Não basta procurar tratamento: é preciso ter fé e força de vontade

Universidades criam departamento de Medicina e Espiritualidade para ajudar na formação de médicos mais sensíveis às condições emocionais de seus pacientes

Redação

A fe move montanhas e pode, inclusive, colaborar no processo de autocura de muitas doenças. Para especialistas reunidos neste fim de semana no Rio de Janeiro, o efeito placebo ajuda a ciência a perceber a fé como fator importante nos processos de cura. Embora as pesquisas científicas estejam focadas na eficácia de uma droga ou tratamento, observa-se que no grupo de pacientes que tomaram placebo há também registros de cura que os médicos creditam à fé e à força de vontade das pessoas se curarem.

“Há muitas evidências de que a crença em um tratamento médico é crucial para seu sucesso. Na maioria das vezes, a própria crença é um remédio até mais poderoso do que o medicamento utilizado”, afirmou o médico cirurgião José Genilson Ribeiro, chefe da Cirurgia do Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP-UFF), em Niterói, durante o Congresso Luminarium, o 1º Congresso de Ciência, Consciência e Espiritualidade, que termina neste domingo, 7 de julho, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro.

Mas não basta o paciente ter fé. É preciso que o médico que o atenda respeite e tenta desenvolva um olhar mais sensível para a importância da espiritualidade na busca da cura. Em suas aulas sobre Medicina e Espiritualidade, Ribeiro busca despertar nos futuros profissionais a capacidade de escutar e de guiar o paciente num processo de desenvolvimento espiritual e de autoconhecimento que ele acredita ser fundamental para que o paciente seja responsável pela sua cura.

Podemos ter um médico ganhador do prêmio Nobel de Medicina. Não somos deuses. Se o paciente não acreditar, não há cura. Mesmo em crianças que não compreendem a importância da fé, a crença dos pais e a energia de positividade transmitida ao filho podem ajudar no tratamento”, disse ele,  durante a palestra A Espiritualidade na Prática Clínica: O que diz a Academia’.

Segundo ele, a Física moderna entende que não é a matéria (corpo físico), mas sim a mente ou a alma, o ser primário capaz de emanar energias que realizam esta comunicação com as células. O mesmo vale para a prevenção de doenças. Já existe um consenso na ciência e na medicina de que o estresse é uma influência grave das nossas emoções no corpo físico, podendo levar a mudanças biológicas que causam doenças.

É a Teoria da Comunicação Molecular que comprova que há uma alteração molecular sempre que o estresse ativa o sistema nervoso simpático (SNS), gerando um aumento da atividade da proteína NF-xB que se traduz num processo inflamatório.

Pensamentos e emoções positivas também podem transmitir recados a células, no sentido de reduzir a inflamação e consequentemente, de prevenir ou mesmo curar uma doença.

A medicina convencional se fechou na ultra especialização, enxergando, na maioria das vezes, apenas órgão adoecido. Precisamos entender o poder que nossos pensamentos e emoções têm na busca de uma saúde plena e integral”, garante José Genilson, que é fundador do Núcleo de Medicina e Espiritualidade da UFF, onde dá aulas e que também atende gratuitamente à população da cidade com terapias complementares.

A face oculta da Medicina

Podemos resumir os sentimentos e as experiências ao aspecto material do corpo humano? A questão pode ser simples para a doutrina espírita, mas segue intrigando pesquisadores e motivando acalorados debates no meio científico. Filósofos como Platão e Descartes já defendiam, séculos atrás, a existência de uma “alma” separada da matéria: um princípio inteligente capaz de nos prover movimento e sentido.

Por outro lado, pensadores que chamamos de “fisicalistas” afirmam que o mundo material seria a única possibilidade para compreender a vida; e a experiência pessoal não passaria, portanto, de um produto das dinâmicas fisiológicas que nos compõem.

Tendo em vista métodos estritamente científicos, nenhuma dessas hipóteses pôde ser comprovada ou refutada até os dias de hoje. Por isso, a natureza de nossa mente tem sido considerada o grande problema (hard problem) da ciência contemporânea.

Para os profissionais da saúde, a maior clareza a respeito dos fenômenos “invisíveis” é um modo de ampliar seus conceitos de cura. Ao mesmo tempo, a ciência se expande e começa a abraçar o que hoje rotulamos como espiritualidade. Afinal, o que seriam os milagres senão intervenções que ainda não conseguimos compreender?

Perguntas como essa estão na base dos assuntos que o médico, professor e escritor Paulo Fructuoso tem debatido ao longo de sua trajetória profissional. No livro “A Face Oculta da Medicina”, Dr. Paulo nos revela detalhes sobre a contrapartida espiritual das intervenções cirúrgicas, conhecimentos que obteve ao presenciar a materialização de médicos desencarnados.

Ele argumenta que o embasamento científico para estes fenômenos está mais próximo do que imaginamos, relevando o que acredita ser a verdadeira medicina do futuro. Paulo César Fructuoso abordou esse e outros temas em sua palestra “A Face Oculta da Medicina” durante o Congresso Luminarium neste sábado, dia 6 de julho,

 VEJA A PROGRAMAÇÃO DESTE DOMINGO

O Congresso Luminarium acontece no auditório principal do Centro de Convenções SulAmérica, Rio de Janeiro. Veja a programação deste domingo no Auditório Orion (limite de 80 participantes por dia):

13h – “Access Consciousness”, com Flávia Fernandes – O Access Consciousness é um conjunto de ferramentas, processos, terapias e energias voltadas para a expansão da consciência. Nessa palestra, Flavia Fernandes vai falar sobre como criamos nossa realidade e como podemos enxergar além dela para alcançar infinitas possibilidades de realizarmos o que almejamos.

15h – “Missão de Vida”, com Janice Heringer – Qual seria a sua realidade se você soubesse a sua Missão de Vida? Falta de tempo, distrações, ansiedade, estresse e insegurança são padrões relacionados com a sua necessidade de dizer sim o tempo todo. A origem deste comportamento é a falta de clareza da Missão de Vida. Sem esta clareza, a busca pela confiança e sucesso é projetada nos recursos e feedbacks externos, que geram mais insegurança, cobrança, dependência e medo. A sua realidade é composta de 90% do mundo sutil e 10% do mundo material.

17h – “BodyTalk”, com Célia Barboza – Comunicar- Sincronizar- Equilibrar. Baseado nestes três princípios o BodyTalk possibilita que, partindo das informações trazidas pelo complexo corpo- mente, através de toques específicos, as linhas de comunicação entre todas as partes do corpo sejam estabelecidas de forma mais saudável.

Sala do Núcleo Fogo Sagrado:10:00 – Terapia Transdimensional, com Mônica Oliveira – Realizada em grupo, essa modalidade da técnica “Fogo Sagrado – Alinhamento Energético” possibilita que o cliente assista, de uma só vez, vários de seus corpos energéticos sendo manifestados e interagindo uns com os outros.

Sala do Portal Healing: 10h30 às 13h30 – Atendimento popular; 15h– Palestra “ThetaHealing”, com Gustavo Barros; 16h10 às 17h10 – Atendimento popular 17h10 às 17h40 – Roda de Cura

Sala Terapêutica: 9 às 18h – Atendimento Access Consciousness – Mundialmente conhecido por mudar a visão de vida do indivíduo e até promover mudanças por meio de facilitadores, a ténica é um conjunto de ferramentas, processos, terapias e energias voltadas para a expansão da consciência.

SALA UNIPAZ
A Sala Unipaz recebe atividades gratuitas e exclusivas para congressistas, nos intervalos das palestras: Auriculoterapia, Cromoterapia, Radiestesia, Reiki, massagem ayurvédica, aromaterapia, Florais de Bach, Cinésiologia, Harmonização de Energia e Reflexiologia.

Fonte: Congresso Luminarium, com Redação

Deixe um comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.