 de junho: “sair para jantar, presentear-se, desligar o celular enquanto namoram e por aí vai. As pessoas percebem que investir na relação é importante!”.

Mas para ela o mais importante mesmo é o dia seguinte ao Dia dos Namorados, pois “o casal tem a chance de decidir o que fazer com a fagulha que foi acesa na noite anterior, e criar planos para não só mantê-la, mas torná-la ainda maior”. Renata ainda lembra que em datas assim, solteiros e solteiras costumam passar o tempo pensando que gostariam de estar com alguém especial fazendo algo bem legal.

Não sofram! Uma boa opção para você é fazer desse dia um dia incrível, uma noite agradável! Já pensou em viver a solitude momentânea? Em estar bem na sua própria companhia?  Mas se essa opção ainda não te parece a ideal, eu sugiro um encontro on-line. Convide amigas (os) para uma resenha. Prepare um jantar especial on-line (já que continuamos em época de pandemia) e veja o quanto isso poderá ser divertido e fazer bem!”, recomenda.

A psicóloga diz ainda que não adianta nada ficar com inveja de quem está postando fotos de amor eterno em redes sociais, quando qualquer um sabe que não tem nada de amor ali. “São relações frias e isso você não quer mais!”, comenta.

Espero que você aproveite a noite do dia dos namorados na melhor companhia, que é a sua! Ou com pessoas especialíssimas, como as amigas (os). Corra para selecionar as amigas (os) e faça esse encontro acontecer”, recomenda a psicóloga.

Solteiros precisam ser criativos no pós-pandemia

Para Christina Valle, psicóloga da Zero Barreiras Psicoterapia Online, os solteiros foram os mais prejudicados na pandemia, com o isolamento social. “Este grupo foi obrigado a dar uma pausa na paquera e precisou ser criativo, após a flexibilização, visto que para muitos, os cuidados com a prevenção, continua. Encontros pós-exame de Covid ou ao ar livre e com máscara passaram a fazer parte do dia a dia de novos encontros”, comenta.

A psicóloga considera que os aplicativos de relacionamento e as redes sociais foram importantes para que a “arte do encontro” continuasse viva, mesmo que no mundo virtual. “Mesmo com o cansaço das telas, os encontros online continuam sendo muito utilizados. A vontade de ter alguém nos faz buscar alternativas e novos caminhos”, ressalta.

O que fica claro é que o isolamento, distanciamento social e o medo tenham mudado a nossa forma de nos relacionar, mas não nos desencorajou de buscar novos relacionamentos. E com o segundo Dia dos Namorados em pandemia, veremos como somos capazes de nos adaptar e ser criativos para celebrar”, finaliza Christina.

Ainda segundo ela, a pandemia trouxe mudanças importantes nos relacionamentos. Casais que estavam em relacionamentos saudáveis puderam tirar o pé do acelerador em função da rotina atribulada e focar mais na construção e fortalecimento das relações. No entanto, aqueles que estavam vivendo momentos de crise foram obrigados a colocar uma “lupa” para o que estava acontecendo, já que a fuga da rotina estava em pausa.

É claro que isso não é necessariamente ruim e varrer para debaixo do tapete o desgaste da relação não é mais uma alternativa. É preciso ver discutir e decidir antigas questões”, explica

Com Assessorias

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