Pandemia aumenta a procura por terapia ocupacional

Profissionais de terapia ocupacional podem atuar especialmente com crianças e idosos e até em UTIs, auxiliando na rotina e recuperação de pacientes

Você sabe o que faz um terapeuta ocupacional? A profissão antes desconhecida, mas hoje bastante procurada, tem um data para no calendário da saúde: 13 de outubro é o Dia Nacional do Terapeuta Ocupacional, justamente para propagar a importância dessa atividade que traz diversos benefícios para a saúde.

O profissional tem sua área de atuação bastante extensa. O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito) define a terapia ocupacional como uma “profissão de nível superior voltada ao estudo, à prevenção e ao tratamento de indivíduos com alterações cognitivas, afetivas, perceptivas e psicomotoras, decorrentes ou não de distúrbios genéticos, traumáticos e/ou de doenças adquiridas”.

Durante a pandemia, ela destaca que houve um aumento da procura dos terapeutas ocupacionais, principalmente com crianças, pela mudança brusca de rotina, observa Lydja Coelho, que atende na Clínica Madri, no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, e é professora no curso de Terapia Ocupacional no Centro Universitário Uni Goyazes.

Atuando na área há 17 anos, a terapeuta ocupacional afirma que a terapia ocupacional atende também os idosos, seja por demência, depressão, transtorno de ansiedade. Outra área de atuação dos terapeutas ocupacional, e que teve um aumento na pandemia, é o trabalho em unidades de terapia intensiva (UTI).

“Para esses pacientes internados levamos o conhecimento do que está acontecendo. Orientamos e adequamos rotinas do paciente relacionadas à higiene, alimentação e o cotidiano da internação”, explica Lydja Coelho.

Infelizmente, no entanto, não é uma realidade ter esse profissional em todas as UTIs. “Mas estamos trabalhando para que a presença dos profissionais em todas as UTIs seja possível, pois o tratamento ajuda na recuperação”, destaca.

Como atua o profissional de terapia ocupacional

O profissional faz a habilitação e reabilitação das funções do paciente, atuando na área biopsicossocial, ou seja, na área física, cognitiva e social da pessoa. “Se existe uma dificuldade em qualquer das funções ou ações que realizamos desde o despertar ao dormir, o terapeuta ocupacional pode atuar”, explica ela.

Lydja Coelho conta que não há limite de idade, gênero ou problema para utilizar os serviços de um terapeuta ocupacional. Qualquer pessoa que tenha uma limitação, seja transitória ou permanente pode fazer, pois a terapia ocupacional proporciona qualidade de vida.

“Treinamos as atividades da vida diária. Fazemos confecção de órtese e adaptações para ambientes ou utensílios, como por exemplo para comer ou dirigir, em caso de pessoas com limitações. O nosso objetivo é fazer com que o paciente possa realizar as atividades cotidianas de maneira independente, autônoma e funcional”, salienta Lydja.

Para desempenhar sua função, a profissional revela que utiliza atividades artesanais, profissionalizantes, artísticas, culturais, musicais e físicas, como recurso de tratamento. “Analisamos o objetivo a ser alcançado para designar a atividade adequada”, afirma.

 

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