O que você sabe sobre a maior causa de morte no mundo?

Doenças cardiovasculares estão ligadas ao estilo de vida e mulheres se tornam ainda mais suscetíveis na menopausa. Saiba mais sobre o tema

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres no mundo (Foto: Banco de imagem)

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo, representando uma a cada três mortes de mulheres anualmente, o que significa uma vida perdida por minuto, segundo dados divulgados pela American Heart Association, organização sem fins lucrativos, sediada nos Estados Unidos, que providencia cuidados cardíacos visando reduzir lesões e mortes causadas por doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

De acordo com Paola Emanuela Poggio Smanio, cardiologista e gestora médica do Centro Diagnóstico do Grupo Fleury, este é o maior motivo de morte entre as mulheres. E o maior adversário da saúde cardiológica feminina é o desconhecimento, constatação que levou à criação do Dia de Conscientização sobre Doenças Cardiovasculares em Mulheres, neste 14 de maio.

“Mulheres, geralmente, chegam à menopausa ignorando o fato de que essa fase exigirá mais cuidados, por ser um período marcado por mudanças hormonais e metabólicas, ganho de peso e aumento dos níveis de colesterol. Na menopausa, quando o nível de estrogênio cai, à proporção que aumentam os riscos de eventos cardiovasculares”, analisa.

No entanto, acrescenta a cardiologista, é sabido que esse cenário pode mudar com a identificação precoce de quem está sob maior risco, mudança dos hábitos de vida e, principalmente, não menosprezando os sintomas quando presentes. As doenças cardiovasculares estão altamente ligadas à redução da expectativa de vida, revelou levantamento do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME) da Universidade de Washington.

Conheça e previna os principais fatores de risco

Entre os fatores de risco se destacam o sobrepeso e a obesidade, o hábito de fumar, a hipertensão e o histórico familiar. Um sinal de alerta para os brasileiros, afinal, dados do Ministério da Saúde mostraram que por ano no país são atendidas aproximadamente 22,9 milhões de pessoas com hipertensão, 2,2 milhões com obesidade, e 492 mil com risco cardiovascular.

Fique atento à balança e à sua pressão arterial

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE, uma a cada quatro pessoas sofre com a obesidade, e dentre os que têm hipertensão, 70,3% apresentam excesso de peso. A diminuição de apenas 5% a 10% no peso corporal já é suficiente para reduzir 5 mmHg da pressão arterial – visto que o máximo recomendado é 140×90 mmHg (ou 14 por 9, como é popularmente conhecido esse índice).

Quanto sódio você consome?

Levantamento do Ministério da saúde apontou que o excesso de sódio está ligado a cerca de 47 mil mortes por doenças cardiovasculares por ano. O controle do consumo não se dá apenas pela quantidade de sal na comida, mas também pela quantidade de alimentos ultraprocessados que ingerimos. Como está sua alimentação?

Quando os fatores genéticos contam?

É preciso ficar atento a casos em parentes de primeiro grau, ou seja, pai, mãe e irmãos. Se o pai infartou com menos de 55 anos ou a mãe com menos de 60, é possível que exista uma condição genética favorável a doenças cardiovasculares. No entanto, os fatores genéticos são responsáveis por apenas 20% das doenças cardíacas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% das mortes poderiam ser evitadas com mudanças de estilo de vida.

Hábitos saudáveis: Mais simples do que parecem?

De acordo com a Associação Americana do Coração (AHA), 150 minutos semanais, aproximadamente 21 minutos diários de atividade física moderada, ou 75 minutos de atividade intensa são suficientes para diminuir o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. A atividade física reduz a tensão arterial e o colesterol, aumenta a qualidade do sono, ajuda a manter o peso saudável e a controlar o estresse.

Para Karina Santos, médica de família na Sami, o importante é ter consciência de que melhorar os hábitos é preciso, começando aos poucos, introduzindo verduras e legumes no cardápio, por exemplo, e evitando comer em fast-foods. “Além de uma mudança na alimentação, sempre sugiro aos mais sedentários uma caminhada semanal, e que façam acompanhamento com o time de saúde para que a evolução aconteça dentro das possibilidades de cada um”.

Ainda sobre hábitos saudáveis, a Dra. Karina alerta que os jovens com obesidade estão entre os que mais preocupam, por serem mais resistentes a mudanças em prol da saúde. “Muitos deles vivem uma rotina de ansiedade e estresse, o que aumenta as chances de desenvolverem doenças cardíacas, e eles costumam preferir ingerir remédios ao invés de se alimentar melhor e praticar atividades físicas”, explica a médica de família da Sami.

Você dorme bem?

Uma característica comum em pacientes com casos de ansiedade é a dificuldade para dormir, o que aumenta o estresse no dia-a-dia. Esse quadro pode implicar no desenvolvimento de hipertensão, diabetes e outras doenças. Segundo a Dra Karina, uma boa forma de controlar o estresse é se exercitar mais ou até mesmo apostar na meditação.

“Na Sami, nós observamos como podemos guiar o paciente para ajudá-lo a diminuir alguns fatores de risco. O time de saúde trabalha na prevenção, para evitar que as doenças cardiovasculares se instalem. O cardiologista, por exemplo, entra em ação quando a doença cardiovascular já está estabelecida”, conclui Karina Santos.

Com Assessorias

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