Novidade no tratamento a renais crônicos

Estudos demonstram que nova terapia que substitui função do rim, apresentada durante congresso médico em São Paulo, reduz hospitalização e traz qualidade de vida e menor mortalidade

Nova terapia para hemodiálise HighVolumeHDF se diferencia da hemodiálise porque permite uma melhor remoção de toxinas, diz fabricante (Foto: Divulgação)

Aproximadamente 12 milhões de brasileiros sofrem de problemas renais e 70% não sabem disso. A doença renal crônica se caracteriza pela perda lenta e irreversível do funcionamento dos rins, órgãos cuja função é vital: remover as substâncias tóxicas e o excesso de água do organismo.

Cerca de 130 mil doentes renais crônicos precisam de tratamento de Terapia Renal Substitutiva no país, sendo 85% deles assistidos exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que, no entanto, não tem conseguido garantir o acesso de todos pacientes ao diagnóstico e aos melhores tratamentos disponíveis.

Por isso a importância de fortalecermos o SUS como política de Estado, garantindo sua sustentabilidade econômica e tecnológica para podermos cumprir o preceito da integralidade e da universalidade”, destaca o médico José Gomes Temporão, ex-ministro da Saúde.

Temporão é um dos palestrantes do encontro NefroPlus que reunirá grandes nomes da medicina  no Hotel Transamérica, no dia 23 de maio, para debater as tendências e novas evidências do setor de saúde e do tratamento do doente renal. O evento é realizado pela Fresenius Medical Care, empresa especializada em produtos e serviços de diálise, com objetivo de discutir o panorama da doença no Brasil, bem como a evolução dos tratamentos disponíveis no mundo.

Tratamento mais moderno chega da Europa

Os brasileiros já podem contar com uma nova terapia que renova a esperança dos doentes renais: a hemodiafiltração de alto volume, também conhecida como HighVolumeHDF. Esta terapia se diferencia da hemodiálise porque permite uma melhor remoção de toxinas, que são nocivas para o organismo e não eram removidas de forma adequada pela hemodiálise.

Estudos científicos demonstram que com este tratamento o paciente é menos hospitalizado, tem uma melhor qualidade de vida e menor mortalidade”, explica a nefrologista Ana Beatriz Barra, gerente médica da Fresenius Medical Care.

Disponível nas clínicas Fresenius Medical Care de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, a HighVolumeHDF é utilizada em cerca de 20% dos pacientes em diálise da Europa. Em Portugal, por exemplo, 60% de todos os pacientes em diálise realizam a terapia. Lá são 32 hospitais públicos e 92 clínicas privadas oferecendo a terapia – em 93% dos casos os equipamentos são da multinacional alemã.

Fonte:  Fresenius Medical Care

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