Pandemia dá trégua em São Paulo: cai nível de ocupação em UTIs

Graças ao avanço da vacinação, pela 1ª vez desde abril de 2020 nenhuma das 645 cidades de SP está com ocupação das UTI Covid-19 em 100%

Médicos fazem treinamento no hospital de campanha para tratamento de covid-19 do Complexo Esportivo do Ibirapuera (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Pela primeira vez desde abril de 2020 nenhuma das 645 cidades do estado de São Paulo está com o índice de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) dedicadas ao tratamento da Covid-19 em 100%. A taxa foi registrada pelo governo estadual no sábado (21) e é considerada como um marco no resultado do avanço da vacinação e medidas de enfrentamento e prevenção ao novo coronavírus. Segundo os dados do governo, atualmente há 7.495 pessoas hospitalizadas com covid-19, sendo 3.842 em UTI e 3.653 em enfermarias.

De acordo com as informações de monitoramento do Censo Covid, realizado pelo governo estadual desde abril de 2020, em 30 de março de 2021, pico da segunda onda, chegou a 87 o número de cidades com ocupação integral dos leitos de Terapia Intensiva. Isto representa que, naquele contexto, 13% de todos os municípios de São Paulo estavam com a rede sobrecarregada.

“Este número chegou a ser quatro vezes maior no auge da segunda onda, ultrapassando 31 mil pacientes em leitos reservados para casos graves da doença. Naquele contexto, a taxa de ocupação de UTIs chegou a ultrapassar 92% no estado. Nesta data, é de 40,3% em todo o território paulista, e de 38,5% na Grande São Paulo”, diz o governo de São Paulo.

Maior número de casos e de óbitos no país

De acordo com levantamento do Ministério da Saúde divulgado neste domingo (22), São Paulo se mantém como a unidade federativa com maior número tanto de óbitos (144,2 mil) quanto de casos (4,2 milhões). Dos 4.209.421 casos, 3.929.437 já estão recuperados, incluindo 437.819 que foram internados e receberam alta hospitalar. Houve 144.185 óbitos.

O Brasil tem no acumulado 20,5 milhões de casos confirmados da doença e 574,5 mil mortes registradas. Depois de São Paulo, vêm os estados de Minas Gerais (2 milhões de casos e 52,4 mil óbitos); Paraná (1,4 milhão casos e 36,9 mil óbitos) e Rio Grande do Sul (1,3 milhão de casos e 33,9 mil óbitos). O número de recuperados soma 19,4 milhões. Em 24 horas, o ministério registrou 14,4 mil novos casos e 318 mortes.

A média móvel de casos caiu 8% e a de mortes, 16% em comparação com 14 dias atrás,, conforme informações do consórcio de veículos que monitora os dados junto a estados e municípios. Neste domingo, a média de mortes era de 765 por dia, um número ainda considerado bem alto.

Segundo os últimos dados disponíveis pelo Ministério da Saúde, o total de doses aplicadas chegou a 176.616.552, sendo 122.095.172 da primeira dose (58,1% da população) e 54.521.380 de segunda dose ou dose única, o que corresponde a 26%. O total de doses distribuídas para os 26 estados e o Distrito Federal chegou a 215.225.680.

Da Agência Brasil, com Redação

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